- BBC Brasil
Cerca de 40% das vítimas de tráfico de pessoas em Portugal são mulheres de nacionalidade brasileira. Este é o resultado do Relatório Anual de 2009 do Observatório do Tráfico de Seres Humanos, órgão ligado ao Ministério da Administração Interna (Interior) português.
"Podemos traçar um perfil da vítima. É mulher, brasileira e o tráfico destina-se à exploração sexual. É solteira, com mais de 25 anos, e vem para Portugal com uma proposta de trabalho", afirma Joana Daniel Wrabetz, responsável pelo estudo. Ela conta que a maior parte das brasileiras vítimas de tráfico vêm de Goiás, Minas Gerais e de Estados do Nordeste.
O estudo foi feito baseado em 84 casos sinalizados durante o ano de 2009, dos quais sete já foram levados a julgamento. Em relação aos agressores, também foi estabelecido um perfil.
"Geralmente é um português que conhece os prostíbulos onde pode colocar as vítimas, muitas vezes em parceria com um estrangeiro", relata Joana.
Ela distingue o tráfico da imigração ilegal para a prostituição. "No tráfico, depois de entrar no país, as vítimas perdem seus direitos, estão a ser violentadas e ficam reduzidas a uma situação de escravatura. O fato de que muitas brasileiras tenham vindo sabendo que iam trabalhar na prostituição não pode servir de desculpa para justificar o tráfico."
Muitas vezes, além de situações de cárcere privado, as vítimas de tráfico ficam sem documentos. Normalmente, para impedir que as vítimas de tráfico fujam, os documentos da vítima são retirados.
"O tráfico de seres humanos põe em causa a dignidade dos seres humanos. Por isso, o código penal estabeleceu como crime grave a ocultação de documentos ou sua destruição", afirmou o ministro da Administração Interna, Rui Pereira.
Não há dados em Portugal sobre o total de vítimas. "Este é o segundo ano que fazemos o relatório. Não tenho meios para dar uma estimativa do universo total de vítimas de tráfico. Ainda não foi possível reunir dados históricos para elaborar modelos para predizer a realidade", relata Paulo João, da Direção Geral da Administração Interna, órgão ligado ao Ministério da Administração Interna.
Maior comunidade
Para o diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Manuel Jarmela Paulus, o maior número de brasileiros entre as vítimas está relacionado apenas à dimensão da comunidade - com 100 mil pessoas, mais de 20% do total de imigrantes no país.
"Isso não tem nada a ver com nenhuma particularidade do país. Apenas é a comunidade mais numerosa em Portugal", afirma.
O segundo grupo mais numeroso de vítimas é proveniente de países do Leste Europeu.
Segundo Paulus, para combater o tráfico de pessoas, o Serviço de Estrangeiros está trabalhando com as autoridades brasileiras. "As parcerias com a Polícia Federal êm sido exemplares. No Brasil, a questão do tráfico de pessoas também preocupa as autoridades brasileiras."
Sem dar números de operações e de pessoas que teriam sido detidas por tráfico, ele indica como resultados da parceria com a Polícia Federal a presença de agentes brasileiros em Portugal, tomando parte de operações do SEF e de portugueses no Brasil, em operações realizadas pela Polícia Federal.
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terça-feira, 29 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Crianças vítimas de violência doméstica se sentem culpadas pelas agressões
Paulo Roberto Andrade / Agência USP
Em boa parte dos casos de violência doméstica contra a criança, a mãe é a principal agressora. Na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, um estudo mostra que as crianças também se acham culpadas pelas agressões, mesmo quando não fizeram nada. “Já os motivos da violência são vários: os pais descontam nos filhos seus traumas, problemas e frustrações. A violência é uma forma tentar extravasar os problemas e o estresse da vida”, conta a historiadora Mirian Botelho Sagim.
Em março deste ano, Mirian apresentou sua tese de doutorado no Departamento de Psicologia e Educação da FFLCRP, em que analisou a violência contra crianças e adolescentes no ambiente familiar. O estudo constatou os diversos motivos que provocam a violência doméstica, suas conseqüências e as alternativas para lidar com o problema.
Ao todo foram entrevistadas 17 famílias e 77 crianças e adolescentes de 6 a 16 anos. Mirian investigou o comportamento das crianças e adolescentes em relação a algumas formas de violência praticada por seu pai ou padrasto: contra suas mães; contra si próprias e suas mães; e a violência de que são vítimas, praticada por seus pais e mães. Em todas essas situações a criança estava presente nos episódios de violência e interferia nas agressões do seu pai contra sua mãe.
