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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

No Pará( Brasil ), 80% dos casos de abuso sexual acontecem dentro de casa, diz relatório da CPI da Pedofilia

Até quando a justiça brasileira continuará dando espetáculos de mandos e desmandos, confundindo e desqualificando-a, colocando em dúvida sua existência?

25/02/2010 - 16h08


Sandra Rocha

Especial para o UOL Notícias

Em Belém

O Pará teve 118 mil casos de abuso sexual de crianças e adolescentes nos últimos cinco anos e 80% deles aconteceram no ambiente familiar. Os números foram apresentados nesta quinta-feira (25) pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia. Aproximadamente 20% das vítimas têm menos de cinco anos e apenas 12 acusados foram sentenciados pela Justiça.

A CPI apresentou os resultados após os trabalhos que duraram um ano. A comissão foi instalada após o Pará se tornar alvo da CPI nacional, sobretudo por causa da acusação contra o deputado estadual Luiz Seffer, que teria estuprado uma menina de 9 anos.

No ano passado, Seffer prestou depoimento em sessão da CPI nacional, negou o crime, mas foi pressionado a renunciar ao mandato e deixar seu partido, o DEM. Ele foi denunciado à Justiça e chegou a ser preso, mas foi solto por uma ordem judicial.

O ex-deputado, porém, não é a única autoridade do Pará acusada de abusar sexualmente de crianças e adolescentes. O relator da CPI estadual, deputado Arnaldo Jordy (PSS), afirma que há também prefeitos e vereadores envolvidos em casos semelhantes, além de conselheiros tutelares, médicos, empresários e professores.
A maioria, porém, sai ilesa de qualquer punição já que, de 2004 a 2008, somente 12 pessoas foram sentenciadas. “Só 12 de quase 2.000”, diz o relator. O deputado ressalta que muitos casos sequer chegam à fase processual porque os acusados “fizeram ‘conchavos’ com autoridades policiais ou intimidaram as vítimas a desistirem das denúncias”.

Para Jordy, a CPI mostra a falência do Estado para lidar com a situação. “A cultura policial é machista. Às vezes, o policial diz pra mãe desistir. Diz que a vítima se insinua. Há também propina, interferência política.”
O relator cita ainda casos de flagrantes não investigados. Um teria acontecido no município de Acará (146 km de Belém), onde uma criança de 7 anos foi levada para o depósito de um comerciante. A polícia chegou com a vítima já despida, mas o acusado sequer foi preso.
Em Itaituba (cerca de 1.000 km de Belém), um avô abusou da neta de 5 anos e teve a prisão decretada. A polícia, no entanto, não o prendeu alegando destino incerto, apesar do suspeito não estar desaparecido.

Durante os trabalhos da CPI, seis pessoas foram presas por ordem judicial enquanto prestavam depoimento nas sessões. A comissão pediu cerca de 20 prisões preventivas, mas o relator não soube informar se os pedidos foram cumpridos.

Em seu relatório final, a CPI da Pedofilia faz recomendações ao governo para que “crie condições de combate à impunidade”. A comissão recomenda ainda a expansão do serviço Pró Paz, onde os casos de violência contra a criança são atendidos, para além da capital.

O relatório, de 300 páginas, foi apresentado oficialmente em sessão especial na Assembleia Legislativa do Pará, em Belém.

Serão entregues cópias para o representante do governo estadual, para a CPI nacional, para o Ministério Público Federal e para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Depois perguntam porque os policias ficam desmotivados: Operação policial na cracolândia termina com fuga em massa dos detidos

Esta notícia choca a sociedade brasileira e ao mesmo tempo mostra claramente como nós mesmos fabricamos nossas desgraças.
Se todos cooperarem e não se ocultarem, faremos um lugar melhor para se viver.
Mas tem que combater os corruptos, ainda que toda uma geração tenha que ser colocada atrás das grades.

Ed

25/02/2010 - 18h58


Arthur Guimarães

Do UOL Notícias

Em São Paulo

Detidos por uma operação policial contra o tráfico de crack na região conhecida como Cracolândia, os usuários de drogas foram recolhidos pelas autoridades em vários pontos do centro da cidade, mas acabaram liberados após falta de atendimento
De mãos dadas, sob escolta armada, mas nem por isso em silêncio, os “nóias” foram enfileirados na região da Luz na tarde desta quinta-feira (25). Detidos por uma operação policial desencadeada pela Polícia Civil de São Paulo contra o tráfico de crack na região conhecida como Cracolândia, os usuários de drogas foram recolhidos pelas autoridades em vários pontos do centro da cidade.

