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domingo, 30 de maio de 2010

Tráfico de Pessoas na Copa do Mundo: O perigo realmente existe?

28.05.10 - MUNDO

Tatiana Félix ( Jornalista da Adital )

Enquanto as seleções de futebol e torcedores de todas as partes do

mundo se preparam para acompanhar os jogos da Copa do Mundo de Futebol

na África do Sul, entidades que atuam em prol dos direitos humanos

trabalham para alertar pessoas sobre os perigos da atuação das redes

de crime organizado, que aproveitam de ocasiões como esta para captar

mais vítimas.

Faltando apenas duas semanas para o início do evento na África, a

movimentação de pessoas já se intensifica, assim como o alerta. E o

tráfico de pessoas é o que mais tem preocupado organizações da

sociedade civil que acreditam que eventos esportivos mundiais pode ser

uma ocasião propícia para a atuação dos aliciadores.

O tráfico de seres humano se caracteriza, primeiramente, pela

enganação, com base em falsas promessas de trabalho. Em seguida, a

pessoa traficada se vê vítima de um esquema que a faz trabalhar até a

exaustão para pagar "dívidas" de transporte, alimentação e abrigo.

Este crime é considerado a escravidão dos tempos modernos, pois fere a

dignidade do ser humano, tirando a liberdade do indivíduo.

Desde o início do ano, a Rede de religiosas Um Grito pela Vida e a

Rede Internacional Thalita Khum, fazem campanha para alertar e

prevenir torcedores e população, sobre os perigos deste tipo de

tráfico. A preocupação se justifica justamente porque o crime atua de

forma obscura e silenciosa, fazendo cada vez mais vítimas.

Mas, uma especialista do Instituto de Estudos de Segurança da União

Europeia afirmou que não há motivo para preocupação. Segundo Chandre

Gould, não existe nenhum dado confiável que prove a existência ou

aumento do tráfico de pessoas em eventos esportivos.

Irmã Gabriella Bottani, integrante da Rede um Grito pela Vida, que

atua na prevenção e combate ao tráfico de pessoas, rebateu a

declaração da especialista e disse que "o que é certo é que dados

concretos não existem, porque ninguém tem". Mas, esclareceu que a

partir de avaliações dos casos atendidos, é possível identificar a

ocorrência do tráfico e a forma como o crime atua. Além disso, é

importante lembrar que muitas vítimas não denunciam, já que recebem

constantes ameaças.

Na última Copa, realizada na Alemanha em 2006, ainda não existia uma

observação mais aprofundada sobre o tema. No entanto, pela primeira

vez, será promovida uma investigação nas cidades-sede da Copa, para

avaliar se o evento desencadeia um aumento da oferta e da demanda na

área da prostituição, que em alguns casos, pode ter vítimas do

tráfico. A exploração sexual de mulheres e crianças é uma das

principais atividades do tráfico de seres humanos.

Para irmã Gabriella, mais importante do que saber os dados da
ocorrência deste delito ou se o crime vai aumentar ou não, é o

trabalho de prevenção. "É sempre positivo informar e alertar sobre um

crime em um evento de grande impacto como a Copa, para sensibilizar a

população", afirmou.

A Copa na África do Sul será a primeira oportunidade para observar se

existe de fato um aumento de casos de tráfico humano em eventos

esportivos mundiais. A investigação deve ser feita por uma

universidade de Joanesburgo, capital do país sede da Copa 2010.


http://www.adital.com.br/hotsite_trafico/noticia.asp?lang=PT&cod=48152

Repassado por:

Leide Manuela Santos

Winrock Internacional do Brasil

lsantos@winrock.org.br

(71) 32480701/99029583

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