ANDI - Agência de Notícias dos Direitos da Infância

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Depoimento Dramático de Uma Menina que Sofre: EPIDERMÓLISE BOLHOSA, você sabe o que é isso?

Meu nome é Bruna, tenho 19 anos, moro em São Paulo capital. Tenho uma doença que não tem cura e que me causa muito sofrimento. A epidermólise bolhosa é caracterizada por uma grande sensibilidade da pele e das mucosas e que, através de leves ferimentos, levam à formação de bolhas. Essas bolhas se espalham por todo o corpo e em grande proporção. Quando uma começa a cicatrizar, outra já se forma. Diante desse sofrimento não consigo comer nem dormir o suficiente para me restabelecer, minha imunidade é baixa e perco muito sangue diariamente.

O motivo da minha exposição agora, depois de 19 anos é porque minha família não consegue mais comprar minhas pomadas. Recebo ajuda do governo, porém as quantidades de tubos de pomada que me doam não estão sendo suficientes. Meus gastos são muitos com alimentação e medicamentos, dentre outros.

As pomadas que uso são FRIBRINASE ( DESOXIRRIBONUCLEASE 666 U g ,FIBRINOLISINA 1 U g, CLORANFENICOL 0,001 gg) e GARAMICINA ( SULFATO DE GENTAMICINA 1 mg g).

Quem puder ajudar, por favor, entre em contato com sua mãe Aureni, pelos telefones 11-25019021, ou 11-74354002,11-71221980 ou, ainda, pelo email juliana.borges@sdi.com.au


Ed

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Mortalidade entre crianças pobres urbanas chega ao dobro das crianças ricas, diz estudo

BBC Brasil
Pobreza é mascarada em meio a altos índices de urbanização.
Crianças das áreas urbanas mais pobres têm o dobro de probabilidade de morrer antes de completar cinco anos, comparadas às crianças que vivem nas áreas ricas das cidades, segundo estudo divulgado nesta semana pelo UN-Habitat (braço da ONU para habitação) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O estudo, chamado "Cidades escondidas", tem como objetivo evidenciar as disparidades de condições de vida dentro dos centros urbanos. Essas disparidades geralmente são mascaradas pelos altos índices de desenvolvimento médio das cidades, superior às áreas rurais.

"Olhando para além dos efervescentes centros de consumo e edifícios, as cidades do mundo hoje contêm cidades escondidas, onde pessoas sofrem desproporcionalmente com más condições de saúde. Nenhuma cidade está imune a esse problema", escreveu no estudo Margaret Chan, diretora-geral da OMS.

O Brasil foi representado no estudo - feito com dados gerais de 43 países e análises específicas em 17 cidades - por Guarulhos, município de 1,17 milhão de habitantes na Grande São Paulo que foi escolhido porque já promovia ações em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde.

No município paulista é possível observar disparidades sociais entre regiões internas: enquanto no distrito de Bonsucesso a taxa de mortalidade de crianças com menos de cinco anos é de 33,3 (a cada mil nascimentos vivos), o mesmo índice cai para 9,56 no distrito guarulhense de Ponte Grande.

No Brasil, a taxa geral de mortalidade antes dos cinco anos é de 20 a cada mil nascimentos.

Nas Américas, essa taxa em áreas urbanas ricas fica ao redor de 30 e dobra para ao redor de 60 nas áreas urbanas mais pobres. Na África, pode chegar ao redor de 140 nas áreas urbanas empobrecidas.

Correlações de pobreza Cerca de um terço da população urbana mundial vive em favelas, com acesso limitado a cuidados de saúde e sanitários, diz o estudo. A consequência é que essas pessoas "têm mais doenças e morrem mais cedo do que outros segmentos da população".

Da mesma forma, a análise em Guarulhos observou que áreas com maior índice de analfabetismo registram também mais casos de gravidez na adolescência.

Vale uma ressalva a essas correlações, que nem sempre seguem caminhos óbvios: cruzando os dados do estudo, observa-se que as áreas com menor índice de esgoto e água tratada não necessariamente têm as maiores taxas de mortalidade, por exemplo.

