Fico muito preocupado com a grande procura pela vacina contra a gripe H1N1(suína) nas clínicas particulares brasileiras.
Por que o Brasil decidiu não vacinar toda a população?
Por que as clínicas particulares têm a vacina e os postos de saúde pública não tem o suficiente para toda a população?
O que está acontecendo?
A quem interessa a venda das vacinas?
O que as autoridades brasileiras farão se aumentarem o número de óbitos entre as pessoas que foram excluídas do programa do governo?
O Brasil tem um plano B? Ou talvez um C? Ou quem sabe um D?
Ed
Jornal Diário - Cresce procura por vacina contra a gripe suína
Aumenta procura pela vacina contra gripe suína no Distrito Federal
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sexta-feira, 30 de abril de 2010
CRESCE A PROCURA POR VACINA ANTIGRIPE EM CLÍNICAS PARTICULARES BRASILEIRAS
Sociedade Brasileira de Infectologia - SBI
20/04/2010 10h27
Como o calendário de vacinação contra a gripe suína do Ministério da Saúde não atende toda a população, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou os laboratórios Solvay Farma e Sanofi Pasteur a fornecerem o composto para que as clínicas particulares também possam imunizar pacientes contra o vírus H1N1. Outros laboratórios ainda estão atualizando seu cadastro na agência a fim de receber o aval para distribuir o imunizante.
De acordo com a Anvisa, o preço do produto pode variar entre R$ 40,60 e R$ 54,43. No entanto, ressaltou a agência, cada clínica poderá adotar um preço maior, se for levado em consideração o trabalho do enfermeiro e a taxa cobrada pela aplicação.
Em Brasília, alguns estabelecimentos já disponibilizam a vacina contra a gripe suína. O Sabin, por exemplo, recebeu na semana passada 2 mil doses. De acordo com a supervisora técnica do laboratório, Lídia Abdalla, a procura é grande e até 19/4 pelo menos mil vacinas foram aplicadas. “Tem muita gente procurando a imunização. Não sei se a quantidade que recebemos será suficiente para esta semana, mas estamos esperando receber mais. Aqui cobramos R$ 140 pela dose, mas podemos negociar caso tenha mais de uma pessoa na família querendo se imunizar”, disse.
Aumentam as imunizações
O Ministério da Saúde apresentou balanço sobre a imunização contra a gripe suína no país no dia 19/4. O secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, destacou que houve avanços, como ter chegado à marca de 28,3 milhões de brasileiros imunizados — dobrando o número de imunizações nos últimos nove dias. No entanto, alguns grupos ainda não atingiram a meta pretendida. A baixa procura das gestantes, doentes crônicos com menos de 60 anos e adultos entre 20 e 29 anos, por exemplo, continua preocupando a pasta.
Entretanto, de acordo com Penna, duas importantes metas foram atingidas. Todos os profissionais da área de saúde já se vacinaram e 86% das crianças entre 6 meses e 2 anos estão imunizadas. Mas ainda é preciso reforçar o alerta para os outros três grupos, diz o secretário, pois esta é a última semana de vacinação para esses segmentos. Até o momento, apenas 54% das grávidas, 56% dos doentes crônicos e 41% dos jovens entre 20 e 29 anos procuraram os postos de saúde para se vacinar. A meta do ministério é imunizar pelo menos 80% dessas pessoas.
“A nossa preocupação tem como base três importantes informações colhidas na primeira onda da doença. Primeiro, 75% das mortes eram em doentes crônicos; segundo, a mortalidade foi 50% maior em grávidas do que na população em geral; e, por último, 20% das mortes no ano passado foram de pessoas entre 20 e 29 anos. Os jovens acham que são imunes a tudo. Portanto, quero insistir que esses grupos têm um risco maior de adoecer de forma grave e de morrer em decorrência do vírus H1N1".
20/04/2010 10h27
Como o calendário de vacinação contra a gripe suína do Ministério da Saúde não atende toda a população, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou os laboratórios Solvay Farma e Sanofi Pasteur a fornecerem o composto para que as clínicas particulares também possam imunizar pacientes contra o vírus H1N1. Outros laboratórios ainda estão atualizando seu cadastro na agência a fim de receber o aval para distribuir o imunizante.
De acordo com a Anvisa, o preço do produto pode variar entre R$ 40,60 e R$ 54,43. No entanto, ressaltou a agência, cada clínica poderá adotar um preço maior, se for levado em consideração o trabalho do enfermeiro e a taxa cobrada pela aplicação.
Em Brasília, alguns estabelecimentos já disponibilizam a vacina contra a gripe suína. O Sabin, por exemplo, recebeu na semana passada 2 mil doses. De acordo com a supervisora técnica do laboratório, Lídia Abdalla, a procura é grande e até 19/4 pelo menos mil vacinas foram aplicadas. “Tem muita gente procurando a imunização. Não sei se a quantidade que recebemos será suficiente para esta semana, mas estamos esperando receber mais. Aqui cobramos R$ 140 pela dose, mas podemos negociar caso tenha mais de uma pessoa na família querendo se imunizar”, disse.
Aumentam as imunizações
O Ministério da Saúde apresentou balanço sobre a imunização contra a gripe suína no país no dia 19/4. O secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, destacou que houve avanços, como ter chegado à marca de 28,3 milhões de brasileiros imunizados — dobrando o número de imunizações nos últimos nove dias. No entanto, alguns grupos ainda não atingiram a meta pretendida. A baixa procura das gestantes, doentes crônicos com menos de 60 anos e adultos entre 20 e 29 anos, por exemplo, continua preocupando a pasta.
Entretanto, de acordo com Penna, duas importantes metas foram atingidas. Todos os profissionais da área de saúde já se vacinaram e 86% das crianças entre 6 meses e 2 anos estão imunizadas. Mas ainda é preciso reforçar o alerta para os outros três grupos, diz o secretário, pois esta é a última semana de vacinação para esses segmentos. Até o momento, apenas 54% das grávidas, 56% dos doentes crônicos e 41% dos jovens entre 20 e 29 anos procuraram os postos de saúde para se vacinar. A meta do ministério é imunizar pelo menos 80% dessas pessoas.
“A nossa preocupação tem como base três importantes informações colhidas na primeira onda da doença. Primeiro, 75% das mortes eram em doentes crônicos; segundo, a mortalidade foi 50% maior em grávidas do que na população em geral; e, por último, 20% das mortes no ano passado foram de pessoas entre 20 e 29 anos. Os jovens acham que são imunes a tudo. Portanto, quero insistir que esses grupos têm um risco maior de adoecer de forma grave e de morrer em decorrência do vírus H1N1".
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Dia 28 de abril - Dia Nacional da Educação( Brasil )
Você sabia que neste dia comemoramos o dia da educação?
NÃO, EU TAMBÉM NÃO!
As crianças da casa de acolhimento que trabalho, não fizeram nenhum comentário.
As escolas onde as crianças estudam também NÃO.
Afinal é ou não é o dia da educação?
Ontem ouvi na televisão que o sonho do Deputado Ciro Gomes, que está lutando para ser candidato à presidência no Brasil, é que as crianças pobres tenham acesso a uma educação de qualidade.
Mas se ninguém sabe neste país, que ontem foi dia da educação, então o que será de nosso país no futuro?
Talvez tenhamos que importar pessoas alfabetizadas para trabalhar por aqui!
Não acredito em descaso para com a educação em nosso país e sim em tomada de decisão consciente de como nossa sociedade deva ser formada.
"Curriculando ocultamente” seria uma expressão estranha, mas é a forma com que encontrei para expressar o que de fato acontece por aqui.
Há em algum lugar, pessoas que se reúnem ocultamente, para elaborar planos estratégicos com o fim de estabelecer a quantidade de pessoas que pertencerão às classes deste país, a saber: A, B, C, D e E, talvez estejam já pensando numa classe F.
Tudo por aqui é organizado de forma que alguns dominem sobre muitos e assim acreditam que conduzir a população como umas manadas de bois estarão a salvo em seu lugar de poder.
Mas se esquecem que uma nação se faz com liberdade e oportunidades iguais para todos.
Um país grande se constrói com uma população bem alimentada, educada e saudável.
Nossa nação está distante desta situação, porém tenho esperança que um dia, depois de muito apanhar e ser enganada, a sociedade brasileira irá se mobilizar para construir um país digno das dimensões que tem.
Quem sabe neste dia, a Educação não mais será esquecida e quando chegar 28 de Abril terá desfiles de fanfarras, competições do saber, chamadas na mídia, etc.
Saberemos finalmente interpretar os textos, compreender melhor o sentido do amor ao próximo e respeitar melhor a nós mesmo.
Ed
NÃO, EU TAMBÉM NÃO!
As crianças da casa de acolhimento que trabalho, não fizeram nenhum comentário.
As escolas onde as crianças estudam também NÃO.
Afinal é ou não é o dia da educação?
Ontem ouvi na televisão que o sonho do Deputado Ciro Gomes, que está lutando para ser candidato à presidência no Brasil, é que as crianças pobres tenham acesso a uma educação de qualidade.
Mas se ninguém sabe neste país, que ontem foi dia da educação, então o que será de nosso país no futuro?
Talvez tenhamos que importar pessoas alfabetizadas para trabalhar por aqui!
Não acredito em descaso para com a educação em nosso país e sim em tomada de decisão consciente de como nossa sociedade deva ser formada.
"Curriculando ocultamente” seria uma expressão estranha, mas é a forma com que encontrei para expressar o que de fato acontece por aqui.
Há em algum lugar, pessoas que se reúnem ocultamente, para elaborar planos estratégicos com o fim de estabelecer a quantidade de pessoas que pertencerão às classes deste país, a saber: A, B, C, D e E, talvez estejam já pensando numa classe F.
Tudo por aqui é organizado de forma que alguns dominem sobre muitos e assim acreditam que conduzir a população como umas manadas de bois estarão a salvo em seu lugar de poder.