Em grupos vindos de cada local de abordagem, todos eram reunidos perto da estação da Luz e formavam um séquito de maltrapilhos. Crianças, idosos, rapazes e moças, muitos ainda alucinados pelo narcótico, se juntavam e seguiam as ordens passadas pelos homens do Grupo de Operações Especiais (GOE), que ostentavam armas pesadas e vestimentas dignas de guerra.
Mesmo com a repressão e os comandos dados por gritos, os viciados não davam sossego. Uns brigavam. Outros não param de revirar seus pertences. Alguns mais exaltados não conseguiam parar no lugar. Se coçavam, passavam a mão no cabelo seguidamente, freneticamente, em uma espécie de compulsão que só fazia os homens do GOE ficarem mais irritados.
Após a prisão de alguns traficantes e da apreensão de boa quantidade de entorpecente, em uma marcha lenta de quase 50 pessoas, todos foram levados para a praça Coração de Jesus, tradicional ponto de encontro dos agentes da secretaria de saúde que atendem os drogados - e os encaminham para os serviços especializados em desintoxicação.
Ao chegar lá, no entanto, o que se observou foi uma desordem de dar inveja aos crackeiros. Como relataram os próprios policiais, os agentes de saúde que estavam nas redondezas “foram embora”. Nenhum policial oficialmente, em entrevista, declarou abertamente esse descontentamento. Mas pelo menos cinco policiais confirmaram ao UOL Notícias, pedindo para não serem identificados, que realmente houve uma evasão pouco antes da chegada do contingente de “pacientes”.
Quando perceberam que não haveria atendimento aos detidos, os homens do GOE tentaram contornar a situação. Mandaram todos sentar na base da Guarda Civil Metropolitana (GCM), davam broncas, organizavam a bagunça criada por 50 detidos – a maioria drogada – que não via a hora de voltar para o consumo da substância ilícita.
Em menos de 20 minutos, sem que a imprensa percebesse a movimentação, os policiais deixaram o local. Largaram a “bronca” para os guardas metropolitanos, que não escondiam o espanto com o “presente” que receberam. Vendo que o controle pesado havia ido embora, os “nóias” começaram a se movimentar. Desacostumados a lidar com um grupo tão grande de viciados, os GCMs ficaram nitidamente horrorizados.
Alguns crackeiros começaram a, sorrateiramente, sair do local. Iam andando pelos cantos e saiam pelo portão. Aos poucos, essa fuga ganhou corpo. Em instantes, uma verdadeira passeata superou a frágil barreira e tomou as ruas novamente.
Apesar da alegação de que traficantes foram presos, a reportagem presenciou minutos depois o movimento na Cracolândia ressurgir. Os mesmos homens que estavam detidos e escoltados, em minutos, estavam livremente vendendo e usando a droga. Voltaram para os mesmos lugares, para o mesmo vício, para a mesma vida, na mesma calçada que os policiais “varreram” horas antes.

Outro lado

Procurada para comentar a relatada omissão no atendimento, a Secretaria Municipal de Saúde emitiu uma nota em que não trata dessa questão específica e não confirma se a operação da polícia era de conhecimento do órgão.
A secretaria informou apenas que, desde o dia 22 de julho de 2009, quando foi implantada, a Ação Integrada Centro Legal realizou, por meio dos agentes de Saúde e Ação Social, 64.957 abordagens, 3.141 encaminhamentos de usuários às unidades de saúde e 190 internações.
Segundo o órgão, a prefeitura tem atuado de maneira estratégica na região central de São Paulo. Desde 2008, diz a nota, agentes comunitários da Estratégia de Saúde da Família (ESF), em conjunto com equipes de assistentes sociais, têm realizado diariamente abordagens junto aos usuários de drogas que vivem no local.
Procurado, o delegado responsável pela operação de hoje ainda não atendeu a reportagem do UOL.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Autoridades brasileira não conseguem anular a cultura da violência que existe no tratamento do jovem em conflito com a lei.