"Não é uma análise puramente de causa de efeito", explica à BBC Brasil o técnico da OMS Amit Prasad. "O objetivo é descobrir que áreas estão socialmente vulneráveis para fazer políticas de intervenção." No caso brasileiro, tratando-se de um país em transição para o mundo desenvolvido, Prasad diz que problemas como mortalidade infantil e ausência de serviços sanitários básicos estão, em geral, "mais bem atendidos".

As preocupações crescentes são com a violência urbana e com as doenças crônicas e "não comunicáveis" (não contagiosas), como câncer, diabetes e males do sistema circulatório.

A pesquisa da ONU diz que, à medida que um país cresce, "o peso dessas doenças tende a mudar dos setores mais ricos para os mais pobres da sociedade. As razões para esse fenômeno são discutíveis, mas acredita-se que estejam relacionadas a dietas menos saudáveis, sedentarismo, obesidade e tabagismo".

Políticas e ações Além de pedir políticas públicas específicas, o estudo cita ações bem-sucedidas no combate à mortalidade em áreas urbanas pobres, como a adoção de agentes comunitárias da saúde em favelas do Paquistão e o maior acesso aos serviços sanitários entre a população do leste africano.

Outra medida citada é a adoção de leis que obriguem o uso de capacetes, num momento em que as motocicletas se proliferam em centros urbanos em desenvolvimento. Calcula-se que seu uso reduza em 42% o risco de morte no caso de acidente.

E o esforço comunitário pela redução da violência no Jardim Angela, zona sul de São Paulo, foi colocado em destaque no estudo da ONU como um exemplo de sucesso.

Momentos de crescimento econômico como o vivido atualmente pelo Brasil não necessariamente se traduzem em melhorias para essas populações "esquecidas", explica Prasad.

"São necessárias políticas direcionadas às populações vulneráveis", diz ele. Um exemplo disso, agrega o especialista, é que a população pobre de Bangladesh tem em geral uma vida melhor do que a população pobre da Índia, que é um país mais rico porém com políticas direcionadas menos eficazes.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Juiz decide não acatar mais pedidos de internação para menores (sic*) em MG

Falta de locais apropriados e vagas disponíveis provocou decisão. Para magistrado não há como seguir Estatuto da Criança e do Adolescente.
O Juiz da Vara da Infância e Juventude de Monte Sião, no Sul de Minas, Milton Biagioni Furquim, tomou a decisão de não acatar mais pedidos de internação provisória para menores (sic), devido a falta de locais apropriados e vagas para a internação. De acordo com o magistrado, a decisão foi tomada por ele há cerca de um mês, após uma visita do programa Mutirão Carcerário realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “As comarcas do estado, no interior, não estão dotadas de uma instituição, de um local apropriado para abrigar os menores infratores (sic), a não ser nos grandes centros”, explica Furquim.

Ainda segundo o juiz, durante a visita CNJ três adolescentes estavam detidos na cadeia da cidade. Milton Biagioni Furquim disse ao G1 que não há local apropriado em Monte Sião, de acordo com o que prevê o Estatuto da Criança e do adolescente, e a alternativa encontrada era internar os jovens em cadeia comum, porém em cela separada dos demais presos.

O magistrado relatou um fato ocorrido. No dia 9 de novembro, Furquim decretou a internação de 45 dias para um adolescente sob uma condição, ela será feita após a liberação de uma vaga pela Secretaria de Defesa Social (Seds) em um centro socioeducativo apropriado. Este jovem estava internado na cadeia de Monte Sião e foi liberado após a inspeção do CNJ. No documento o juiz dá o parecer, “[...] diante desta situação que se apresenta, de ora em diante a internação de menores infratores (sic) na Comarca de Monte Sião, considerando a não existência de local adequado para a manutenção dos mesmos, se dará somente após a disponibilização de vagas em entidades exclusivas para adolescentes existentes nos grandes centros”. De acordo com a Seds, o pedido de vaga para o adolescente ainda foi recebido.