Inúmeros casos foram relatados, muitas vezes pais alcoólatras maximizam a revolta que teriam por coisas pequenas, como por exemplo, quando um filho quebra um prato em casa e mãe o agride por isso. Ciúmes da mãe é um motivo comum para o pai se tornar agressivo, assim como o estresse no trabalho, problemas financeiros, entre outras coisas.
“Há casos em que a própria criança se acha culpada”, descreve Mirian. “Um filho, com fome, pede comida à mãe. Esta acaba respondendo com violência. A criança entende que ela é culpada simplesmente por estar com fome.” Segundo Mirian, na maioria das famílias, caso não aconteça uma intervenção, as agressões vão crescendo e acabam se tornando cíclicas. Qualquer pequena irritação já e motivo para uma agressão, que passa a ocorrer por motivos fúteis. “Com o tempo os filhos consideram as agressões algo que faz parte do cotidiano da família” alerta a pesquisadora.
As agressões no ambiente familiar podem ter reflexos na vida fora de casa. As crianças e adolescentes agredidos tornam-se pessoas violentas. Mirian explica que a criança considera aquilo normal, pois não tem modelos positivos em casa como referência. Houve um caso de uma adolescente que agrediu violentamente uma colega na escola por ciúmes do namorado. A confusão terminou com a garota na Fundação Casa (antiga Febem) e a amiga no hospital. Na entrevista, ela contou à pesquisadora que era molestada sexualmente pelo pai.
Casos graves
Alguns casos de agressões crônicas evoluem para um quadro de tortura, no qual o pai ou a mãe agressora usam de métodos hediondos para punir os filhos. São casos de queimaduras, choques elétricos, instrumentos de tortura, crianças amarradas, acorrentadas, entre outros. Muitos deles acabam no hospital, com fraturas, queimaduras e traumas profundos. Nestas situações, o estudo verificou que a melhor solução é separar a criança do convívio familiar.
Outro ponto observado é que as crianças sentem muito mais a violência psicológica do que uma agressão física. "A violência física dói, mas passa, e a criança acaba esquecendo. Já a violência psicológica fica na memória e a criança carrega consigo por muito tempo", esclarece Mirian. O trauma é tão forte que oito crianças entrevistadas desenvolveram ódio dos pais devido às agressões psicológicas e expressam o desejo de matá-los como uma forma de cessar a violência.
Esperança
Apesar das agressões sofridas, as crianças e adolescentes gostam dos pais e vêem a família como algo bom. “Elas não querem apanhar, preferem tentar resolver o problema, pois têm medo da família se desfazer e de serem mandados a abrigos. De um modo geral, os filhos gostam de ficar em casa quando não há brigas ou discussões. Eles querem apenas que os pais não briguem e não batam neles” explica Mirian.
Mirian acredita ser possível resolver muitos casos com a formação de grupos de apoio à família, que, atuando nos bairros, evitaria o agravamento do problema. Segundo a pesquisa, a conversa é uma das melhores formas de tratar o problema. As crianças e adolescentes entrevistados afirmam que o dia mais feliz do ano é, nesta ordem, o Natal e o dia em que não apanham.
Mais informações: (16) 9131-5825 com Mírian Botelho Sagim, ou pelos e-mails sagimbm@usp.br
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. e mirianfox@hotmail.com
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Em boa parte dos casos de violência doméstica contra a criança, a mãe é a principal agressora. Na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, um estudo mostra que as crianças também se acham culpadas pelas agressões, mesmo quando não fizeram nada. “Já os motivos da violência são vários: os pais descontam nos filhos seus traumas, problemas e frustrações. A violência é uma forma tentar extravasar os problemas e o estresse da vida”, conta a historiadora Mirian Botelho Sagim.
Em março deste ano, Mirian apresentou sua tese de doutorado no Departamento de Psicologia e Educação da FFLCRP, em que analisou a violência contra crianças e adolescentes no ambiente familiar. O estudo constatou os diversos motivos que provocam a violência doméstica, suas conseqüências e as alternativas para lidar com o problema.
Ao todo foram entrevistadas 17 famílias e 77 crianças e adolescentes de 6 a 16 anos. Mirian investigou o comportamento das crianças e adolescentes em relação a algumas formas de violência praticada por seu pai ou padrasto: contra suas mães; contra si próprias e suas mães; e a violência de que são vítimas, praticada por seus pais e mães. Em todas essas situações a criança estava presente nos episódios de violência e interferia nas agressões do seu pai contra sua mãe.