Para especialistas, a descentralização que vem sendo feita pelo estado nas unidades da Fundação Casa (ex-Febem) ao colocar os internos em unidades menores e mais próximas das famílias é positiva, mas ainda não conseguiu anular com a cultura da violência que existe no tratamento do adolescente em conflito com a lei. Os especialistas são unânimes ao dizer que tendem a apresentar menos problemas de violência unidades menores, com infraestrutura bem cuidada e onde é respeitada a individualidade do adolescente. Na avaliação da advogada Marcela Vieira, da Conectas Direitos Humanos, houve mudanças, o número de agressões e mortes melhorou. Há quatro anos era cerca de uma morte por mês na então Febem. No ano passado, segundo levantamento com base em notícias de jornais, foram cinco mortes nas unidades.

[O Estado de São Paulo (SP), Julia Duailibi – 21/01/2010]

São Paulo: Jovens sofrem violência física e psicológica na ex-Febem

O documento é baseado em depoimentos dos adolescentes e na constatação das equipes no local

Relatório elaborado por oito entidades defensoras dos direitos humanos em complexos e unidades da Fundação Casa (ex-Febem) constata problemas de infraestrutura, violência corporal e psicológica contra adolescentes. No Núcleo de Ação Integral à Saúde do Complexo Raposo Tavares, por exemplo, foi constatado que um terço dos jovens são medicados com psicotrópicos. O relatório, de 70 páginas, foi encaminhado em novembro para o gabinete do governador José Serra (PSDB) e para o secretário de Justiça, Luiz Antônio Marrey. A Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania (SJDC), à qual a Fundação Casa está ligada, disse que foram instauradas nove sindicâncias na Corregedoria Geral da entidade para apurar as denúncias.



[Jornal da Tarde (SP), O Estado de São Paulo (SP), Julia Duailibi – 21/01/2010]

Flagrante do cotidiano carioca: Uma Criança descamisada é agredida por autoridades que deveriam protegê-la

Olá caro e precioso leitor deste blog.
O relato abaixo foi publicado no blog  http://direitofundamentalnatural.blogspot.com/ e trata-se de um flagrante do cotidiano carioca.
Este relato é um exemplo de como despreparada está as autoridades policiais, que além de desconhecer as leis de proteção da criança e do adolescente(ECA), ainda a descumpre e vai além disso, praticam o crime de violência contra estas crianças, as quais são frutos de uma sociedade corrupta, ignorante, preconceituosa e egoista.
Não há investimento em treinamento deste pessoal e não há local e programa adequado para que estas crianças sejam atendidas, porque NÃO HÁ compromisso da Nação para este fim.
Existem leis e alguns projetos isolados, tais como o que trabalho http://www.srcbrasil.org.br/ e poucas pessoas realmente compromissadas com esta realidade.

Ed

É interessante como agem nossas autoridades, existem para que a lei seja cumprida, se baseiam neste princípio, no entanto podemos ver no dia-a-dia que é uma incrível fachada. Hoje ao caminhar na calçada, do Largo do Machado -Rio de Janeiro-, vi uma coisa que não é nenhum absurdo aos olhos de quem passa, um grupo de guardas municipais puxando pelos braços um garoto sem camisa. Como sempre me interesso pela atuação destes profissionais, resolvi observar. O garoto pedia para ir embora e eles o arrastando devagar para não chamar muita atenção. Levaram o garoto para um lugar onde não passava tanta gente assim, e veio mais guardas municipais e um segurança de não sei qual loja. Pude observar que um senhor que estava o tempo todo perto do garoto e dos guardas era (me parece) dono de loja. A ênfase era que estavam coagindo o menor, queriam aplicar-lhe um conveniente corretivo por ter -como disseram- jogado pedra no vidro de uma loja. O garoto logo retrucou que o segurança tinha jogado spray de pimenta em seus olhos. Todos falavam acusando o garoto sem dar forma dele se defender, seus olhos eram de horror, como se tivesse sido capturado pelo inimigo.


Não consegui ficar calado, perguntei a idade do garoto que é de dez anos e disse para eles que o garoto era vulnerável, considerado por lei e que esta não era a forma de ser tratado. Não gostaram mas pegaram leve, falaram que ia liberar o garoto depois que ele pedisse desculpas.

