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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Abuso sexual em casa, os pais dizem: Antes eu do que qualquer outra pessoa.

A MAIORIA DOS ABUSOS SEXUAIS COMETIDOS CONTRA MENORES DE IDADE, ACONTECE EM CASA.

O perigo está mais perto do que podemos imaginar.
Recentemente um casal de "amigos" de uma família, violentou e abusou sexualmente de seus filhos.
O casal de pedófilos se aproximou da família, com o objetivo definido de abusar de seus filhos e tornaram-se tão íntimos que ficavam com as crianças para que seus pais pudessem ter alguns momentos de namoro, ir ao cinema, ao restaurante, etc.
Vivemos num mundo em que as pessoas tornaram-se loucas e obsecadas pelas seus próprios desejos.
Casos como este acontece com muitas pessoas e temos que tomar o máximo de cuidado para que nossos amigos fiquem bem a nossa vista e nunca deixá-los a sós com nossos filhos.

Ed

Outro exemplo mais terrível é o fato de que, segundo o reporter Diogo Bército da Folhapress, o  pai Carlos, estuprava suas duas filhas por dez anos seguidos.
Estuprava Joana, hoje com 15 anos, tomava banho e então estuprava Marta, 20 anos.
Essa história violenta, que se prolongou porque as filhas eram ameaçadas de morte.
O pai foi processado e foi condenado a 54 anos de prisão.
É dentro de casa e não na rua, que é cometida a maior parte dos abusos sexuais contra menores de idade.
E o agressor, longe de ser desconhecido, costuma fazer parte da família ou ser próximo dela.
Segundo levantamento da ONG - Centro de Referência da Criança e do adolescente( ligada a ordem dos advogados do Brasil), 33% dos casos de abuso, o abusador é o pai ou mãe da vítima e em 14%, é o padrasto.
Nessas situações, o parentesco muitas vezes é usado como justificativa pelo criminoso. "Os pais se sentem no direito de abusar, usando o argumento "antes eu do que outra pessoa", explica Marcia Salgado, dirigente da Delegacia da Mulher.
Os jovens estão vulneráveis em relação as pessoas que deveriam protegê-los, diz Carmen Lutti, presidente da ONG Movimento em Defesa da Criança e do Adolescente e são obrigados a viver divididos entre os sentimentos de medo e de afeto em relação aos pais.
Nestes casos o estupro passa até mesmo a fazer parte da rotina da casa. Para evitar engravidar as filhas, por exemplo, Carlos controlava os ciclos menstruias das filhas com remédios.
Apesar do cuidado, o abuso foi descoberto pela mãe de ambas justamente quando Marta abortou um filho do próprio pai. Foi quando a denúncia foi feita à polícia.
A longa duração de situações como essa se dá por uma série de fatores que, juntos, calam a vítima.
Além de serem ameaçados de morte, esses jovens dependem do salário dos pais e tentam preservar o amor da mãe pelo marido. Por sua vez quando se dá conta do abuso, a mãe enfrenta dilemas semelhantes e pode preferir fazer vista grossa para manter o parceiro e o sustento.
Nos depoimentos de Suzana, 14 anos e abusada pelo pai, o dilema aparece na oposição entre indignação e medo. Em determinado momento, ela diz a psicóloga querer arrancar a própria pele, de nojo. Depois, demonstra receio de tirar dos irmãos o pai que eles amam. Pesa também nos jovens a sensação de terem sido de alguma maneira responsáveis pelo abuso. Principalmente nos casos em que, depois de algum tempo, a vítima deixou de oferecer resistência.
"O que esses jovens não percebem é que não houve permissão , eles foram impulsionados para essa situação", alerta Marli de Oliveira, da ONG Liga Solidária, que tem pólo de prevenção à violência doméstica. Para a lei, a violência é presumida quando a vítima do estupro tem menos de 14 anos.
Em todos os casos, a denúncia é necessária:
Disque denúncia: 181 ou 100
Polícia Militar: 190

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