Inúmeros casos foram relatados, muitas vezes pais alcoólatras maximizam a revolta que teriam por coisas pequenas, como por exemplo, quando um filho quebra um prato em casa e mãe o agride por isso. Ciúmes da mãe é um motivo comum para o pai se tornar agressivo, assim como o estresse no trabalho, problemas financeiros, entre outras coisas.
“Há casos em que a própria criança se acha culpada”, descreve Mirian. “Um filho, com fome, pede comida à mãe. Esta acaba respondendo com violência. A criança entende que ela é culpada simplesmente por estar com fome.” Segundo Mirian, na maioria das famílias, caso não aconteça uma intervenção, as agressões vão crescendo e acabam se tornando cíclicas. Qualquer pequena irritação já e motivo para uma agressão, que passa a ocorrer por motivos fúteis. “Com o tempo os filhos consideram as agressões algo que faz parte do cotidiano da família” alerta a pesquisadora.
As agressões no ambiente familiar podem ter reflexos na vida fora de casa. As crianças e adolescentes agredidos tornam-se pessoas violentas. Mirian explica que a criança considera aquilo normal, pois não tem modelos positivos em casa como referência. Houve um caso de uma adolescente que agrediu violentamente uma colega na escola por ciúmes do namorado. A confusão terminou com a garota na Fundação Casa (antiga Febem) e a amiga no hospital. Na entrevista, ela contou à pesquisadora que era molestada sexualmente pelo pai.
Casos graves
Alguns casos de agressões crônicas evoluem para um quadro de tortura, no qual o pai ou a mãe agressora usam de métodos hediondos para punir os filhos. São casos de queimaduras, choques elétricos, instrumentos de tortura, crianças amarradas, acorrentadas, entre outros. Muitos deles acabam no hospital, com fraturas, queimaduras e traumas profundos. Nestas situações, o estudo verificou que a melhor solução é separar a criança do convívio familiar.
Outro ponto observado é que as crianças sentem muito mais a violência psicológica do que uma agressão física. "A violência física dói, mas passa, e a criança acaba esquecendo. Já a violência psicológica fica na memória e a criança carrega consigo por muito tempo", esclarece Mirian. O trauma é tão forte que oito crianças entrevistadas desenvolveram ódio dos pais devido às agressões psicológicas e expressam o desejo de matá-los como uma forma de cessar a violência.
Esperança
Apesar das agressões sofridas, as crianças e adolescentes gostam dos pais e vêem a família como algo bom. “Elas não querem apanhar, preferem tentar resolver o problema, pois têm medo da família se desfazer e de serem mandados a abrigos. De um modo geral, os filhos gostam de ficar em casa quando não há brigas ou discussões. Eles querem apenas que os pais não briguem e não batam neles” explica Mirian.
Mirian acredita ser possível resolver muitos casos com a formação de grupos de apoio à família, que, atuando nos bairros, evitaria o agravamento do problema. Segundo a pesquisa, a conversa é uma das melhores formas de tratar o problema. As crianças e adolescentes entrevistados afirmam que o dia mais feliz do ano é, nesta ordem, o Natal e o dia em que não apanham.
Mais informações: (16) 9131-5825 com Mírian Botelho Sagim, ou pelos e-mails sagimbm@usp.br
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. e mirianfox@hotmail.com
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
Excesso de peso antecipa a puberdade
Gordura pode sinalizar para o cérebro que a criança é mais velha, iniciando o processo de amadurecimento
Números de pesquisa brasileira mostram que 24% das mulheres têm primeira menstruação antes dos 12 anos
GABRIELA CUPANI
JULLIANE SILVEIRA
DE SÃO PAULO
Sobrepeso e obesidade na infância podem adiantar o surgimento dos primeiros sinais da puberdade.
Quanto maior a velocidade de crescimento e o peso nos primeiros anos de vida -especialmente com um ano e meio e aos três anos e meio- maior o risco de a primeira menstruação ocorrer antes dos 12 anos de idade.
O dado é de uma pesquisa da Universidade Federal de Pelotas (RS), que acompanhou mais de 2.000 mulheres desde o nascimento. Dessas, 24% menstruaram antes de completar 12 anos.
A obesidade é mais uma explicação para um fenômeno observado pelos especialistas nos últimos anos: os sinais de amadurecimento do corpo têm aparecido mais precocemente.
Dados internacionais indicam uma antecipação de três a quatro meses por década.