Sério, fiquei horrorizado diante da atitude deles de humilhar o garoto, um bando de marmanjos bem nutridos subjugando quem deveriam defender. Eu sei que esses menores aprontam e muito, mas será que mais que as autoridades, que deveriam providenciar forma digna de sobrevivência para eles e não o faz, que deveriam educa-los e orientar seus pais mas preferem bater, prender, humilhar.

É vergonhoso a atuação dos guardas diante dos trabalhadores informais. Um dia estava pensando como seria se todas as muambas fossem tomadas de alguém que tivesse de levar leite para um recem-nascido, hoje eu vi que isso acontece frequentemente e é por causa destes exemplos que temos muitas pessoas desamparadas e consequentemente muitas crianças soltas nas ruas sendo subjugados por esses lacaios, mercenários baratos que sequer fazem questão de lembrar de suas origens ao desempenhar seu papel na sociedade. Eles se esquecem que já foram desempregados e que são dos mesmos lugares de onde são estes pobres infelizes. Mas se lembram que tem que servir, mesmo que fora da lei, os donos do capital.

Isto ficou claro: os guardas municipais não se contentam em deixar desprovido os informais de suas mercadorias, pretendem praticar uma humilhação generalizada, estendendo-as aos filhos desnutridamente desprotegidos.

Valeu prefeito pela ótima atuação de seus lacaios. Valeu "elite" pela eficiência de seus projetos em praticar a xenofobia nos que são filhos dessa terra. Muito bonito essas atuações.

Postado por DOM QUIXOTE às 21:15

Brasil perde doze posições em ranking de educação

Sabemos que a Educação brasileira deixou de ser, há muito tempo, parceira da criança e do adolescente.

O que ocorre de fato é que crianças analfabetas são aprovadas e passam para série seguinte.
Se esta estatística abaixo está certa, então o Brasil está pior ainda na Educação.
Um país cujas prioridades são a corrupção, a falta de responsabilidade para com a educação, saúde, moradia e alimentação, está condenando sua população à escravidão.
O Brasil se esforça muito para manter e se possível, aumentar as classes C, D e E da população, reservando a classe B para administrar as ordens vindas da classe A.
Não há interesse algum de mudança neste quadro por parte de nossos governantes.
Nos corredores da faculdade de Educação da USP, isso é chamado de "currículo oculto".
Com a palavra os políticos e a classe rica do Brasil...!

Um dos piores indicadores mostrados no relatório da Unesco é a repetência.

O Brasil perdeu doze posições no índice de educação feito pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). A queda, do 76º para o 88º lugar entre 128 países, ocorreu principalmente em razão da piora no índice de crianças que chegam até a quarta série. Segundo a Unesco, de 80,5%, em 2005, o percentual caiu em 2007 para 75,6%. Um dos piores indicadores brasileiros mostrados pelo relatório é a repetência. Para o coordenador da Unesco no Brasil, Paolo Fontani, apesar da alta taxa de repetência, o país foi bem avaliado no combate ao analfabetismo e na distribuição de recursos. O Ministério da Educação (MEC) disse que está analisando os números, e que eles se referem ao período anterior ao lançamento do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) que ocorreu em 2007.


[Folha de São Paulo (SP) – 21/01/2010]

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Criança é encontrada morta no Aterro do Flamengo

Porque tantas crianças são atacadas neste país chamado Brasil?
publicado em 14/02/2010 às 20h10:


Polícia acredita que vítima de 8 anos sofreu abuso sexual antes de ser assassinada

Do R7.Texto: ..

Uma garota de cerca de 8 anos foi encontrada morta na tarde desta domingo (14) no Aterro do Flamengo, na zona sul do Rio de Janeiro. De acordo com a Polícia, a menina vestia uma fantasia de carnaval e apresentava indícios de violência sexual.
Os policiais militares encontraram a vítima de bruços, próximo ao Museu de Arte Moderna do Rio. A criança apresentava ferimentos no rosto e nas regiãos próxima à vagina e ao anus.

Informações preliminares apontam que a criança era moradora de rua e foi assassinada por volta das 23h deste sábado. O corpo da garota foi levado para IML (Instituto Médico Legal) e o caso será investigado pelo departamento de homicídios da Polícia Civil do Rio.

