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terça-feira, 31 de maio de 2011

Unidade especial antipedofilia resgatou mais de 400 crianças em um ano no Reino Unido

BBC Brasil

Uma unidade especial de combate à pedofilia resgatou mais de 400 vítimas de abuso no ano passado, colocando-as em programas de proteção à criança.

Em seu relatório anual, o Centro de Proteção Online e contra Exploração Infantil (Ceop, na sigla em inglês) disse que, como resultado, mais de 500 pessoas foram presas por crimes sexuais no período.

"Há muito mais abuso infantil por aí do que é reportado. É uma grande preocupação, é algo sobre o qual todos precisam se unir para fazer algo a respeito", disse o diretor da agência, Peter Davies.

Para ele, esse fato é uma "imensa tragédia".

O centro foi estabelecido em 2006 com a função de investigar possíveis casos de pedofilia e processar os acusados.
Em cinco anos, o órgão disse que desmantelou quase 400 redes de crime sexual e prendeu quase 1.650 pedófilos. Cerca de mil crianças foram resgatadas.

Só no ano, foram 513 presos, com 132 redes desmanteladas e 414 crianças resgatadas, diz o relatório.

Crimes online

Um dado inquietante do documento é a avaliação, com base em análises de fotografias apreendidas, de que cada vez mais as redes de pedofilia têm buscado vítimas mais jovens para cometer seus abusos.

Nos últimos cinco anos, grande parte do esforço do órgão se voltou para as redes sociais e os últimos desenvolvimentos em tecnologia.

O especialista em segurança online Jon Taylor, um ex-policial que fingiu ser uma garota de 12 anos para investigar esse tipo de crime na internet, disse que é relativamente fácil se passar por vítima potencial para atrair os predadores, ou por pedófilo para conhecer outros suspeitos.

O problema, ele diz, é que a internet não é um ambiente "patrulhado proativamente".

"Estamos lidando com o que chamamos um crime não-estatístico, e a polícia realiza o policiamento através das estatísticas", ele afirma.

"Se o crime for registrado, será investigado. Mas o abuso infantil, especialmente online, muitas vezes não é registrado."

Ele defende que é justamente nas redes sociais que as investigações devem se focar, por serem o espaço onde por natureza as pessoas buscam se encontrar.

"É exatamente por serem mídias sociais que as crianças vão utilizar essas ferramentas: para socializar, para frequentar as salas de bate-papo, para compartilhar arquivos, para usar as webcams", diz.

"Há todas essas áreas que os predadores sexuais e infantis vão usar em seu próprio benefício."

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