No Brasil, um estudo da USP mostra que, em 1971, a idade média da primeira menstruação era de 13,2 anos; em 1999, caiu para 12,1. Em 1900, a média de idade era de 15 anos.
O EFEITO DA GORDURA
Segundo os autores do estudo de Pelotas, o excesso de peso sinalizaria para o cérebro que a criança é mais velha e que já estaria na hora de enviar sinais para transformar o corpo.
Outra explicação é que o tecido gorduroso produz e transforma hormônios que estimulam o amadurecimento sexual e antecipam os sinais da adolescência.
"Observa-se uma aceleração secular do crescimento e uma das causas é a melhor alimentação", diz a hebiatra Debora Gejer, do serviço de saúde do adolescente do Hospital Sírio-Libanês.
A erotização da infância também é apontada como responsável pelo fenômeno.
"Vejo um aumento no número de casos, não só pelo desenvolvimento físico mas também pelo comportamento. Falamos de meninos e meninas que já beijaram aos dez anos", diz Maurício de Souza Lima, hebiatra do Hospital das Clínicas de SP.
Mas a hipótese da erotização como causa da puberdade antecipada é polêmica.
Jeovany Martinez, epidemiologista responsável pela pesquisa de Pelotas, diz que há trabalhos mostrando que meninas que assistem à TV menstruam mais cedo, até pelo contato com o erótico.
Ainda assim, há outras interpretações para isso. "Quem é mais gordinho faz menos exercícios e assiste mais à TV, e isso pode estar ligado à puberdade", afirma.
QUANDO É DOENÇA
O excesso de peso também ajuda a desencadear a puberdade precoce, uma condição diferente da simples antecipação do processo.
Trata-se de uma doença que ocorre quando os sinais aparecem antes dos oito anos nas meninas e antes dos nove nos meninos.
Isso pode levar a problemas físicos, como baixa estatura. Por isso, a doença deve ser investigada pelo médico e, se for o caso, interrompida com o uso de medicamentos.
Números de pesquisa brasileira mostram que 24% das mulheres têm primeira menstruação antes dos 12 anos
GABRIELA CUPANI
JULLIANE SILVEIRA
DE SÃO PAULO
Sobrepeso e obesidade na infância podem adiantar o surgimento dos primeiros sinais da puberdade.
Quanto maior a velocidade de crescimento e o peso nos primeiros anos de vida -especialmente com um ano e meio e aos três anos e meio- maior o risco de a primeira menstruação ocorrer antes dos 12 anos de idade.
O dado é de uma pesquisa da Universidade Federal de Pelotas (RS), que acompanhou mais de 2.000 mulheres desde o nascimento. Dessas, 24% menstruaram antes de completar 12 anos.
A obesidade é mais uma explicação para um fenômeno observado pelos especialistas nos últimos anos: os sinais de amadurecimento do corpo têm aparecido mais precocemente.
Dados internacionais indicam uma antecipação de três a quatro meses por década.
No Brasil, um estudo da USP mostra que, em 1971, a idade média da primeira menstruação era de 13,2 anos; em 1999, caiu para 12,1. Em 1900, a média de idade era de 15 anos.
O EFEITO DA GORDURA
Segundo os autores do estudo de Pelotas, o excesso de peso sinalizaria para o cérebro que a criança é mais velha e que já estaria na hora de enviar sinais para transformar o corpo.
Outra explicação é que o tecido gorduroso produz e transforma hormônios que estimulam o amadurecimento sexual e antecipam os sinais da adolescência.
"Observa-se uma aceleração secular do crescimento e uma das causas é a melhor alimentação", diz a hebiatra Debora Gejer, do serviço de saúde do adolescente do Hospital Sírio-Libanês.
A erotização da infância também é apontada como responsável pelo fenômeno.
"Vejo um aumento no número de casos, não só pelo desenvolvimento físico mas também pelo comportamento. Falamos de meninos e meninas que já beijaram aos dez anos", diz Maurício de Souza Lima, hebiatra do Hospital das Clínicas de SP.
Mas a hipótese da erotização como causa da puberdade antecipada é polêmica.
Jeovany Martinez, epidemiologista responsável pela pesquisa de Pelotas, diz que há trabalhos mostrando que meninas que assistem à TV menstruam mais cedo, até pelo contato com o erótico.
Ainda assim, há outras interpretações para isso. "Quem é mais gordinho faz menos exercícios e assiste mais à TV, e isso pode estar ligado à puberdade", afirma.