O custo da brincadeira da ganância : Cerca de 14 milhões de latino-americanos voltam à pobreza

Fico admirado com estas notícias .
Como existe pessoas egoísta e sem amor.
Estas pessoas que nunca saberão o que é o amor.
Você já imaginou quantas crianças morreram e vão morrer em consequencia desta crise produzida pela insensatez humana?
A incensibilidade do ser humano produz pobreza e morte como mostra o relato abaixo.


Uol - Notícias
14/02/2010 - 21h51


La Paz, 14 fev (EFE).- Cerca de 14 milhões de latino-americanos voltaram à situação de pobreza como consequência da crise econômica, segundo estimativas recentes do Banco Mundial, afirmou Felipe Jaramillo, o diretor desse organismo para a Bolívia, Equador, Peru e Venezuela, em entrevista publicada hoje pela imprensa local.
"O tema que nos preocupa muito é a pobreza. Como Banco Mundial, fiscalizamos muito e calculamos os indicadores de pobreza. Nos agrada muito ver que estávamos cerca de oito anos seguidos diminuindo a pobreza na América Latina e a crise interrompeu isso", afirmou Jaramillo ao jornal "La Razón".

Segundo o diretor regional do Banco, a América Latina retornou em 2009 aos níveis de pobreza de 2007, o que significa que foram perdidos os avanços de dois anos. Isso se deve, entre outros motivos, à impossibilidade de gerar novos empregos e inclusive em alguns casos ao aumento do desemprego, como efeito da crise.

Para Jaramillo, o desemprego subiu principalmente nos países mais afetados pela crise econômica como o México ou a região da América Central e muitas das ilhas do Caribe, enquanto afetou menos os países que puderam reagir bem à crise, sobretudo na América do Sul.

No entanto, destacou que, em linhas gerais, a América Latina pôde reagir à crise econômica graças a "grandes planos" e em casos como os do Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia e Chile, "com transferências diretas às famílias mais pobres para evitar que possam ficar sem recursos para se alimentar".

Para solucionar esse retrocesso nos níveis de pobreza, Jaramillo defendeu "retomar o crescimento que havia desde a década de 1960".

"Fazia 40 anos que não tínhamos crescimentos em nossas economias tão altos e por isso a luta contra a pobreza avançou tanto", assegurou.

Além disso, ele defendeu uma diversificação da economia na região que "permita gerar mais emprego e que não esteja exclusivamente associado às (exportações de) matérias-primas".

Papa reúne-se com bispos da Irlanda sobre escândalo de pedofilia

Acredito ser tempo de a Igreja Católica observar melhor a situação dos homens que fazem parte da igreja. A Bíblia nos ensina que somos homens, vivemos em um corpo sujeito a todas as coisas.

É certo que fazemos nossas próprias escolhas, porém se vivermos abrasados, ou seja, com necessidade sexual, é melhor que casemos.

A doutrina de cada igreja deve ser respeitada, porém devemos ser honestos em nossas escolhas.

Ed

Gregorio Borgia / Reuters /

14/02/2010

14:19
Reuters

Papa Bento 16, 24 bispos israelenses e importantes autoridades do Vaticano devem participar de três reunições Papa Bento 16, 24 bispos israelenses e importantes autoridades do Vaticano devem participar de três reunições


Papa reúne-se com bispos da Irlanda sobre escândalo de pedofilia

Reuniões são as primeiras do tipo no Vaticano em oito anos. Na Irlanda, um padre admitiu ter abusado de mais de 100 crianças

O papa Bento 16 e bispos irlandeses vão se reunir nestas segunda e terça-feira em Roma para discutir planos de ação sobre um escândalo de pedofilia que erodiu a autoridade da Igreja na devota Irlanda católica.
As reuniões, as primeiras do tipo no Vaticano em oito anos, podem levar a mais renúncias de dignitários eclesiásticos em uma reformulação da hierarquia da Igreja na Irlanda. Quatro já renunciaram.
O papa, 24 bispos irlandeses e importantes autoridades do Vaticano devem participar de três reuniões em resposta à revolta na Irlanda sobre o relatório da Comissão Murphy, uma acusão formal incriminatória sobre abuso de crianças por padres no país.
O Vaticano informou que dezembro que o papa iria escrever ao povo irlandês sobre a crise, na primeira vez em que um papa redigiria um documento devotado apenas ao abuso de crianças por clérigos.