Mas se esquecem que uma nação se faz com liberdade e oportunidades iguais para todos.
Um país grande se constrói com uma população bem alimentada, educada e saudável.
Nossa nação está distante desta situação, porém tenho esperança que um dia, depois de muito apanhar e ser enganada, a sociedade brasileira irá se mobilizar para construir um país digno das dimensões que tem.
Quem sabe neste dia, a Educação não mais será esquecida e quando chegar 28 de Abril terá desfiles de fanfarras, competições do saber, chamadas na mídia, etc.
Saberemos finalmente interpretar os textos, compreender melhor o sentido do amor ao próximo e respeitar melhor a nós mesmo.
Ed
SURTO DE GRIPE SUÍNA EM ESCOLA PREOCUPA PAIS EM SP
29/04/2010 - 12h44
Da Bandnews
Atualizado às 14h41
Um surto de gripe H1N1 na escola em que estudam os filhos de funcionários da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e do Hospital São Paulo preocupa pais e autoridades. Onze crianças tiveram de ser afastadas do convívio com os colegas. Os alunos, que têm entre seis e sete anos de idade, não estão incluídos na campanha de vacinação do Ministério da Saúde. Veja a reportagem:
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/04/29/surto-de-gripe-suina-em-escola-preocupa-pais-em-sp-assista.jhtm
Da Bandnews
Atualizado às 14h41
Um surto de gripe H1N1 na escola em que estudam os filhos de funcionários da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e do Hospital São Paulo preocupa pais e autoridades. Onze crianças tiveram de ser afastadas do convívio com os colegas. Os alunos, que têm entre seis e sete anos de idade, não estão incluídos na campanha de vacinação do Ministério da Saúde. Veja a reportagem:
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/04/29/surto-de-gripe-suina-em-escola-preocupa-pais-em-sp-assista.jhtm
terça-feira, 27 de abril de 2010
Que Regime Político o Brasil tem? Democracia? Malandracia ou Corruptocracia?
Fico perplexo ao imaginar que no Brasil existe uma democracia.
Afinal o que é isso?
Dizem que é um regime político em que o governo é eleito pelo povo para governar para o bem do povo.
Em todas as eleições vemos a mesma coisa acontecendo, o povo é obrigado a votar em candidatos escolhidos pelos partidos, os quais têm um compromisso de governar segundo os critérios deste partido.
Nossa só se fala em partido e nunca em povo, para o povo.
Acredito que em uma democracia, o povo deveria escolher o melhor candidato entre muitos que preenchesse determinadas condições, porém não necessariamente deveriam pertencer a um partido político.
Acabaria de vez com esta situação em que os eleitos governem segundo as ordens dos partidos a que pertencem.
Acabaria com estes discursos demagógicos em que falam de uma forma na frente das câmeras e fazem outra completamente diferente atrás delas.
O Congresso, o Senado, os vereadores e deputados estaduais, todos agem da mesma forma.
Reúnem-se e articulam formas de governar em que o povo é o que menos importa.
Na verdade não interessa que o povo receba os benefícios de um governo.
O que importa é que estão no poder e buscam de todas as formas favorecerem não aqueles que os colocaram lá por meio das eleições, mas os que de fato contribuíram para suas campanhas políticas dando uma enorme quantidade de dinheiro.
E o povo? Porque existem eleições? Por que somos obrigados a votar? Por que todos os governos são iguais?
Promessas e mais promessas e no final o que ouvimos é que vale falar e prometer tudo nas campanhas, agora cumprir é outra coisa.
Então sob qual regime realmente vivemos?
Parecer-me ser em uma Malandracia ou corruptocracia, agora democracia!!! Não, não sei o que é isso, nunca vivi em uma democracia!
O que, de fato, as crianças devem aprender? O que realmente estão ensinando aos nossos pequeninos?
Nunca deveríamos esquecer que um dia fomos um pequenino!
Ed
Afinal o que é isso?
Dizem que é um regime político em que o governo é eleito pelo povo para governar para o bem do povo.
Em todas as eleições vemos a mesma coisa acontecendo, o povo é obrigado a votar em candidatos escolhidos pelos partidos, os quais têm um compromisso de governar segundo os critérios deste partido.
Nossa só se fala em partido e nunca em povo, para o povo.
Acredito que em uma democracia, o povo deveria escolher o melhor candidato entre muitos que preenchesse determinadas condições, porém não necessariamente deveriam pertencer a um partido político.
Acabaria de vez com esta situação em que os eleitos governem segundo as ordens dos partidos a que pertencem.
Acabaria com estes discursos demagógicos em que falam de uma forma na frente das câmeras e fazem outra completamente diferente atrás delas.
O Congresso, o Senado, os vereadores e deputados estaduais, todos agem da mesma forma.
Reúnem-se e articulam formas de governar em que o povo é o que menos importa.
Na verdade não interessa que o povo receba os benefícios de um governo.
O que importa é que estão no poder e buscam de todas as formas favorecerem não aqueles que os colocaram lá por meio das eleições, mas os que de fato contribuíram para suas campanhas políticas dando uma enorme quantidade de dinheiro.
E o povo? Porque existem eleições? Por que somos obrigados a votar? Por que todos os governos são iguais?
Promessas e mais promessas e no final o que ouvimos é que vale falar e prometer tudo nas campanhas, agora cumprir é outra coisa.
Então sob qual regime realmente vivemos?
Parecer-me ser em uma Malandracia ou corruptocracia, agora democracia!!! Não, não sei o que é isso, nunca vivi em uma democracia!
O que, de fato, as crianças devem aprender? O que realmente estão ensinando aos nossos pequeninos?
Nunca deveríamos esquecer que um dia fomos um pequenino!
Ed
sábado, 24 de abril de 2010
BRASILEIROS PODEM MORRER DE GRIPE SUÍNA, A (H1N1). Senhor ministro Temporão: E se nos morrermos de gripe A(H1N1)?
" Estamos protegendo os grupos mais frágeis e aqueles que têm maior risco de adoecer e morrer ", afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, na última sexta-feira (5/03/2010).
Nosso ministro da saúde informou que os cidadãos brasileiros que se encontram nas faixas etárias abaixo, não tomarão a vacina contra a gripe A (H1N1).
Crianças entre 0 e 5 meses e 29 dias
Crianças e jovens entre 2 anos e 1 dia até 19 anos e 29 dias
Adultos acima de 40 anos que não sejam portadores de doenças crônicas
Isso significa que, esse grupo se encontra mais resistente a doença, porém não está imune, ou seja, pode vir a ser contaminado e morrer.
Na opinião de um leigo como eu e também de me encontrar no grupo dos que não receberão a vacina, encontro-me DESORIENTADO E ABANDONADO, COMO AS CRIANÇAS QUE CUIDO.
PORÉM NÃO COM MEDO, PORQUE CREIO EM JESUS E SEI QUE MINHA VIDA ESTÁ NAS MÃOS DE DEUS E SEI QUE SE EU VIR A FALECER ESTAREI COM ELE NA GLÓRIA.
MAS, COMO CIDADÃO BRASILEIRO, NÃO ESTOU NEM UM POUCO CONFORMADO COM ESTA SITUAÇÃO.
SE TIVER QUE HAVER VACINAÇÃO, TEM QUE SER PARA TODOS OU TEREMOS QUE ESPERAR PARA VER AS MANCHETES NA MÍDIA SOBRE A MORTE DE MILHARES DE CRIANÇAS, JOVENS E ADULTOS POR ESTE BRASIL AFORA?
ACREDITO QUE O MINISTÉRIO DA SAÚDE ESTÁ ARRISCANDO DEMAIS E DEVERIAM IMEDIATAMENTE COMEÇAR A ADQUIRIR A VACINA E CUMPRIR SUA OBRIGAÇÃO DE VACINAR A TODOS OS BRASILEIROS, AFINAL PAGAMOS IMPOSTOS CAROS E O ESTADO TEM A OBRIGAÇÃO DE CUIDAR DESTA SITUAÇÃO.
POSSO FAZER UMA PERGUNTINHA?
SERÁ QUE TODOS NA FAMÍLIA DO MINISTRO TEMPORÃO E DEMAIS AUTORIDADES QUE NÃO ESTÃO NO GRUPO DE VACINAÇÃO, TOMARAM A VACINA?
TEMOS QUE TER RESPONSABILIDADE E PREVENTIVAMENTE AGIRMOS E NÃO FICARMOS ESPERANDO OS FATOS ACONTECEREM, COMO OS DESMONORAMENTOS DOS MORROS NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, QUE MATARAM CENTENAS DE BRASILEIROS.
SEGUE ABAIXO REPORTAGEM SOBRE O PLANEJAMENTO ARRISCADO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE BRASILEIRO.
QUE DEUS NOS PROTEJA E NOS LIVRE DESTE MAL, AMÉM.
Ed
colaboração para a Folha Online
Começa nesta segunda-feira (8/03/2010) a primeira etapa da campanha de vacinação contra a gripe suína --a gripe A (H1N1). A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar cerca de 90 milhões de brasileiros em dois meses. A primeira etapa da campanha vai até dia 19 deste mês.
Nas duas primeiras semanas da campanha, serão imunizados somente os trabalhadores da área da saúde --que atuam diretamente no combate à doença--, e indígenas que vivem em aldeias do país. Nesta etapa, a estimativa é que cerca de 1,9 milhão de trabalhadores da área da saúde e 566 mil indígenas sejam vacinados contra o vírus.
Devem receber as primeiras doses da vacina médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, recepcionistas, funcionários de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam em investigação epidemiológica. A vacinação dos funcionários será no próprio local de trabalho.