QUANDO É DOENÇA
O excesso de peso também ajuda a desencadear a puberdade precoce, uma condição diferente da simples antecipação do processo.
Trata-se de uma doença que ocorre quando os sinais aparecem antes dos oito anos nas meninas e antes dos nove nos meninos.
Isso pode levar a problemas físicos, como baixa estatura. Por isso, a doença deve ser investigada pelo médico e, se for o caso, interrompida com o uso de medicamentos.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
12 de Junho Dia Nacional e Mundial do Combate ao Trabalho Infantil
É importante que toda a sociedade mundial tenha seu olhar para a proteção da criança e do adolescente quanto ao trabalho infantil.
É dever dos pais e do Estado prover todas as necessidades dos pequeninos e zelar pelo seu bem estar.
Uma Nação se constrói com a valorização das crianças quanto à moradia, saúde e educação.
Ed
É dever dos pais e do Estado prover todas as necessidades dos pequeninos e zelar pelo seu bem estar.
Uma Nação se constrói com a valorização das crianças quanto à moradia, saúde e educação.
Ed
quarta-feira, 9 de junho de 2010
O Brasil também tem seu Josef Fritzl, trata-se do lavrador Pereira
Temos que investigar mais este nosso Brasilsão.
Acredito que exista mais casos, pois faz parte da cultura deste pais.
As crianças não sabem que estão sendo vitimas, elas pensam ser algo normal.
Ed
Pai é preso por manter filha em cárcere e ter sete filhos com ela no MAROBERTA GOMES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE SÃO LUÍS
Publicidade
O lavrador José Agostinho Bispo Pereira, 54, foi preso em flagrante no município de Pinheiro --a 340 km de São Luís (MA)-- sob acusação de abusar, por cerca de 15 anos, da filha --hoje com 28 anos. Pereira teve com ela sete filhos, e os mantinha em cárcere privado no povoado Experimento, a uma hora do município.
Pereira confessou o crime e responderá por cárcere privado e estupro de vulnerável, além de abandono material, abandono intelectual, maus-tratos, pelas condições em que se encontravam a jovem e as crianças. Ele está detido na Delegacia Regional de Pinheiro.
A filha e as sete crianças estão em um abrigo, onde recebem acompanhamento psicológico e médico. A prisão do lavrador foi feita na noite de terça-feira (8), após 15 dias de investigação da Polícia Civil. O caso chegou à polícia por meio de uma denúncia anônima durante uma ação de combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes.
Segundo os delegados responsáveis pela investigação, o acusado começou a abusar da filha quando ela tinha 12 anos e, desde então, vivia maritalmente, escondido no povoado. Com a filha, Pereira tem filhos de 12, 8, 6, 5, 4 e 2 anos, além de um bebê com pouco mais de dois meses.
Nem a moça de 28 anos nem os filhos sabem ler. Segundo a delegada Adriana Meireles, há uma grande dificuldade de se comunicar com eles. Ainda segundo a polícia, Pereira já estava aliciando as duas meninas de 8 e 6 anos.
"Encontramos uma situação bem delicada nesse caso. Foi difícil convencer essas crianças e a moça a entrarem no carro, por exemplo. Eles nunca tinham saído do povoado. Quase não falam, são muito traumatizadas", comentou a delegada. Ao chegar na casa escondida no povoado, foi constatada a falta de comida e de roupas.
De acordo com a polícia, a mulher de Pereira e mãe da jovem abandonou a família quando a filha era pequena. O inquérito da Polícia Civil deverá ficar pronto em 10 dias e será encaminhado para a Promotoria do município de Pinheiro.
Há dois anos um caso semelhante teve repercussão em todo mundo. Em março de 2009, o engenheiro aposentado Josef Fritzl, 73, foi condenado a prisão perpétua por estuprar e prender a filha no porão de sua casa, em Amstetten, no leste da Áustria, por 24 anos. Eles tiveram sete filhos.
Acredito que exista mais casos, pois faz parte da cultura deste pais.
As crianças não sabem que estão sendo vitimas, elas pensam ser algo normal.
Ed
Pai é preso por manter filha em cárcere e ter sete filhos com ela no MAROBERTA GOMES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE SÃO LUÍS
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O lavrador José Agostinho Bispo Pereira, 54, foi preso em flagrante no município de Pinheiro --a 340 km de São Luís (MA)-- sob acusação de abusar, por cerca de 15 anos, da filha --hoje com 28 anos. Pereira teve com ela sete filhos, e os mantinha em cárcere privado no povoado Experimento, a uma hora do município.