A assessoria de imprensa do CNJ, explicou que não foi feito solicitação para que os menores (sic) detidos em Monte Sião fossem soltos. Houve uma recomendação do Mutirão Carcerário para que o segundo parágrafo do artigo 185 do ECA seja cumprido. A assessoria informou também que no relatório final do mutirão em Minas vai recomendar ao estado que proporcione vagas e unidades adequadas para a internação de menores (sic).

O artigo 185 do Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que a internação, decretada ou mantida pela autoridade judiciária, não poderá ser cumprida em estabelecimento prisional. No parágrafo 1º, o estatuto prevê que inexistindo na comarca entidade com as características definidas no art. 123, o adolescente deverá ser imediatamente transferido para a localidade mais próxima.

Já no segundo parágrafo o estatuto diz que sendo impossível a pronta transferência, o adolescente aguardará sua remoção em repartição policial, desde que em seção isolada dos adultos e com instalações apropriadas, não podendo ultrapassar o prazo máximo de cinco dias, sob pena de responsabilidade.

De acordo com a Seds, existem hoje em Minas Gerais 29 unidades socioeducativas com 1.100 vagas para internação de menores (sic). Até dezembro de 2010, mais uma unidade com capacidade para 56 adolescentes será entregue em Belo Horizonte. Além disso, já estão planejadas três novas unidades para o Vale do Aço e regiões Noroeste e Sul de Minas Gerais, somando 240 vagas adicionais.

 MG
Humberto Trajano
(Colaborou Lucas Soares, da EPTV Sul de Minas)

Rede Piá

sábado, 13 de novembro de 2010

Faça Uma Doação Sem Gastar Nenhum Tostão (veja o video e click aqui)

Campanha: Um Natal Por Um Real

                                           Lar Solid Brasil http://www.srcbrasil.blogspot.com/

“QUANDO TRANSFORMAMOS UMA VIDA, TRANSFORMAMOS A VIDA DE UMA FAMÍLIA E O RUMO DA HISTÓRIA DE TODOS NÓS.”

Neste natal chamo sua atenção para o Lar Solid Brasil, uma casa abrigo para crianças vítimas de maus tratos, abandono e violência.

http://www.srcbrasil.blogspot.com/

Já passaram por aqui, nestes últimos três anos, mais de 100 crianças que agora se encontram com suas famílias de origem ou substitutas.

Nosso trabalho é prover o retorno das crianças e adolescentes para o seio de uma família e para isso trabalhamos incansaelmente.

Contamos com sua ajuda, pois este é o motivo desta campanha.

Colabore doando R$1,00 (* um Real) através de um depósito na conta abaixo ou através do botão de doação do Pag Seguro no canto superior esquerdo deste blog e repasse este blog para alguns amigos, com certeza faremos um maravilhoso natal para as crianças aqui abrigadas e teremos recursos para algumas necessidades da Casa.

Se você desejar nos visitar entre em contato conosco através do telefone (11) 2905-2939 c/ Edvaldo ou Miriam.

Teremos muito prazer em mostrar nossa casa e projetos, os quais estão fazendo a diferença na vida de muitas crianças e jovens.

Dados para doação: Solid Rock Church Brasil

Bco. Bradesco
Ag. 0312
C/C 150.672-2
CNPJ: 07.987.317/0001-02

PS "Ensina a criança no caminho em que deve andar e ainda quando for velho não se desviará dele" Provérbios 22:6

Obrigado: Ed

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Pai mata os dois filhos e comete suicídio em Jaú

Vendedor sedou crianças com sonífero em quarto de hotel antes de praticar crime

Reinaldo Chaves

Agência BOM DIA

O vendedor Edson Muniz Barreto, 34 anos, matou a facadas os dois filhos, Nathan Gabriel Barreto, 9, e Ana Beatriz Barreto, 5, em um quarto de hotel em Jaú (51 km distante de Bauru) no início da noite de sábado e depois cometeu suicídio.