A segunda fase da vacinação contra a gripe A (H1N1) vai do dia 22 de março e até 2 de abril, e incluirá gestantes, crianças (com idades entre seis meses e dois anos), e os portadores de doenças crônicas --como obesidade de grau três, diabetes, pessoas imunodeprimidas, asmáticos graves, cardiopatas e portadores de doenças respiratórias crônicas, dentre outros.
As mulheres que engravidarem após 2 de abril poderão receber a vacina até o final da campanha, em 21 de maio.
Já na terceira etapa da campanha, que ocorrerá entre os dias 5 e 23 de abril, será vacinada a população de 20 a 29 anos.
Entre 24 de abril a 7 de maio, receberão a vacina idosos com 60 anos ou mais portadores de doenças crônicas. Os demais idosos irão tomar a vacina contra a gripe comum.
No período de 10 a 21 de maio, serão imunizados adultos de 30 a 39 anos.
No total, o Ministério da Saúde adquiriu 113 milhões de doses da vacina --a meta é imunizar pelo menos 80% desse público-alvo.
Nosso ministro da saúde informou que os cidadãos brasileiros que se encontram nas faixas etárias abaixo, não tomarão a vacina contra a gripe A (H1N1).
Crianças entre 0 e 5 meses e 29 dias
Crianças e jovens entre 2 anos e 1 dia até 19 anos e 29 dias
Adultos acima de 40 anos que não sejam portadores de doenças crônicas
Isso significa que, esse grupo se encontra mais resistente a doença, porém não está imune, ou seja, pode vir a ser contaminado e morrer.
Na opinião de um leigo como eu e também de me encontrar no grupo dos que não receberão a vacina, encontro-me DESORIENTADO E ABANDONADO, COMO AS CRIANÇAS QUE CUIDO.
PORÉM NÃO COM MEDO, PORQUE CREIO EM JESUS E SEI QUE MINHA VIDA ESTÁ NAS MÃOS DE DEUS E SEI QUE SE EU VIR A FALECER ESTAREI COM ELE NA GLÓRIA.
MAS, COMO CIDADÃO BRASILEIRO, NÃO ESTOU NEM UM POUCO CONFORMADO COM ESTA SITUAÇÃO.
SE TIVER QUE HAVER VACINAÇÃO, TEM QUE SER PARA TODOS OU TEREMOS QUE ESPERAR PARA VER AS MANCHETES NA MÍDIA SOBRE A MORTE DE MILHARES DE CRIANÇAS, JOVENS E ADULTOS POR ESTE BRASIL AFORA?
ACREDITO QUE O MINISTÉRIO DA SAÚDE ESTÁ ARRISCANDO DEMAIS E DEVERIAM IMEDIATAMENTE COMEÇAR A ADQUIRIR A VACINA E CUMPRIR SUA OBRIGAÇÃO DE VACINAR A TODOS OS BRASILEIROS, AFINAL PAGAMOS IMPOSTOS CAROS E O ESTADO TEM A OBRIGAÇÃO DE CUIDAR DESTA SITUAÇÃO.
POSSO FAZER UMA PERGUNTINHA?
SERÁ QUE TODOS NA FAMÍLIA DO MINISTRO TEMPORÃO E DEMAIS AUTORIDADES QUE NÃO ESTÃO NO GRUPO DE VACINAÇÃO, TOMARAM A VACINA?
TEMOS QUE TER RESPONSABILIDADE E PREVENTIVAMENTE AGIRMOS E NÃO FICARMOS ESPERANDO OS FATOS ACONTECEREM, COMO OS DESMONORAMENTOS DOS MORROS NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, QUE MATARAM CENTENAS DE BRASILEIROS.
SEGUE ABAIXO REPORTAGEM SOBRE O PLANEJAMENTO ARRISCADO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE BRASILEIRO.
QUE DEUS NOS PROTEJA E NOS LIVRE DESTE MAL, AMÉM.
Ed
colaboração para a Folha Online
Começa nesta segunda-feira (8/03/2010) a primeira etapa da campanha de vacinação contra a gripe suína --a gripe A (H1N1). A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar cerca de 90 milhões de brasileiros em dois meses. A primeira etapa da campanha vai até dia 19 deste mês.
Nas duas primeiras semanas da campanha, serão imunizados somente os trabalhadores da área da saúde --que atuam diretamente no combate à doença--, e indígenas que vivem em aldeias do país. Nesta etapa, a estimativa é que cerca de 1,9 milhão de trabalhadores da área da saúde e 566 mil indígenas sejam vacinados contra o vírus.
Devem receber as primeiras doses da vacina médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, recepcionistas, funcionários de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam em investigação epidemiológica. A vacinação dos funcionários será no próprio local de trabalho.
A segunda fase da vacinação contra a gripe A (H1N1) vai do dia 22 de março e até 2 de abril, e incluirá gestantes, crianças (com idades entre seis meses e dois anos), e os portadores de doenças crônicas --como obesidade de grau três, diabetes, pessoas imunodeprimidas, asmáticos graves, cardiopatas e portadores de doenças respiratórias crônicas, dentre outros.
As mulheres que engravidarem após 2 de abril poderão receber a vacina até o final da campanha, em 21 de maio.
Já na terceira etapa da campanha, que ocorrerá entre os dias 5 e 23 de abril, será vacinada a população de 20 a 29 anos.
Entre 24 de abril a 7 de maio, receberão a vacina idosos com 60 anos ou mais portadores de doenças crônicas. Os demais idosos irão tomar a vacina contra a gripe comum.
No período de 10 a 21 de maio, serão imunizados adultos de 30 a 39 anos.
No total, o Ministério da Saúde adquiriu 113 milhões de doses da vacina --a meta é imunizar pelo menos 80% desse público-alvo.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Vítima processa Vaticano por padre que abusou de 200 crianças surdas
22/04/2010 - 12h46
da Associated Press, em St. Paul (EUA)
da Reportagem Local
O advogado Jeff Anderson afirmou que vai processar o Vaticano e o papa Bento 16 por não terem agido para impedir um padre de Wisconsin, nos Estados Unidos, acusado de abusar sexualmente de ao menos 200 crianças surdas entre 1950 e 1975.
Bispo alemão renuncia após acusações de abusos contra crianças
Papa Bento 16 aceita renúncia de terceiro bispo irlandês
Mais de 80 mil católicos podem deixar igreja da Áustria
Igreja Católica atravessa mudança radical, afirma líder jesuíta
Vídeo mostra papa dormindo durante missa em Malta
Análise: Bento 16 completa 5 anos de papado em meio a escândalos
Anderson diz que seu cliente e autor do processo era um estudante de uma escola para surdos em Milwaukee e foi vítima de abuso sexual por parte do reverendo Lawrence Murphy.
Ele diz que seu cliente enviou cartas certificadas ao Vaticano em 1995, pedindo que Murphy fosse deposto pelos abusos. Ele nunca recebeu resposta.
A ação também vai buscar a liberação de arquivos secretos do Vaticano que detalham as alegações de abuso cometido pelo reverendo.
O advogado deve anunciar mais detalhes do processo em uma entrevista a jornalistas, na tarde desta quinta-feira.
O caso de Murphy é um dos mais chocantes no recente escândalo sobre os acobertamentos de abusos sexuais de crianças por parte de padres.
A Igreja Católica vive uma crise de intensidade ainda maior que o escândalo semelhante que atingiu os Estados Unidos oito anos atrás e fez com que muitos voltassem a questionar o celibato.
Desta vez, o escândalo vem chegando perigosamente perto do próprio papa, na medida em que os grupos de vítimas disseram que querem saber como ele tratou desses casos antes de sua eleição a papa, em 2005.
O então cardeal Joseph Ratzinger é uma das autoridades do Vaticano que teriam encoberto o caso do reverendo americano.
Renúncia
Nesta quinta-feira, um bispos irlandês e um alemão renunciaram em consequência do escândalo de pedofilia.
O papa Bento 16 aceitou a renúncia do bispo James Moriarty, elevando para três o números de bispos da Irlanda que deixaram seus cargos devido à crise de abusos sexuais cometidos por religiosos.
Moriarty entregou sua renúncia em dezembro, depois que um relatório oficial o incluiu numa lista de líderes da igreja na arquidiocese de Dublin que encobriram casos de abusos de menores cometidos por padres por 30 anos.
Ele foi bispo auxiliar de Dublin por 11 anos, antes de ser nomeado em 2002 bispo de Kildare e Leighlin.
Na Alemanha, o bispo de Augsburg (no sul do país), Walter Mixa, também apresentou pedido de renúncia ao papa Bento 16 após acusações de violência física contra alunos de um orfanato nos anos 1970 e 1980.
O bispo provocou uma grande polêmica na Alemanha depois da recente publicação na imprensa dos depoimentos de ex-alunos do orfanato católico de Schrobenhausen, que o acusaram de violências físicas quando ele era padre na região.
Depois de ter negado em um primeiro momento as acusações, o bispo Mixa admitiu ter cometido os abusos aos alunos no período em que esteve à frente do orfanato e pediu desculpas pelos seus atos.
da Associated Press, em St. Paul (EUA)
da Reportagem Local
O advogado Jeff Anderson afirmou que vai processar o Vaticano e o papa Bento 16 por não terem agido para impedir um padre de Wisconsin, nos Estados Unidos, acusado de abusar sexualmente de ao menos 200 crianças surdas entre 1950 e 1975.
Bispo alemão renuncia após acusações de abusos contra crianças
Papa Bento 16 aceita renúncia de terceiro bispo irlandês
Mais de 80 mil católicos podem deixar igreja da Áustria
Igreja Católica atravessa mudança radical, afirma líder jesuíta
Vídeo mostra papa dormindo durante missa em Malta
Análise: Bento 16 completa 5 anos de papado em meio a escândalos
Anderson diz que seu cliente e autor do processo era um estudante de uma escola para surdos em Milwaukee e foi vítima de abuso sexual por parte do reverendo Lawrence Murphy.