Pereira confessou o crime e responderá por cárcere privado e estupro de vulnerável, além de abandono material, abandono intelectual, maus-tratos, pelas condições em que se encontravam a jovem e as crianças. Ele está detido na Delegacia Regional de Pinheiro.
A filha e as sete crianças estão em um abrigo, onde recebem acompanhamento psicológico e médico. A prisão do lavrador foi feita na noite de terça-feira (8), após 15 dias de investigação da Polícia Civil. O caso chegou à polícia por meio de uma denúncia anônima durante uma ação de combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes.
Segundo os delegados responsáveis pela investigação, o acusado começou a abusar da filha quando ela tinha 12 anos e, desde então, vivia maritalmente, escondido no povoado. Com a filha, Pereira tem filhos de 12, 8, 6, 5, 4 e 2 anos, além de um bebê com pouco mais de dois meses.
Nem a moça de 28 anos nem os filhos sabem ler. Segundo a delegada Adriana Meireles, há uma grande dificuldade de se comunicar com eles. Ainda segundo a polícia, Pereira já estava aliciando as duas meninas de 8 e 6 anos.
"Encontramos uma situação bem delicada nesse caso. Foi difícil convencer essas crianças e a moça a entrarem no carro, por exemplo. Eles nunca tinham saído do povoado. Quase não falam, são muito traumatizadas", comentou a delegada. Ao chegar na casa escondida no povoado, foi constatada a falta de comida e de roupas.
De acordo com a polícia, a mulher de Pereira e mãe da jovem abandonou a família quando a filha era pequena. O inquérito da Polícia Civil deverá ficar pronto em 10 dias e será encaminhado para a Promotoria do município de Pinheiro.
Há dois anos um caso semelhante teve repercussão em todo mundo. Em março de 2009, o engenheiro aposentado Josef Fritzl, 73, foi condenado a prisão perpétua por estuprar e prender a filha no porão de sua casa, em Amstetten, no leste da Áustria, por 24 anos. Eles tiveram sete filhos.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Estresse infantil: pais desconhecem o que deixa os filhos preocupados
Um novo estudo mostra que os pais não estão atentos aos sinais de estresse nos seus filhos.
Estudos feitos pela Academia Americana de Psiquiatria (APA) mostram que há uma grande distância entre pais e filhos: os fatores que as crianças indicam como sendo os focos de suas preocupações nem sempre são enxergados, pelos pais, como algo que poderia estressá-las. Isso pode ter repercussões em longo prazo na saúde física e mental desses indivíduos.
Os estudos acompanharam crianças e adolescentes entre 8 e 17 anos, que indicaram que suas maiores preocupações, entre outras coisas, eram sobre seus afazeres escolares, o que pensar do futuro acadêmico e sobre as finanças da família. Esses indivíduos também reportaram sofrer de dores de cabeça constantes, problemas para dormir e dores ou complicações estomacais. Mas o que surpreendeu os pesquisadores foi a total falta de conhecimento, por parte dos pais, sobre os problemas dos filhos.
Apenas 13% dos pais entrevistados notaram o estresse nos filhos
Durante o estudo, uma em cada três crianças (mais de 30%) indicou ter tido dores de cabeça no mês anterior à pesquisa, assim como 44% indicaram problemas com o sono. Mas apenas 13% dos pais associaram essa condição a fatores ligados ao estresse.
Mais da metade dessas crianças indicou também ter grandes preocupações na vida, mas apenas 3% dos pais achavam que seus filhos estavam com algum nível de estresse avançado. Um ponto intrigante foi o fato de que aproximadamente 30% dos filhos se diziam preocupados com a situação econômica da família, fato desconhecido por 82% dos pais.
O estresse crônico, lembra Katherine Nordal, uma das pesquisadoras envolvidas com as pesquisas, pode levar a transtornos mentais assim como piorar a saúde dessas crianças e adolescentes. Para a pesquisadora, é importante que os pais verbalizem o fato de que estarão lá para ouvir os filhos sobre seus problemas e tranquilizá-los quando possível.
“Os pais precisam demonstrar a intenção de se preocuparem com o que aflige seus filhos. Se os pais não são receptivos, as crianças acabam sofrendo mais ainda com os problemas que enfrentam”, diz Nordal.
