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quinta-feira, 25 de março de 2010

Denúncia: Crianças são vendidas no Brasil(Programa Conexão Reporter - Roberto Cabrini)

É impressionante como, no Brasil, a violência contra a criança é praticada a céu aberto.
Parece que autoridades e pessoas comuns não medem as consequências de suas atitudes.
Não observam as leis e acreditam realmente que não serão punidos!

Posso fazer uma perguntinha?...

O crime realmente compensa?
Porque um ladrão vai para uma cela comum e uma autoridade que pratica o mesmo crime não?
Até quando vamos aceitar leis que protegem o criminoso que acupa cargos de autoridade neste país?
Até quando vamos continuar financiando pessoas e partidos que só lutam pelos seus próprios interesses escarnecendo uma população lutadora?

Escarnecer segundo o dicionário Aurélio: v.t. Fazer escárnio de; censurar sem piedade, ridicularizar; zombar, mofar, fazer pouco de (alguém); escarnir.

Quem são esses homens que se apresentam como candidatos ao governo de nosso país?
O que eles pensam sobre essa violência monstruosa contra a criança brasileira e mundial?
Temos que obrigatóriamente votar neles?

Ed

Como foi a investigação sobre a venda de crianças em território brasileiro:

`Como chegamos até o grupo de aliciadores



O primeiro contato para começar a matéria de Tráfico de Crianças foi com o Ministério Público para saber se já havia alguma investigação em andamento. Paralelamente, começamos a buscar em sites de relacionamentos comunidades sobre o tema.


A primeira observação foi sobre a existência de "olheiros", ou seja, quem ajuda os aliciadores a encontrar novos "clientes".


O contato, com o apoio do Gaeco, aconteceu após uma semana com uma dessas olheiras. A aliciadora nos respondeu ainda no site de relacionamentos, e partimos para o primeiro encontro.

Com uma microcâmera nossa produção formou um casal, mas o contato seria feito principalmente por uma "amiga" da família interessada em adotar a criança. Logo depois do encontro com a aliciadora, o mecanismo usado pelo grupo ficou mais claro: ele atuava em outros Estados, nesse caso no interior da Bahia.


O esquema era simples: a aliciadora mantinha contato com os "clientes" para ganhar confiança. Enquanto isso, na Bahia, uma outra pessoa se encarregava de encontrar uma grávida para convence-la a ceder o filho em troca de pequenas quantias em dinheiro, promessas de emprego e para isso coagiam emocionalmente as mulheres.


Em São Paulo, um braço dessa organização. Um médico fazia a declaração falsa alterando a identidade da verdadeira mãe, possibilitando assim que a certidão de nascimento da criança fosse em nome dos pais adotivos, no caso nossos produtores, como se fossem os genitores.


Ao longo de 4 meses de investigação, nossa produção depositou R$ 1 mil na conta da aliciadora. Segundo ela, seria para cuidar da grávida, que nos foi apresentada em uma viagem até Encruzilhada (BA), com a vereadora da cidade - nesse encontro, ainda não havíamos comunicado às aliciadoras que eramos jornalistas.


Ainda no interior da Bahia a vereadora nos apresentou a jovem grávida, já conhecida sua do hospital onde ela trabalha como enfermeira.


Com o conhecimento do Ministério Público, todas as conversas foram gravadas. Em um segundo encontro com a vereadora, quando a questionamos sobre sua atuação no grupo de aliciadores para adoção ilegal de crianças (ato negador por ela) e assumimos a postura de jornalistas em busca de uma reportagem, constatamos com a grávida que o dinheiro depositado na conta da aliciadora nunca foi repassado para os cuidados do bebê.


Em São Paulo, Cabrini foi ao encontro da olheira, que se contradiz em relação a sua atuação no grupo de tráfico de crianças.

Um comentário:

  1. Gostaria de saber que providencias a justiça tomou sobre essa denuncia, se os envolvidos serão responsabilizados perante a lei,ou sera mais uma denuncia esquecida.
    Obrigada pela atenção.
    N.M.B.

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