Ele diz que seu cliente enviou cartas certificadas ao Vaticano em 1995, pedindo que Murphy fosse deposto pelos abusos. Ele nunca recebeu resposta.
A ação também vai buscar a liberação de arquivos secretos do Vaticano que detalham as alegações de abuso cometido pelo reverendo.
O advogado deve anunciar mais detalhes do processo em uma entrevista a jornalistas, na tarde desta quinta-feira.
O caso de Murphy é um dos mais chocantes no recente escândalo sobre os acobertamentos de abusos sexuais de crianças por parte de padres.
A Igreja Católica vive uma crise de intensidade ainda maior que o escândalo semelhante que atingiu os Estados Unidos oito anos atrás e fez com que muitos voltassem a questionar o celibato.
Desta vez, o escândalo vem chegando perigosamente perto do próprio papa, na medida em que os grupos de vítimas disseram que querem saber como ele tratou desses casos antes de sua eleição a papa, em 2005.
O então cardeal Joseph Ratzinger é uma das autoridades do Vaticano que teriam encoberto o caso do reverendo americano.
Renúncia
Nesta quinta-feira, um bispos irlandês e um alemão renunciaram em consequência do escândalo de pedofilia.
O papa Bento 16 aceitou a renúncia do bispo James Moriarty, elevando para três o números de bispos da Irlanda que deixaram seus cargos devido à crise de abusos sexuais cometidos por religiosos.
Moriarty entregou sua renúncia em dezembro, depois que um relatório oficial o incluiu numa lista de líderes da igreja na arquidiocese de Dublin que encobriram casos de abusos de menores cometidos por padres por 30 anos.
Ele foi bispo auxiliar de Dublin por 11 anos, antes de ser nomeado em 2002 bispo de Kildare e Leighlin.
Na Alemanha, o bispo de Augsburg (no sul do país), Walter Mixa, também apresentou pedido de renúncia ao papa Bento 16 após acusações de violência física contra alunos de um orfanato nos anos 1970 e 1980.
O bispo provocou uma grande polêmica na Alemanha depois da recente publicação na imprensa dos depoimentos de ex-alunos do orfanato católico de Schrobenhausen, que o acusaram de violências físicas quando ele era padre na região.
Depois de ter negado em um primeiro momento as acusações, o bispo Mixa admitiu ter cometido os abusos aos alunos no período em que esteve à frente do orfanato e pediu desculpas pelos seus atos.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Brasília: Não sei se choro...Vou bater no peito e ter esperança de que esta cidade será justa um dia.
"Que aqueles que semeiam chorando façam a colheita com alegria! Aqueles que saíram chorando, levando a semente para semear, voltarão cantando, cheios de alegria, trazendo nos braços os feixes da colheita."
(Salmos 126:5,6) NTLH
Por que choro?
Todos nós ficamos felizes quando comemoramos nosso aniversário.
Há alguns que choram porque estão ficando velhos e não desejam mais lembrar que suas vidas estão chegando ao fim.
Alguns desejam muito que este dia chegue logo e assim comemoram muito a cada ano.
Afinal devemos ou não comemorar nosso aniversário?
Na verdade cada um tem seus motivos, e ultimamente muitos em Brasília não estão comemorando como deviam, ou melhor, como planejaram.
Brasília ficou longe dos canhões navais dos inimigos, porém perto demais das mãos dos corruptos.
Se por um lado soubemos proteger nossa capital, por outro a colocamos como alvo fácil daqueles que astutamente ocupam cargos de poder.
Enquanto a educação for negada à população e suas leis favorecerem os que saqueiam seus cofres, não teremos esperança de que um dia esta cidade será generosa para com seu país.
Neste dia peço que Brasília seja tratada com respeito e dignidade e que os homens de bem ocupem os lugares que tão gentilmente ela disponibiliza e façam leis justas para que a população deste imenso Brasil venha a se orgulhar de tê-la como capital.
Ed
(Salmos 126:5,6) NTLH
Por que choro?
Todos nós ficamos felizes quando comemoramos nosso aniversário.
Há alguns que choram porque estão ficando velhos e não desejam mais lembrar que suas vidas estão chegando ao fim.
Alguns desejam muito que este dia chegue logo e assim comemoram muito a cada ano.
Afinal devemos ou não comemorar nosso aniversário?
Na verdade cada um tem seus motivos, e ultimamente muitos em Brasília não estão comemorando como deviam, ou melhor, como planejaram.
Brasília ficou longe dos canhões navais dos inimigos, porém perto demais das mãos dos corruptos.
Se por um lado soubemos proteger nossa capital, por outro a colocamos como alvo fácil daqueles que astutamente ocupam cargos de poder.
Enquanto a educação for negada à população e suas leis favorecerem os que saqueiam seus cofres, não teremos esperança de que um dia esta cidade será generosa para com seu país.
Neste dia peço que Brasília seja tratada com respeito e dignidade e que os homens de bem ocupem os lugares que tão gentilmente ela disponibiliza e façam leis justas para que a população deste imenso Brasil venha a se orgulhar de tê-la como capital.
Ed
Parabéns Brasília pelo seus 50 anos: Como foi escolhida a localização de Brasília?
Brasília nasceu para ser a capital do país e, embora tenha sido imaginada inicialmente em 1823, só foi sair do papel mais de um século depois, quando, em 1956, o então-presidente Juscelino Kubtischeck lançou as bases da Companhia Urbanizadora da Capital (Novacap) e fez 50 anos em 5 - ou seja, construiu a capital, cidade planejada nos mínimos detalhes pelo urbanista Lucio Costa, em tempo recorde. Só para dar uma idéia da rapidez com que Brasília foi construída, outras capitais federais levaram bem mais tempo. Washington D.C., capital do EUA, foi construída em 9 anos, Nova Delhi, da Índia, em 18, e Camberra, da Austrália, em quase meio século.
J.L.Bulcão/iStockphoto
O que muitos se perguntam é porque tendo o Rio de Janeiro como capital federal, optou-se por transferir o centro das decisões para um lugar no meio do nada (pelo menos naquela época). Até a decisão de Juscelino, a localização da nova capital federal era uma incógnita. Só o que se sabia era que ela precisaria ser erguida em um local geograficamente estratégico e protegida de possíveis invasões - segurança que, à epoca, a cidade do Rio não oferecia.
A novela da localização começou em 1761, quando o Marquês de Pombal defendeu a transferência da capital de Portugal para o sertão do Brasil, segundo ele, a meio caminho da África e das Índias. Em 1789, os inconfidentes mineiros queriam-na em São João Del Rey, e a reivindicação fazia parte da luta pela Independência do Brasil. Em 1823, José Bonifácio de Andrada e Silva propunha a instalação de Brasília - ou Petrópole - em Paracatu do Príncipe, comarca mineira recém-criada. Sessenta e oito anos depois, a primeira Constituição da República estabelecia uma área do Planalto Central onde seria erguida a futura capital federal - um ponto no centro da América do Sul e no centro do país. Em 1892, criou-se uma comissão exploradora do Planalto Central para estudar e demarcar a área do Distrito Federal. Até então, poucos tinham conhecimento do sonho-visão do padre salesiano João Bosco. Na cidadezinha italiana de Belcchi, em 1883, ele profetizara: "no Brasil, entre os paralelos 15º e 20º surgirá uma grande civilização, a Terra Prometida, onde correrá leite e mel".
Mark Van Overmeire/iStockphoto
Se correria leite ou mel, ninguém poderia dizer ao certo. Mas a localização defintiva da capital seria, sem querer, no ponto sonhado por João Bosco.
Apesar de o novo mapa do país - desenhado em 1893 - ter um ponto do Planalto Central demarcado como "Futuro Distrito Federal", a pedra fundamental já ter sido lançada, e a Marcha para o Oeste (campanha para povoar o oeste do país) ter sido inciada, não havia intenção nenhuma, por parte do Governo Federal de transferir a capital do Rio de Janeiro para lá. O projeto havia sido adiado desde a implantação da ditadura do Estado Novo por Getúlio Vargas, em 1937. Quando a ditadura Vargas chegou ao fim, em 1945, a mudança da capital para o Planalto Central voltou a ser discutida, e o então-presidente Eurico Gaspar Dutra sancionou uma lei que autorizava a definição do local da nova capital. Em 1955, o então-candidato à presidência Juscelino Kubtischek já defendia o Planalto Central como nova localização da capital. Recém-empossado em 1956, Juscelino criou a Novacap, sancionou a lei que determinava a transferência da capital e lançou o concurso do Plano Piloto. O projeto do urbanista Lucio Costa venceu a disputa por ser "simples e funcional". Iniciou-se, então, a saga de construir Brasília em tempo recorde.
CPDOC/FGV/Arquivo de Ernani do Amaral Peixoto - 1960
Projeto do Plano Piloto de Brasília mostra a cidade em formato de avião
Trabalhadores de todos os lugares do país, principalmente do Nordeste, espontaneamente correram para o local da nova capital para trabalhar febrilmente nas obras. Foram batizados de candangos e eram mais de 60 mil calçando ruas, erguendo os moderníssimos prédios projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer e dando vida ao Plano Piloto imaginado por Costa: um traçado de dois eixos em forma de avião, tendo as asas como áreas residenciais (Asas Sul e Norte) e o corpo (o Eixo Monumental) como área do poder público. Os prédios públicos e os palácios do Governo Federal ficam do lado leste, a rodoviária e a Torre de TV, no centro, e os prédios do governo do Distrito Federal no lado oeste. As asas, de uma ponta à outra, medem 14,3 km de extensão, e o Eixo Monumental, 16 km. O Eixo Rodoviário é a principal via de acesso às áreas residenciais das asas, com uma pista principal de seis faixas e pistas auxiliares separando as quadras residenciais numeradas de 200 e 400 do lado leste e 100 e 300, do lado oeste. O comércio local, destinado a servir os moradores, fica nas superquadras. Cada conjunto de oito superquadras constitui uma unidade de vizinhança, com espaços reservados para áreas de esporte, templos e postos policiais.