Edson hospedou-se no Realce Hotel no dia 20, quarta-feira, juntamente com os dois filhos. Conforme a recepção do hotel informou, ele pagou adiantado a hospedagem até domingo, dia 24.

Ele é separado há um ano da professora Fabiana de Oliveira Alves, 30, que mora em Bocaina (73 km de Bauru, ao lado de Jaú). Segundo o boletim de ocorrência do caso, Edson ligou para a ex-mulher na quarta-feira e pediu para ficar alguns dias com os filhos, pois havia chegado de uma viagem de vendas.

O crime bárbaro foi praticado com um punhal. A crianças foram sedadas com sonífero antes de serem mortas.

Crime foi premeditado

Segundo a Polícia Civil, Edson Muniz Barreto cometeu o crime com premeditação. No quarto 441 foram encontrados em uma bancada próxima da cama o punhal do crime, comprimidos de calmantes e uma carta que tentava explicar as mortes.

O delegado do caso, Claudemir Ferracini, conta que Edson não aceitava a separação, pelo que descobriu no teor da carta e nos depoimentos colhidos neste domingo.

A guarda de seus filhos estava com a mãe. Ela declarou à Polícia Civil que na sexta-feira havia ligado para o hotel para falar com os filhos, mas o ex-marido disse que estavam dormindo.

Os policiais militares e a recepção do hotel contaram que no quarto das crianças havia vários brinquedos récem-comprados. Durante a semana eles passearam com o pai na Estância Turística de Barra Bonita.

'Fiz depósito na sua conta para velórios'

Outro item que mostra a frieza dos assassinatos é a forma como a mãe ficou sabendo das mortes dos filhos.

Edson Muniz Barreto contratou um motoboy para entregar um envelope para a ex-mulher no sábado, por volta das 21h.

Segundo a Polícia Civil, o envelope continha apenas uma carta assinada com a mensagem: "Fiz um depósito na sua conta para providenciar os velórios". Muito preocupada, ela ligou para o hotel. A recepcionista do estabelecimento então abriu a porta do quarto e encontrou os três ensaguentados.

A Polícia Militar foi chamada e afirma que as crianças já estavam mortas e cobertas com lençóis. Edson estava agonizando ao lado da cama com um grande ferimento no peito e morreu minutos depois.

Edson e Fabiana se conheceram em Bocaina (11 mil habitantes) e depois de casados foram morar em Camboriú (SC). Há dois anos eles retornaram para Bocaina, quando um ano depois houve a separação.

Fabiana, em estado de choque, não quis falar no velório, em Bocaina, neste domingo. Sua irmã, Conceição Aparecida Alves, 46, contou que Edson nunca aceitou a separação. "Ele já ameaçou ela, mas nunca as crianças. Foi uma tragédia horrível", disse.

Nathan e Ana foram enterrados em Bocaina, e Edson em Pirajuí, onde nasceu.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Maus-tratos contra crianças cresceram 36% no 1º semestre de 2010

Mônica Bergamo:


DE SÃO PAULO

Os maus-tratos a crianças aumentaram 36% no primeiro semestre de 2010. Na maior parte dos atendimentos, a mãe era a responsável pela agressão, segundo informações da coluna Mônica Bergamo publicada na edição desta sexta-feira da Folha (íntegra do texto está disponível para assinantes do jornal e do UOL).

De acordo com a coluna, o serviço social do Hospital das Clínicas da cidade de São Paulo, que fez o levantamento, atendeu a 60 casos de maus-tratos a crianças no período, incluindo uma tentativa de suicídio de uma menina de 13 anos, vítima de agressões psicológicas dos pais.

O estudo também leva em consideração dados levantados pelo pediatra Antônio Carlos Alves Cardoso, que atua no Instituto da Criança do HC e fez tese de doutorado sobre o tema. Segundo Cardoso, 75% das agressões são contra crianças de até dois anos, e a violência dos pais é a causa de 60% das ocorrências. O abuso sexual corresponde, em média, a 10% dos casos.