"Estamos pedindo para o papa Bento 16 para restaurar a honra à Irlanda que foi tão prejudicada por esses escândalos", afirmou John Kelly, fundador do grupo Sobreviventes Irlandeses de Abuso Infantil.

A Irlanda está em estado de choque desde a publicação em novembro do relatório, que afirma que a Igreja no país "obssessivamente" escondeu abusos a crianças na arquidiocese de Dublin de 1975 a 2004,e operou uma política de "não pergunte e não fale".

O documento sustenta que todos os bispos de Dublin durante o período avaliado tiveram conhecimento de algumas queixas, mas a arquidiocese se mostrou mais preocupada em proteger a reputação de Igreja que proteger as crianças.

Quatro bispos renunciaram de suas posições e o papa até agora aceitou apenas uma delas. O grupo de vítimas One in Four defendeu a saída de outros bispos da Irlanda que participaram do esquema de acobertamento.

O One in Four também reclama que o Vaticano e seu enviado à Irlanda "acharam correto se esconderem atrás de protocolos diplomáticos para evitarem cooperar com a Comissão Murphy". O Vaticano afirma que a comissão "não recorreu aos canais diplomáticos apropriados".

Grupos de vítimas afirmaram que vão buscar reparações monetárias, o que pode criar uma crise financeira para a Igreja na Irlanda.

Nos Estados Unidos, que foram atingidos por um escândalo de pedofilia por membros da Igreja em 2002, sete dioceses pediram proteção contra falência após a onda de milhares de queixas de abuso sexual abertas contra padres.

Na Irlanda, um padre admitiu ter abusado de mais de 100 crianças. Outro afirmou que abusou de crianças a cada duas semanas por mais de 25 anos.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A sociedade brasileira precisa se valorizar mais.

Na Bíblia sagrada está escrito as seguintes palavras:


"Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus."
(Romanos 14:12) NTLH

O que na verdade Deus quis dizer com estas palavras ao citá-las em Seu livro?
Será que Deus nos deu algo que um dia deveremos prestar contas do que fizemos com aquilo que Ele nos deu?
O que vemos em nossa sociedade é um retrato fiel da vontade soberana da maioria das pessoas que a compõe.
Sendo assim, deveríamos abandonar a murmuração e sermos mais exigente no tocante ao que, de fato, queremos e lutamos.
É certo que cada um de nós luta pelos seus próprios interesses e são raras as pessoas que procuram lutar pelos interesses daquilo que não é seu ou que não lhes diz respeito.
Desta forma concluo que somos merecedores das desgraças que nos acontecem.
Isso porque criamos leis e aceitamos pacificamente que elas nos roubem, destruam e nos matem.
Que sociedade é essa, que dá com uma mão e toma com a outra e usa a que deu como apoio para tomá-la mais facilmente?
Que sociedade é essa que fazem leis de combate ao crime e ao mesmo tempo fazem leis que protege o criminoso?
Para que serve a Polícia, senão para prender!
Para que serve os Juízes, senão para julgar conforme as leis!
Para que serve as leis, senão para mostra o crime!
Então porque tudo isso é feito, senão para proteger a mesma sociedade que a criou?