Em 21 de abril de 1960, cinco anos depois de iniciada sua construção, Brasília foi inaugurada com missa comemorativa rezada pelo Papa João 23. Nesse dia, todo o poder público federal instalou-se definitivamente na nova capital. A data da inauguração foi escolhida a dedo. O dia 21, véspera do Descobrimento do Brasil, também era o Dia de Tiradentes, o mártir da Inconfidência.
Com uma população inicial de 10 mil habitantes, hoje o município de Brasília abriga mais de 2,4 milhões de moradores, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Só na área do Plano Piloto, são mais de 200 mil habitantes. O restante vive em cidades satélites formadas para abrigar a população excedente: Ceilândia, Candangolândia, Taguatinga, Guará, Cruzeiro e Brazlândia são algumas delas. Tamanho crescimento populacional não foi previsto por Costa, que até o uniforme dos motoristas de ônibus havia definido em seu projeto. Como toda grande cidade, hoje a Brasília cinquentenária sofre com um trânsito caótico, que carece de soluções rápidas e definitivas, como a amplicação do metrô, a colocação de semáforos em cruzamentos (o sistema viário de Costa não tinha semáforos) e a implantação de novas linhas de ônibus. Mas como a cidade foi tombada pela Unesco em 1987 e é Patrimônio Cultural da Humanidade, encontrar alternativas aos seus problemas estruturais não é assim tão simples.
Brasília em números
Localização: região Centro-Oeste, entre os paralelos 15 e 16
Área: 5.822 km2
Altitude média: 1.100m
População: 2.455.903 (IBGE, 2007)
Temperatura média anual:
Clima: chuvoso de setembro a abril e ensolarado e seco de maio a agosto
Embaixadas: 57
Escolas: 86
Religião: 9 igrejas católica, 4 centros espíritas, 10 igrejas evangélicas e 2 igrejas orientais
Bancos: 314 agências de 49 instituições
Museus: 23
Parques ecológicos: 6
Cartórios: 12
Fóruns: 4
Tribunais: 8
Delegacias: 17 militares e 17 civis 20,5ºC
Fonte: Administração Regional de Brasília
J.L.Bulcão/iStockphoto
O que muitos se perguntam é porque tendo o Rio de Janeiro como capital federal, optou-se por transferir o centro das decisões para um lugar no meio do nada (pelo menos naquela época). Até a decisão de Juscelino, a localização da nova capital federal era uma incógnita. Só o que se sabia era que ela precisaria ser erguida em um local geograficamente estratégico e protegida de possíveis invasões - segurança que, à epoca, a cidade do Rio não oferecia.
A novela da localização começou em 1761, quando o Marquês de Pombal defendeu a transferência da capital de Portugal para o sertão do Brasil, segundo ele, a meio caminho da África e das Índias. Em 1789, os inconfidentes mineiros queriam-na em São João Del Rey, e a reivindicação fazia parte da luta pela Independência do Brasil. Em 1823, José Bonifácio de Andrada e Silva propunha a instalação de Brasília - ou Petrópole - em Paracatu do Príncipe, comarca mineira recém-criada. Sessenta e oito anos depois, a primeira Constituição da República estabelecia uma área do Planalto Central onde seria erguida a futura capital federal - um ponto no centro da América do Sul e no centro do país. Em 1892, criou-se uma comissão exploradora do Planalto Central para estudar e demarcar a área do Distrito Federal. Até então, poucos tinham conhecimento do sonho-visão do padre salesiano João Bosco. Na cidadezinha italiana de Belcchi, em 1883, ele profetizara: "no Brasil, entre os paralelos 15º e 20º surgirá uma grande civilização, a Terra Prometida, onde correrá leite e mel".
Mark Van Overmeire/iStockphoto
Se correria leite ou mel, ninguém poderia dizer ao certo. Mas a localização defintiva da capital seria, sem querer, no ponto sonhado por João Bosco.
Apesar de o novo mapa do país - desenhado em 1893 - ter um ponto do Planalto Central demarcado como "Futuro Distrito Federal", a pedra fundamental já ter sido lançada, e a Marcha para o Oeste (campanha para povoar o oeste do país) ter sido inciada, não havia intenção nenhuma, por parte do Governo Federal de transferir a capital do Rio de Janeiro para lá. O projeto havia sido adiado desde a implantação da ditadura do Estado Novo por Getúlio Vargas, em 1937. Quando a ditadura Vargas chegou ao fim, em 1945, a mudança da capital para o Planalto Central voltou a ser discutida, e o então-presidente Eurico Gaspar Dutra sancionou uma lei que autorizava a definição do local da nova capital. Em 1955, o então-candidato à presidência Juscelino Kubtischek já defendia o Planalto Central como nova localização da capital. Recém-empossado em 1956, Juscelino criou a Novacap, sancionou a lei que determinava a transferência da capital e lançou o concurso do Plano Piloto. O projeto do urbanista Lucio Costa venceu a disputa por ser "simples e funcional". Iniciou-se, então, a saga de construir Brasília em tempo recorde.
CPDOC/FGV/Arquivo de Ernani do Amaral Peixoto - 1960
Projeto do Plano Piloto de Brasília mostra a cidade em formato de avião
Trabalhadores de todos os lugares do país, principalmente do Nordeste, espontaneamente correram para o local da nova capital para trabalhar febrilmente nas obras. Foram batizados de candangos e eram mais de 60 mil calçando ruas, erguendo os moderníssimos prédios projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer e dando vida ao Plano Piloto imaginado por Costa: um traçado de dois eixos em forma de avião, tendo as asas como áreas residenciais (Asas Sul e Norte) e o corpo (o Eixo Monumental) como área do poder público. Os prédios públicos e os palácios do Governo Federal ficam do lado leste, a rodoviária e a Torre de TV, no centro, e os prédios do governo do Distrito Federal no lado oeste. As asas, de uma ponta à outra, medem 14,3 km de extensão, e o Eixo Monumental, 16 km. O Eixo Rodoviário é a principal via de acesso às áreas residenciais das asas, com uma pista principal de seis faixas e pistas auxiliares separando as quadras residenciais numeradas de 200 e 400 do lado leste e 100 e 300, do lado oeste. O comércio local, destinado a servir os moradores, fica nas superquadras. Cada conjunto de oito superquadras constitui uma unidade de vizinhança, com espaços reservados para áreas de esporte, templos e postos policiais.
Em 21 de abril de 1960, cinco anos depois de iniciada sua construção, Brasília foi inaugurada com missa comemorativa rezada pelo Papa João 23. Nesse dia, todo o poder público federal instalou-se definitivamente na nova capital. A data da inauguração foi escolhida a dedo. O dia 21, véspera do Descobrimento do Brasil, também era o Dia de Tiradentes, o mártir da Inconfidência.
Com uma população inicial de 10 mil habitantes, hoje o município de Brasília abriga mais de 2,4 milhões de moradores, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Só na área do Plano Piloto, são mais de 200 mil habitantes. O restante vive em cidades satélites formadas para abrigar a população excedente: Ceilândia, Candangolândia, Taguatinga, Guará, Cruzeiro e Brazlândia são algumas delas. Tamanho crescimento populacional não foi previsto por Costa, que até o uniforme dos motoristas de ônibus havia definido em seu projeto. Como toda grande cidade, hoje a Brasília cinquentenária sofre com um trânsito caótico, que carece de soluções rápidas e definitivas, como a amplicação do metrô, a colocação de semáforos em cruzamentos (o sistema viário de Costa não tinha semáforos) e a implantação de novas linhas de ônibus. Mas como a cidade foi tombada pela Unesco em 1987 e é Patrimônio Cultural da Humanidade, encontrar alternativas aos seus problemas estruturais não é assim tão simples.
Brasília em números
Localização: região Centro-Oeste, entre os paralelos 15 e 16
Área: 5.822 km2
Altitude média: 1.100m
População: 2.455.903 (IBGE, 2007)
Temperatura média anual:
Clima: chuvoso de setembro a abril e ensolarado e seco de maio a agosto
Embaixadas: 57
Escolas: 86
Religião: 9 igrejas católica, 4 centros espíritas, 10 igrejas evangélicas e 2 igrejas orientais
Bancos: 314 agências de 49 instituições
Museus: 23
Parques ecológicos: 6
Cartórios: 12
Fóruns: 4
Tribunais: 8
Delegacias: 17 militares e 17 civis 20,5ºC
Fonte: Administração Regional de Brasília
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Movimento Eca 20 anos inicia atividades em audiência pública na próxima terça (20/04/2010) em Fortaleza - Brasil ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)
Este ano, no dia 13 de julho, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 20 anos. Para dar início às discussões, será lançado no próximo dia 20, terça-feira, o “Movimento ECA 20 Anos”. O lançamento acontecerá em uma Audiência Pública na Assembléia Legislativa de Fortaleza, a partir das 14h, no auditório Manuel de Castro, no Complexo das Comissões Técnicas.
Durante a audiência, será apresentada uma análise acerca da implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente no contexto das políticas públicas no estado do Ceará, realizada pela socióloga e especialista na temática Graça Gadelha, na qual são comparados dados sociais relacionados a políticas públicas voltadas para infância e adolescência em 1990, quando foi implantado o Estatuto, e dados de 2009. O estudo revela que, embora tenham acontecido avanços significativos nos indicadores sociais do Ceará com forte repercussão para a população infanto-juvenil, o Estado ainda não dispõe de um diagnóstico sistematizado e de cunho científico sobre a situação de crianças e adolescentes.
Segundo Celina Ellery, pró-reitora de Extensão da Universidade Estadual do Ceará (UECE), o objetivo do Movimento é trazer à tona a discussão sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), promovendo a sua divulgação e a sensibilização dos gestores para a implementação efetiva do Estatuto. “A discussão sobre o ECA é atual, é relevante, é oportuna. O Estatuto é um instrumento jurídico avançado, mas esse avanço não aconteceu na prática. Falta informação, sintonia e integração entre os órgãos que compõem o próprio Sistema de Garantia”, ressalta Celina.
