26/03/2010 - 16h30
Thiago Chaves-Scarelli
Do UOL Notícias
Em São Paulo
PM aumentará efetivo para conter curiosos
Homem protesta em favor do casal Nardoni e é vaiado por pessoas na porta do fórum
À espera pelo veredicto sobre o futuro de Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni, acusados de assassinarem a menina Isabella, morta aos 5 anos de idade, dezenas de pessoas se aglomeravam na tarde desta sexta-feira (26) diante do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo. Pelo menos dois episódios de agressões física e verbal aconteceram enquanto havia um raro pedido de perdão para os réus.
Entre manifestantes, jornalistas e curiosos, mais de 150 pessoas estão presentes no local. "Vocês estão crucificando essas pessoas igual crucificaram Jesus Cristo", gritou a vendedora Ray Lemos da Mata, 42.
"Se o Nardoni não for condenado, a gente mata ele aqui fora", respondeu o comerciante Carlos Alexandre de Oliveira, 57, que disse ter viajado de Fortaleza para São Paulo na madrugada de hoje só para acompanhar a decisão.
Mais sobre o julgamento
O responsável pela segurança interna do fórum, o capitão Kiryu, da polícia militar, tentava afastar as pessoas da porta do tribunal: "Quem não tiver o que fazer aqui, vá para casa".
A coronel da PM Ricardo de Souza confirmou ao UOL Notícias que, em virtude da expectativa de tumulto na noite de hoje, o efetivo policial de 35 agentes que tem acompanhado o julgamento será reforçado.
Pró e contra
Depois do momento de tensão, a reportagem procurou Ray e Carlos para questionar suas opiniões - e ambos disseram se interessar pelo caso porque viveram caso semelhante na família.
"Cheguei hoje às seis da manhã na rodoviária de São Paulo. Desde o começo eu me interesso. Quando a garota foi jogada, no dia seguinte eu fui visitar o prédio", afirmou Carlos.
Por que tanto interesse? "Vivi um caso semelhante. A gente sente como se fosse da família", acrescentou. "É por isso que a gente larga tudo o que tem para fazer e vem acompanhar".
Ray Lemos da Mata também disse já ter vivido caso parecido - mas, ao contrário de Carlos, acredita na inocência dos réus.
"Acredito plenamente que eles são inocentes. Já vi essa situação. Um familiar foi acusado e preso sem razão, mas depois foi feita justiça", conta ela. "Todo dia que eu vejo esse caso, revivo a outra história".
"Eles são inocentes, Deus vai mostrar quem foi o assassino", defende. "Como pode uma família matar um filho assim? Não é possível."
Questionada se não tinha medo de ser agredida pelos demais, a maioria com camisetas e cartazes contra os Nardoni, ela respondeu: "Se eles me lincharem, eu lincho eles de volta. Não levo desaforo pra casa".
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