É interessante observar também que entre os pais, as mulheres foram as que demonstraram os maiores níveis de estresse: 15% das mães, contra apenas 3% dos pais, apresentaram níveis de estresse altíssimos (nota 10 dos 10 pontos possíveis na escala usada). Além de insônia e desregulação dos hábitos alimentares o estresse pode levar a problemas dentro do relacionamento conjugal e entre a família, incluindo os filhos.
com informações da American Psychological Association
Estudos feitos pela Academia Americana de Psiquiatria (APA) mostram que há uma grande distância entre pais e filhos: os fatores que as crianças indicam como sendo os focos de suas preocupações nem sempre são enxergados, pelos pais, como algo que poderia estressá-las. Isso pode ter repercussões em longo prazo na saúde física e mental desses indivíduos.
Os estudos acompanharam crianças e adolescentes entre 8 e 17 anos, que indicaram que suas maiores preocupações, entre outras coisas, eram sobre seus afazeres escolares, o que pensar do futuro acadêmico e sobre as finanças da família. Esses indivíduos também reportaram sofrer de dores de cabeça constantes, problemas para dormir e dores ou complicações estomacais. Mas o que surpreendeu os pesquisadores foi a total falta de conhecimento, por parte dos pais, sobre os problemas dos filhos.
Apenas 13% dos pais entrevistados notaram o estresse nos filhos
Durante o estudo, uma em cada três crianças (mais de 30%) indicou ter tido dores de cabeça no mês anterior à pesquisa, assim como 44% indicaram problemas com o sono. Mas apenas 13% dos pais associaram essa condição a fatores ligados ao estresse.
Mais da metade dessas crianças indicou também ter grandes preocupações na vida, mas apenas 3% dos pais achavam que seus filhos estavam com algum nível de estresse avançado. Um ponto intrigante foi o fato de que aproximadamente 30% dos filhos se diziam preocupados com a situação econômica da família, fato desconhecido por 82% dos pais.
O estresse crônico, lembra Katherine Nordal, uma das pesquisadoras envolvidas com as pesquisas, pode levar a transtornos mentais assim como piorar a saúde dessas crianças e adolescentes. Para a pesquisadora, é importante que os pais verbalizem o fato de que estarão lá para ouvir os filhos sobre seus problemas e tranquilizá-los quando possível.
“Os pais precisam demonstrar a intenção de se preocuparem com o que aflige seus filhos. Se os pais não são receptivos, as crianças acabam sofrendo mais ainda com os problemas que enfrentam”, diz Nordal.
É interessante observar também que entre os pais, as mulheres foram as que demonstraram os maiores níveis de estresse: 15% das mães, contra apenas 3% dos pais, apresentaram níveis de estresse altíssimos (nota 10 dos 10 pontos possíveis na escala usada). Além de insônia e desregulação dos hábitos alimentares o estresse pode levar a problemas dentro do relacionamento conjugal e entre a família, incluindo os filhos.
com informações da American Psychological Association
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Falta vacina contra H1N1 em clínicas particulares brasileiras
Cresce a preocupação por vacinas contra H1N1.
O governo amplia a faixa do grupo de risco das crianças para até 4 anos e 11 meses, ou seja, a campanha foi ampliada para crianças de 2 a 4 anos e 11 meses de idade, sendo que até agora apenas as crianças que tivessem entre 6 meses e 2 anos haviam sido imunizadas contra o vírus.
Essa nova faixa etária apresenta maior vulnerabilidade a desenvolver complicações pela gripe A, depois dos grupos prioritários já incluídos anteriormente.
Esta medida mostra que há uma preocupação quanto à saúde de nossas crianças nesta faixa etária, porém continuo acreditando que seria melhor que toda a população fosse vacinada e assim haveria um menor risco de contrair a Gripe H1N1.
Sendo o pico de contaminação acontecendo em julho e a produção de anticorpos só acontecendo 15 dias depois do recebimento da dose, acredito que ainda a tempo de ser distribuída a vacina para toda a população.
A 20 dias do início do inverno, a vacina contra a gripe H1N1 está em falta nas principais clínicas particulares de São Paulo e do país.
O Ministério da Saúde comprou 113 milhões de doses e quer vacinar 71 milhões de pessoas antes do término da campanha nacional.
O governo terá 42 milhões de doses extras que ainda não têm destino definido e por esta razão acredito que poderia ser distribuída para quase todos.
A população brasileira não pode ser cobaias de um mau planejamento governamental, pois para um país que está batendo todos os recordes de superávit não pode dizer que não há recursos para adquirir a vacina.
A arrecadação de tributos federais totalizou R$ 70,90 bilhões em abril, segundo a Receita Federal.