O Movimento prevê ainda a realização de diversas atividades ao longo do ano em torno dos 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente. No dia 17 de maio, as atividades do Movimento estarão voltadas para o tema da violência sexual contra crianças e adolescentes. Em junho, as ações acontecerão no dia 14 e o foco das discussões será trabalho infantil. Já no dia 12 de julho será realizada uma solenidade em audiência pública na Assembléia Legislativa do Ceará, onde serão entregues uma Comenda e medalhas a personalidades marcantes na trajetória de 20 anos do Estatuto. No dia 13 de julho, data do aniversário do ECA, será realizado um seminário da Universidade Estadual do Ceará – UECE.
O Movimento ECA 20 Anos é formado por instituições de pesquisas, organizações governamentais e não governamentais e outras instituições, dentre elas o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Universidade Estadual do Ceará (UECE), Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza (SDH), Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (SDTS), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), Comissão da Criança e do Adolescente da Assembléia Legislativa, Conselhos Estadual e Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Instituto Aliança, ONG Catavento Comunicação e Educação e Conselho Estadual da Assistência Social.
PROGRAMAÇÃO
29.03 a 18.06.2010 – Curso de Formação de Educadores Sociais – Escola da Cidadania, na Universidade Estadual do Ceará, em parceria com a Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social.
20.04.2010 – Lançamento do Movimento ECA 20 Anos, às 14h, no auditório Manuel de Castro, no Complexo das Comissões Técnicas da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará
17.05.2010 – Fórum Temático sobre Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, na Assembléia Legislativa
14.06.2010 – Fórum Temático sobre Trabalho Infantil, na Assembleia Legislativa
12.07.2010 – Audiência Pública na Assembléia Legislativa para entrega de uma comenda e medalhas a personalidades de destaque na implementação do ECA no estado do Ceará
13.07.2010 – Seminário "ECA 20 anos: Você faz parte dessa história" e lançamento da Pesquisa COMDICA/ ABBEM/UECE "Trajetória Histórica da Implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente no município do Ceará", no auditório da reitoria da Universidade Estadual do Ceará.
16.08.2010 – Fórum Temático sobre Educação, na Assembleia Legislativa
13.09.2010 – Fórum Temático sobre Saúde e Drogas, na Assembleia Legislativa
07.10.2010 – Fórum Temático sobre Comunicação, Cultura e Lazer, na Assembleia Legislativa
13.10.2010 – Atividades comemorativas do Dia da Criança, na Cidade da Criança
08.11.2010 – Fórum Temático sobre Medidas Sócio-educativas, na Assembleia Legislativa
06.12.2010 – Discussão sobre Juventude, Trabalho e Renda, na Assembleia Legislativa
Em dezembro, data a definir: Seminário de Avaliação do Movimento ECA 20 anos, no auditório da Reitoria da Universidade Estadual do Ceará
Mais informações:
Luana Amorim (85) 8836.5570; Ana Márcia Diógenes (85) 9928 0012; Carlos Eugênio (85) 8878.8510 ou 9987.0400.
Contatos:
Celina Ellery, pró-reitora de Extensão da Universidade Estadual do Ceará (85)8766.0032;
Graça Gadelha, socióloga e especialista em Políticas Públicas na área da infância e juventude (85) 9926.0439 ou (61) 8151.9878;
Ana Márcia Diógenes, coordenadora do Escritório do UNICEF para CE, PI e RN (85) 9928.0012;
Mônica Oliveira, Conselho Estadual de Direitos da Criança e do Adolescente (85) 8733.8971;
Tiago Holanda, Titular da Coordenadoria da Criança e do Adolescente da Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza (85) 8879.7084.
Durante a audiência, será apresentada uma análise acerca da implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente no contexto das políticas públicas no estado do Ceará, realizada pela socióloga e especialista na temática Graça Gadelha, na qual são comparados dados sociais relacionados a políticas públicas voltadas para infância e adolescência em 1990, quando foi implantado o Estatuto, e dados de 2009. O estudo revela que, embora tenham acontecido avanços significativos nos indicadores sociais do Ceará com forte repercussão para a população infanto-juvenil, o Estado ainda não dispõe de um diagnóstico sistematizado e de cunho científico sobre a situação de crianças e adolescentes.
Segundo Celina Ellery, pró-reitora de Extensão da Universidade Estadual do Ceará (UECE), o objetivo do Movimento é trazer à tona a discussão sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), promovendo a sua divulgação e a sensibilização dos gestores para a implementação efetiva do Estatuto. “A discussão sobre o ECA é atual, é relevante, é oportuna. O Estatuto é um instrumento jurídico avançado, mas esse avanço não aconteceu na prática. Falta informação, sintonia e integração entre os órgãos que compõem o próprio Sistema de Garantia”, ressalta Celina.
O Movimento prevê ainda a realização de diversas atividades ao longo do ano em torno dos 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente. No dia 17 de maio, as atividades do Movimento estarão voltadas para o tema da violência sexual contra crianças e adolescentes. Em junho, as ações acontecerão no dia 14 e o foco das discussões será trabalho infantil. Já no dia 12 de julho será realizada uma solenidade em audiência pública na Assembléia Legislativa do Ceará, onde serão entregues uma Comenda e medalhas a personalidades marcantes na trajetória de 20 anos do Estatuto. No dia 13 de julho, data do aniversário do ECA, será realizado um seminário da Universidade Estadual do Ceará – UECE.
O Movimento ECA 20 Anos é formado por instituições de pesquisas, organizações governamentais e não governamentais e outras instituições, dentre elas o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Universidade Estadual do Ceará (UECE), Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza (SDH), Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (SDTS), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), Comissão da Criança e do Adolescente da Assembléia Legislativa, Conselhos Estadual e Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Instituto Aliança, ONG Catavento Comunicação e Educação e Conselho Estadual da Assistência Social.
PROGRAMAÇÃO
29.03 a 18.06.2010 – Curso de Formação de Educadores Sociais – Escola da Cidadania, na Universidade Estadual do Ceará, em parceria com a Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social.
20.04.2010 – Lançamento do Movimento ECA 20 Anos, às 14h, no auditório Manuel de Castro, no Complexo das Comissões Técnicas da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará
17.05.2010 – Fórum Temático sobre Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, na Assembléia Legislativa
14.06.2010 – Fórum Temático sobre Trabalho Infantil, na Assembleia Legislativa
12.07.2010 – Audiência Pública na Assembléia Legislativa para entrega de uma comenda e medalhas a personalidades de destaque na implementação do ECA no estado do Ceará
13.07.2010 – Seminário "ECA 20 anos: Você faz parte dessa história" e lançamento da Pesquisa COMDICA/ ABBEM/UECE "Trajetória Histórica da Implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente no município do Ceará", no auditório da reitoria da Universidade Estadual do Ceará.
16.08.2010 – Fórum Temático sobre Educação, na Assembleia Legislativa
13.09.2010 – Fórum Temático sobre Saúde e Drogas, na Assembleia Legislativa
07.10.2010 – Fórum Temático sobre Comunicação, Cultura e Lazer, na Assembleia Legislativa
13.10.2010 – Atividades comemorativas do Dia da Criança, na Cidade da Criança
08.11.2010 – Fórum Temático sobre Medidas Sócio-educativas, na Assembleia Legislativa
06.12.2010 – Discussão sobre Juventude, Trabalho e Renda, na Assembleia Legislativa
Em dezembro, data a definir: Seminário de Avaliação do Movimento ECA 20 anos, no auditório da Reitoria da Universidade Estadual do Ceará
Mais informações:
Luana Amorim (85) 8836.5570; Ana Márcia Diógenes (85) 9928 0012; Carlos Eugênio (85) 8878.8510 ou 9987.0400.
Contatos:
Celina Ellery, pró-reitora de Extensão da Universidade Estadual do Ceará (85)8766.0032;
Graça Gadelha, socióloga e especialista em Políticas Públicas na área da infância e juventude (85) 9926.0439 ou (61) 8151.9878;
Ana Márcia Diógenes, coordenadora do Escritório do UNICEF para CE, PI e RN (85) 9928.0012;
Mônica Oliveira, Conselho Estadual de Direitos da Criança e do Adolescente (85) 8733.8971;
Tiago Holanda, Titular da Coordenadoria da Criança e do Adolescente da Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza (85) 8879.7084.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Polícia Federal brasileira desarticula bando que prostituía menores em 6 Estados
15 de abril de 2010 ? 10h30 ? atualizado às 12h29
Chico Siqueira
Direto de Araçatuba
A Polícia Federal (PF) anunciou nesta quinta-feira a desarticulação de uma quadrilha que aliciava mulheres e meninas de seis Estados para trabalhar em três casas noturnas no Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Quatro mulheres e um homem, suspeitos de controlar a quadrilha foram presas na Operação Ateneia, coordenada pela PF do Tocantins. Também foi detido um número não divulgado de garotas - entre elas menores de 18 anos - que trabalhavam nos bordéis em Aparecida do Taboado (MS), Paranaíba (MS) e Frutal (MG).
Em Paranaíba foi presa uma mulher e o filho que seriam os mentores do esquema. Ela é acusada de ser o chefe do bando e o filho, responsável por falsificar os documentos das menores. A quadrilha também contava com os serviços da funcionária de uma agência de turismo de Araguaína (TO) que, além de aliciar as mulheres e adolescentes, segundo a PF, era responsável pelo transporte das mesmas.
Segundo a agente Karen Cristina Dunder, entre 15 e 30 menores foram aliciadas nos Estados do Pará, Tocantins, Maranhão, Ceará, São Paulo e Bahia, para trabalhar nas três boates de prostituição.