Ora, vejo que tudo isso é feito para, na verdade, mostrar o quanto merecemos os resultados do que criamos.
Seria como o médico tentando criar um ser humano mais forte e resultar num mostro que o acaba matando.
A Eca (Estatuto da Criança e do Adolescente) foi criado para proteger os interesses da criança e do adolescente.
No entanto o que vemos de fato é um espetáculo de indiferença e irresponsabilidade, no tocante ao seu cumprimento, ou seja, fazer valer o que está escrito.
As organizações acabam sendo maiores que as leis e o cumprimento delas estão diretamente relacionados aos interesses das mesmas.
Isso explica os governantes que temos, eles são frutos dos planos das grandes organizações financeiras.
E indiretamente acabam sendo também fruto de uma sociedade que se solidariza com esses interesses.
Vemos que nossa sociedade é controlada por mecanismos cada vez mais sofisticados trabalhando em áreas vitais do ser humano, tais como o psicológico e o emocional, levando-o a enfraquecer seus sistemas de defesa dando lugar ao medo.
O medo é uma condição de vulnerabilidade do ser humano, sendo que o único meio de defesa é pelo amor, pois “o amor lança fora o medo” (Bíblia Sagrada).
No Livro de I João 4:15 está escrito que - Todo aquele que afirma que Jesus é o Filho de Deus, Deus vive unido com ele, e ele vive unido com Deus. 16 - E nós mesmos conhecemos o amor que Deus tem por nós e cremos nesse amor. Deus é amor. Aquele que vive no amor vive unido com Deus, e Deus vive unido com ele. 17 - Assim o amor em nós é totalmente verdadeiro para que tenhamos coragem no Dia do Juízo, porque a nossa vida neste mundo é como a vida de Cristo. 18 - No amor não há medo; o amor que é totalmente verdadeiro afasta o medo. Portanto, aquele que sente medo não tem no seu coração o amor totalmente verdadeiro, porque o medo mostra que existe castigo. 19 - Nós amamos porque Deus nos amou primeiro. 20 - Se alguém diz: “Eu amo a Deus”, mas odeia o seu irmão, é mentiroso. Pois ninguém pode amar a Deus, a quem não vê se não amar o seu irmão, a quem vê. 21 - O mandamento que Cristo nos deu é este: quem ama a Deus, que ame também o seu irmão.
Por esta razão concluo que uma sociedade só pode sobreviver se amar e infelizmente não é isso que acontece e nossos dias.
Como então podemos ter amor em nós?
O ser humano não pode produzir amor, portanto deixemos que o amor ocupe o espaço que estamos dando a ganância, a indiferença, ao ódio e ao medo.
O medo de fazer valer nossas leis e combater as leis erradas, tirando-as dos livros, é o desafio que faço a todos e eu me incluo nele.
Não há mais espaço para o medo, somos covardes ou um povo forte e lutador?
Porque as crianças e os idosos são obrigados a brigar em todos as organizações, as quais deveriam atendê-las com respeito e dignidade?
Porque as pessoas treinadas para providenciar um atendimento correto, se ocultam nas horas em que se faz necessário sua presença?
Afinal o que queremos?
Um país justo ou a justiça sempre ao nosso favor, mesmo que pratiquemos um crime!
Estas práticas levam a desvalorização própria da pessoa e conseqüentemente provoca um ferimento mortal que a faz ser conivente com o erro e não ter forças para enfrentá-lo.
Uma sociedade assim é falsa e corrupta e não pode subsistir, ela mesma provoca sua própria destruição.

Ed

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Até quando os maus governantes serão tolerados pelo povo brasileiro? Adolescentes desaparecem e as famílias ficam no vácuo da justiça, ou seja, são abandonadas.

03/02/2010 - 12h36


Famílias de desaparecidos em Luziânia pedem que PF assuma investigações sobre o caso

Paula Laboissière

Da Agência Brasil

Em BrasíliaParentes dos seis jovens que desapareceram no município de Luziânia (GO) no mês passado pediram hoje (3), durante audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes da Câmara, que a Polícia Federal assuma as investigações. Até o momento, a Polícia Civil de Goiás conduz os trabalhos sobre o caso.



A irmã de Paulo Victor Vieira de Azevedo, Maria Cristiane de Azevedo Lima, falou em nome de todas as famílias dos adolescentes desaparecidos e cobrou também ajuda financeira para a confecção de cartazes que ajudem na divulgação. “Há desespero e indignação. É uma dura e longa peregrinação”, disse.



A mãe do adolescente, Sônia Vieira Azevedo, reclamou do ritmo das investigações. “Está muito devagar”, disse. “Chegamos à nossa casa com um cansaço que não estamos mais aguentando. Tenha dó de nós porque não estamos brincando. Queremos um fim nessa caminhada”, completou.



Durante a audiência, a mãe do adolescente Diego Alves Rodrigues, Aldenira Alves de Souza, pediu mais apoio das autoridades. Ele foi o primeiro a desaparecer, às vésperas do Ano Novo. “Peço a ajuda de todos para que nossos filhos voltem para casa. Meu filho foi a uma oficina e não chegou até hoje. Registrei a queixa e ficou só na história”, desabafou.



“Não é fácil o que estamos passando. Só sabe quem está passando também. Se fosse um acidente e a gente visse o corpo, vendo que morreu, tudo bem. Mas sem saber onde eles estão, o que eles estão passando, não é fácil”, afirmou Marisa Pinto Lopes, mãe do adolescente Divino Luiz Lopes da Silva.