"A quadrilha aliciava as mulheres em bares e lanchonetes e as adolescentes em portas de escolas, praças e lanchonetes. Elas eram pobres e recebiam a promessa de emprego honesto, como trabalhar em casas de famílias, de ótimos salários, alimentação e passagens. Mas quando chegavam, eram colocadas no mundo da prostituição" afirmou Karen.
Para manter as menores nas casas e despistar as autoridades, a quadrilha falsificava documentos e fazia dívidas de alto valor em nome das garotas, que também eram mantidas sob vigilância e sofriam agressões morais e físicas caso ameaçassem denunciar a situação às autoridades. "Temos relato de uma delas que depois de sofrer um aborto, foi expulsa de uma das casas de prostituição. Além disso, as garotas eram obrigadas a fazer rodízio nas casas de prostituição", disse a agente federal.
A estimativa dos agentes é de que a quadrilha aliciava pelo menos uma nova garota por semana para fins de exploração sexual. Segundo a polícia, desde o início do ano passado, pelo menos 80 garotas foram exploradas pelo bando. A PF também suspeita que a quadrilha tenha matado um dos seus integrantes. Ele teria sido morto por ter dado informações sobre o paradeiro de uma das vítimas aliciadas para a mãe da garota e prestado informações para agentes da PF sobre o funcionamento do esquema de falsificação de documentos.
Além do crime de tráfico interno de pessoas e de falsificação de documentos, os cinco acusados presos serão indiciados pelos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.
fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4382858-EI5030,00-PF+desarticula+bando+que+prostituia+menores+em+Estados.html
sds,
Leide Manuela Santos
Winrock Internacional do Brasil
lsantos@winrock.org.br
(71) 32480701/99029583
Chico Siqueira
Direto de Araçatuba
A Polícia Federal (PF) anunciou nesta quinta-feira a desarticulação de uma quadrilha que aliciava mulheres e meninas de seis Estados para trabalhar em três casas noturnas no Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Quatro mulheres e um homem, suspeitos de controlar a quadrilha foram presas na Operação Ateneia, coordenada pela PF do Tocantins. Também foi detido um número não divulgado de garotas - entre elas menores de 18 anos - que trabalhavam nos bordéis em Aparecida do Taboado (MS), Paranaíba (MS) e Frutal (MG).
Em Paranaíba foi presa uma mulher e o filho que seriam os mentores do esquema. Ela é acusada de ser o chefe do bando e o filho, responsável por falsificar os documentos das menores. A quadrilha também contava com os serviços da funcionária de uma agência de turismo de Araguaína (TO) que, além de aliciar as mulheres e adolescentes, segundo a PF, era responsável pelo transporte das mesmas.
Segundo a agente Karen Cristina Dunder, entre 15 e 30 menores foram aliciadas nos Estados do Pará, Tocantins, Maranhão, Ceará, São Paulo e Bahia, para trabalhar nas três boates de prostituição.
"A quadrilha aliciava as mulheres em bares e lanchonetes e as adolescentes em portas de escolas, praças e lanchonetes. Elas eram pobres e recebiam a promessa de emprego honesto, como trabalhar em casas de famílias, de ótimos salários, alimentação e passagens. Mas quando chegavam, eram colocadas no mundo da prostituição" afirmou Karen.
Para manter as menores nas casas e despistar as autoridades, a quadrilha falsificava documentos e fazia dívidas de alto valor em nome das garotas, que também eram mantidas sob vigilância e sofriam agressões morais e físicas caso ameaçassem denunciar a situação às autoridades. "Temos relato de uma delas que depois de sofrer um aborto, foi expulsa de uma das casas de prostituição. Além disso, as garotas eram obrigadas a fazer rodízio nas casas de prostituição", disse a agente federal.
A estimativa dos agentes é de que a quadrilha aliciava pelo menos uma nova garota por semana para fins de exploração sexual. Segundo a polícia, desde o início do ano passado, pelo menos 80 garotas foram exploradas pelo bando. A PF também suspeita que a quadrilha tenha matado um dos seus integrantes. Ele teria sido morto por ter dado informações sobre o paradeiro de uma das vítimas aliciadas para a mãe da garota e prestado informações para agentes da PF sobre o funcionamento do esquema de falsificação de documentos.
Além do crime de tráfico interno de pessoas e de falsificação de documentos, os cinco acusados presos serão indiciados pelos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.
fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4382858-EI5030,00-PF+desarticula+bando+que+prostituia+menores+em+Estados.html
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
Bullying é problema grave e merece atenção: O bullying associa a intimidação e a humilhação das pessoas por parte do agressor
14/04/2010 - 14h26
FERNANDA JUNQUEIRA
Colaboração para o UOL
O bullying sempre aconteceu em todas as escolas, mas por muito tempo a sociedade o considerou "brincadeira de crianças"
REDES SOCIAIS COMO MEIO DE AGRESSÃODICAS PARA OS PAIS
Recém-chegada aos Estados Unidos, a irlandesa Phoebe Prince, 15 anos, manteve um namoro com um dos garotos mais populares da escola onde se matriculou. Esse foi o motivo que levou um grupo de adolescentes a agredi-la verbal, virtual e fisicamente. Cansada, desesperada e com medo da violência, a garota optou pelo suicídio. Phoebe foi encontrada enforcada na escada do prédio onde morava no último dia 14 de janeiro passado. Em março, a Casa Imperial japonesa divulgou uma nota informando que a princesa Aiko, de 8 anos, filha única do herdeiro do trono do Japão, Naruhito, havia deixado de ir à escola após sofrer assédio moral por um grupo de colegas.
Phoebe, Aiko e milhões de outras crianças e adolescentes, meninos e meninas, de todo o mundo são vítimas, diariamente, de um mal que existe há séculos, mas que hoje em dia tem nome “científico” – bullying – e vem alcançando proporções avassaladoras. De acordo com a psicóloga Maria Tereza Maldonado, do Rio de Janeiro, membro da American Family Therapy Academy, o bullying sempre aconteceu em todas as escolas, mas por muito tempo a sociedade o considerou “brincadeira de crianças” e não deu maior importância ao tema. O termo inglês é utilizado para descrever atos de agressão física, verbal e psicológica intencionais e feitos de modo repetitivo.
“É semelhante ao que tradicionalmente acontecia na educação dos filhos: os pais se achavam no direito de xingar, espancar e cometer outras formas de violência para ‘endireitar’ as crianças rebeldes. Atualmente, esses casos vão parar nos Conselhos Tutelares como ações de violência intrafamiliar que precisam ser tratadas para que os pais se conscientizem do direito das crianças de serem educadas sem violência. Com o bullying está começando a acontecer algo idêntico: é preciso trabalhar o conceito de que agressão não é diversão. Condutas de perseguição implacável, mensagens difamadoras e depreciativas, agressões físicas ou verbais não devem ser aceitáveis”, afirma Maria Tereza, autora do livro "A Face Oculta – Uma história de bullying e cyberbullying", editado pela Editora Saraiva.
Segundo a pedagoga Flávia Cristina Oliveira Murbach de Barros, de São Paulo, é necessário levar em conta que os problemas sociais em geral, na escola ou em qualquer outro espaço, vieram a ter mais evidência com a evolução dos estudos sobre o assunto. “Podemos dizer que a partir da década de 1980 houve muitas mudanças políticas e econômicas no país, o que acarreta uma grande mudança na forma de se ver a ciência, a arte e a sociedade como um todo. Assim também passaram a ver a escola e seus problemas por outro ângulo. É necessário destacar ainda que as gerações atuais vivem um momento de banalização da violência, psicológica ou física, o que contribui para o aparecimento de mais violência, como o caso do próprio bullying”, afirma Flávia, que também é doutoranda em Educação pela Unesp Marília (Universidade Estadual de São Paulo) e pesquisadora do Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).
Motivos e sinais
Mais importantes do que as diferentes expressões do bullying, conforme as faixas etárias, são as semelhanças de motivos: visões preconceituosas sobre as pessoas consideradas diferentes da maioria; desejo de exercer poder dominando ou atacando pessoas vistas como mais sensíveis ou retraídas; inveja que estimula a excluir do convívio social os que se destacam intelectualmente.
Em geral, a criança que sofre o assédio moral não conta em casa o que está acontecendo na escola – o universo principal onde o bullying é exercitado (alguns autores expandem o conceito para incluir também as condutas de agressão persistente entre irmãos, vizinhos e parentes) –, mas pais atentos podem identificar o problema.
Os principais sinais são mudanças de comportamento do tipo: não querer ir para as aulas, pedir para mudar de turma, sintomas de angústia (dor de cabeça, de estômago, suor frio), dificuldade de concentração e queda do rendimento escolar. A criança se torna arredia, tensa, preocupada e cansada, de acordo com o especialista norte-americano Allan Beane, autor de “Proteja seu Filho do Bullying - Impeça que ele maltrate os colegas ou seja maltratado por eles” (Editora BestSeller) e do site www.bullyfree.com. O filho de Allan, Curtis, morreu aos 23 anos por culpa indireta do bullying após muito sofrimento.
É preciso escutar
Os pais precisam mostrar-se abertos à escuta, encorajando a criança a expressar seu sofrimento, sem criticá-la por ser “fraca” e sem se apressar a criar soluções que muitas vezes ela não se sentirá em condições de colocar em prática. É importante pensar junto com ela a criação de recursos pessoais e de alianças com os amigos que a tornarão capaz de enfrentar os agressores, da mesma forma que é essencial que a escola promova um programa antibullying eficiente.
Já os pais de uma criança que pratica o bullying devem mostrar ao filho que se divertir à custa do sofrimento dos outros é inaceitável e que ele pode desenvolver maneiras de se destacar com habilidades valiosas. “O diálogo é sempre importante. E saber o porquê das ações como também fazer uma autoavaliação das relações domésticas entre criança-família”, ressalta a pedagoga Flávia.
“Somos formados por nossas relações históricas e sociais, pela relação com os objetos da cultura. Precisamos saber, tanto a escola como a família, o que estamos proporcionando às crianças e aos adolescentes em relação à apropriação da cultura. O que eles estão se apropriando? O que estamos proporcionando? Uma cultura computadorizada? Uma conversa sem relação de reciprocidade? Vale a nossa consciência”, analisa a especialista.
Já a psicóloga Lúcia Cavalcanti de Albuquerque Williams, da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos), avisa que, conforme a gravidade, um psicoterapeuta pode ajudar a criança vitimada ou a autora de bullying, bem como a família a enfrentar o problema. “O que os pais nunca devem fazer é ignorar ou minimizar o problema da criança, nem estimular a agressão ou o revide.”
Ação e reação
Vale a pena ressaltar que algumas crianças criam recursos para lidar com o problema e se desenvolvem normalmente. Outras, no entanto, carregam o sofrimento consigo por um longo período de vida ou acabam se tornando autoras de bullying. “Pode haver ainda sequelas terríveis para a vida adulta, como abandono dos estudos, menores chances de conseguir um emprego, de se relacionar afetivamente, formar uma família, problemas com baixa auto-estima e maiores chances de desenvolver transtornos mentais”, alerta a psicóloga Lúcia Cavalcanti. Há casos graves em que o desespero é tão grande que o adolescente se sente sem saída, adoece e às vezes chega a cometer suicídio – vide o fim trágico de Phoebe Prince.
“O bullying associa a intimidação e a humilhação das pessoas por parte do agressor, resultando em um ataque psicológico, físico e social. A vítima recebe uma alta carga energética dos seus agressores, por isso, muitas vezes, existe um peso acima do suportável, podendo gerar intenções suicidas ou homicidas, como muitos casos que acontecem nas escolas dos Estados Unidos, onde a vítima sai matando seus agressores como forma de aliviar essa carga sobre sua vida", comenta a psicoterapeuta Maura de Albanesi, diretora do Instituto de Psicologia Avançada AMO, de São Paulo. “Por esta razão, os pais precisam buscar ajuda psicológica rapidamente, a fim de também evitar que essa criança se torne um adulto que sofra de fobia social, timidez, medo, apatia e afins", alerta a psicoterapeuta.
FERNANDA JUNQUEIRA
Colaboração para o UOL
O bullying sempre aconteceu em todas as escolas, mas por muito tempo a sociedade o considerou "brincadeira de crianças"
REDES SOCIAIS COMO MEIO DE AGRESSÃODICAS PARA OS PAIS
Recém-chegada aos Estados Unidos, a irlandesa Phoebe Prince, 15 anos, manteve um namoro com um dos garotos mais populares da escola onde se matriculou. Esse foi o motivo que levou um grupo de adolescentes a agredi-la verbal, virtual e fisicamente. Cansada, desesperada e com medo da violência, a garota optou pelo suicídio. Phoebe foi encontrada enforcada na escada do prédio onde morava no último dia 14 de janeiro passado. Em março, a Casa Imperial japonesa divulgou uma nota informando que a princesa Aiko, de 8 anos, filha única do herdeiro do trono do Japão, Naruhito, havia deixado de ir à escola após sofrer assédio moral por um grupo de colegas.
Phoebe, Aiko e milhões de outras crianças e adolescentes, meninos e meninas, de todo o mundo são vítimas, diariamente, de um mal que existe há séculos, mas que hoje em dia tem nome “científico” – bullying – e vem alcançando proporções avassaladoras. De acordo com a psicóloga Maria Tereza Maldonado, do Rio de Janeiro, membro da American Family Therapy Academy, o bullying sempre aconteceu em todas as escolas, mas por muito tempo a sociedade o considerou “brincadeira de crianças” e não deu maior importância ao tema. O termo inglês é utilizado para descrever atos de agressão física, verbal e psicológica intencionais e feitos de modo repetitivo.
“É semelhante ao que tradicionalmente acontecia na educação dos filhos: os pais se achavam no direito de xingar, espancar e cometer outras formas de violência para ‘endireitar’ as crianças rebeldes. Atualmente, esses casos vão parar nos Conselhos Tutelares como ações de violência intrafamiliar que precisam ser tratadas para que os pais se conscientizem do direito das crianças de serem educadas sem violência. Com o bullying está começando a acontecer algo idêntico: é preciso trabalhar o conceito de que agressão não é diversão. Condutas de perseguição implacável, mensagens difamadoras e depreciativas, agressões físicas ou verbais não devem ser aceitáveis”, afirma Maria Tereza, autora do livro "A Face Oculta – Uma história de bullying e cyberbullying", editado pela Editora Saraiva.
Segundo a pedagoga Flávia Cristina Oliveira Murbach de Barros, de São Paulo, é necessário levar em conta que os problemas sociais em geral, na escola ou em qualquer outro espaço, vieram a ter mais evidência com a evolução dos estudos sobre o assunto. “Podemos dizer que a partir da década de 1980 houve muitas mudanças políticas e econômicas no país, o que acarreta uma grande mudança na forma de se ver a ciência, a arte e a sociedade como um todo. Assim também passaram a ver a escola e seus problemas por outro ângulo. É necessário destacar ainda que as gerações atuais vivem um momento de banalização da violência, psicológica ou física, o que contribui para o aparecimento de mais violência, como o caso do próprio bullying”, afirma Flávia, que também é doutoranda em Educação pela Unesp Marília (Universidade Estadual de São Paulo) e pesquisadora do Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).
Motivos e sinais
Mais importantes do que as diferentes expressões do bullying, conforme as faixas etárias, são as semelhanças de motivos: visões preconceituosas sobre as pessoas consideradas diferentes da maioria; desejo de exercer poder dominando ou atacando pessoas vistas como mais sensíveis ou retraídas; inveja que estimula a excluir do convívio social os que se destacam intelectualmente.
Em geral, a criança que sofre o assédio moral não conta em casa o que está acontecendo na escola – o universo principal onde o bullying é exercitado (alguns autores expandem o conceito para incluir também as condutas de agressão persistente entre irmãos, vizinhos e parentes) –, mas pais atentos podem identificar o problema.
Os principais sinais são mudanças de comportamento do tipo: não querer ir para as aulas, pedir para mudar de turma, sintomas de angústia (dor de cabeça, de estômago, suor frio), dificuldade de concentração e queda do rendimento escolar. A criança se torna arredia, tensa, preocupada e cansada, de acordo com o especialista norte-americano Allan Beane, autor de “Proteja seu Filho do Bullying - Impeça que ele maltrate os colegas ou seja maltratado por eles” (Editora BestSeller) e do site www.bullyfree.com. O filho de Allan, Curtis, morreu aos 23 anos por culpa indireta do bullying após muito sofrimento.
É preciso escutar
Os pais precisam mostrar-se abertos à escuta, encorajando a criança a expressar seu sofrimento, sem criticá-la por ser “fraca” e sem se apressar a criar soluções que muitas vezes ela não se sentirá em condições de colocar em prática. É importante pensar junto com ela a criação de recursos pessoais e de alianças com os amigos que a tornarão capaz de enfrentar os agressores, da mesma forma que é essencial que a escola promova um programa antibullying eficiente.
Já os pais de uma criança que pratica o bullying devem mostrar ao filho que se divertir à custa do sofrimento dos outros é inaceitável e que ele pode desenvolver maneiras de se destacar com habilidades valiosas. “O diálogo é sempre importante. E saber o porquê das ações como também fazer uma autoavaliação das relações domésticas entre criança-família”, ressalta a pedagoga Flávia.
“Somos formados por nossas relações históricas e sociais, pela relação com os objetos da cultura. Precisamos saber, tanto a escola como a família, o que estamos proporcionando às crianças e aos adolescentes em relação à apropriação da cultura. O que eles estão se apropriando? O que estamos proporcionando? Uma cultura computadorizada? Uma conversa sem relação de reciprocidade? Vale a nossa consciência”, analisa a especialista.
Já a psicóloga Lúcia Cavalcanti de Albuquerque Williams, da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos), avisa que, conforme a gravidade, um psicoterapeuta pode ajudar a criança vitimada ou a autora de bullying, bem como a família a enfrentar o problema. “O que os pais nunca devem fazer é ignorar ou minimizar o problema da criança, nem estimular a agressão ou o revide.”
Ação e reação
Vale a pena ressaltar que algumas crianças criam recursos para lidar com o problema e se desenvolvem normalmente. Outras, no entanto, carregam o sofrimento consigo por um longo período de vida ou acabam se tornando autoras de bullying. “Pode haver ainda sequelas terríveis para a vida adulta, como abandono dos estudos, menores chances de conseguir um emprego, de se relacionar afetivamente, formar uma família, problemas com baixa auto-estima e maiores chances de desenvolver transtornos mentais”, alerta a psicóloga Lúcia Cavalcanti. Há casos graves em que o desespero é tão grande que o adolescente se sente sem saída, adoece e às vezes chega a cometer suicídio – vide o fim trágico de Phoebe Prince.
“O bullying associa a intimidação e a humilhação das pessoas por parte do agressor, resultando em um ataque psicológico, físico e social. A vítima recebe uma alta carga energética dos seus agressores, por isso, muitas vezes, existe um peso acima do suportável, podendo gerar intenções suicidas ou homicidas, como muitos casos que acontecem nas escolas dos Estados Unidos, onde a vítima sai matando seus agressores como forma de aliviar essa carga sobre sua vida", comenta a psicoterapeuta Maura de Albanesi, diretora do Instituto de Psicologia Avançada AMO, de São Paulo. “Por esta razão, os pais precisam buscar ajuda psicológica rapidamente, a fim de também evitar que essa criança se torne um adulto que sofra de fobia social, timidez, medo, apatia e afins", alerta a psicoterapeuta.
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