O que está havendo com o Ministério da Saúde?
No frio, aumenta o risco da contaminação, em função das aglomerações de pessoas em lugares fechados.
Neste mês de Junho estaremos vendo os jogos da seleção brasileira e com certeza haverá aglomerações de pessoas nos bares, lojas, casas, hotéis, etc.
O ideal é que a vacina seja tomada antes do fim da primeira quinzena de junho, porque o corpo só produz anticorpos contra o vírus 15 dias depois de receber a dose.
NÓS BRASILEIROS TEMOS O DIREITO A SAÚDE E O GOVERNO NÃO PODE NOS PRIVAR DELA.
Ed
O governo amplia a faixa do grupo de risco das crianças para até 4 anos e 11 meses, ou seja, a campanha foi ampliada para crianças de 2 a 4 anos e 11 meses de idade, sendo que até agora apenas as crianças que tivessem entre 6 meses e 2 anos haviam sido imunizadas contra o vírus.
Essa nova faixa etária apresenta maior vulnerabilidade a desenvolver complicações pela gripe A, depois dos grupos prioritários já incluídos anteriormente.
Esta medida mostra que há uma preocupação quanto à saúde de nossas crianças nesta faixa etária, porém continuo acreditando que seria melhor que toda a população fosse vacinada e assim haveria um menor risco de contrair a Gripe H1N1.
Sendo o pico de contaminação acontecendo em julho e a produção de anticorpos só acontecendo 15 dias depois do recebimento da dose, acredito que ainda a tempo de ser distribuída a vacina para toda a população.
A 20 dias do início do inverno, a vacina contra a gripe H1N1 está em falta nas principais clínicas particulares de São Paulo e do país.
O Ministério da Saúde comprou 113 milhões de doses e quer vacinar 71 milhões de pessoas antes do término da campanha nacional.
O governo terá 42 milhões de doses extras que ainda não têm destino definido e por esta razão acredito que poderia ser distribuída para quase todos.
A população brasileira não pode ser cobaias de um mau planejamento governamental, pois para um país que está batendo todos os recordes de superávit não pode dizer que não há recursos para adquirir a vacina.
A arrecadação de tributos federais totalizou R$ 70,90 bilhões em abril, segundo a Receita Federal.
O que está havendo com o Ministério da Saúde?
No frio, aumenta o risco da contaminação, em função das aglomerações de pessoas em lugares fechados.
Neste mês de Junho estaremos vendo os jogos da seleção brasileira e com certeza haverá aglomerações de pessoas nos bares, lojas, casas, hotéis, etc.
O ideal é que a vacina seja tomada antes do fim da primeira quinzena de junho, porque o corpo só produz anticorpos contra o vírus 15 dias depois de receber a dose.
NÓS BRASILEIROS TEMOS O DIREITO A SAÚDE E O GOVERNO NÃO PODE NOS PRIVAR DELA.
Ed
segunda-feira, 31 de maio de 2010
CNE discute projeto para acabar com reprovação nos primeiros três anos do ensino fundamental
31/05/2010 - 07h00
Rafael Targino
Em São Paulo
O CNE (Conselho Nacional de Educação) discute um projeto que quer acabar com a reprovação nos três primeiros anos do ensino fundamental, tornando-os um grande “ciclo” de alfabetização. O texto, que deve entrar na pauta do órgão em julho, pode provocar uma mudança no sistema educacional dividido em séries.
Para que o ciclo de três anos entre em vigor, seria necessário que estados e municípios –que têm autonomia para fazer a gestão de seus sistemas educacionais– mudassem a forma seriada de aprendizagem, no qual, no final de cada ano, é feita uma avaliação que pode provocar a reprovação do aluno. A norma que pode sair do CNE não tem o poder de determinar essa mudança e ainda precisaria ser homologada pelo ministro Fernando Haddad.
Segundo a presidente da Câmara de Educação Básica do CNE, Clélia Brandão, a proposta não significa aprovação automática. “Esse período de três anos é de acompanhamento. A criança tem uma maturidade cognitiva referente aos seus seis ou sete anos. Muitas vezes, a retenção constitui-se mais um desestímulo do que um estímulo. Nós temos que nos preocupar com a aprendizagem”, diz.
“Não dá pra você continuar organizando a educação básica da forma que ela vem sendo organizada. Essa forma restringe muito a possibilidade de o aluno aprender de uma forma diferente, porque está todo mundo dentro da série”, afirma Célia.
“A lei brasileira não pode fixar, dizer que a educação básica vai ser seriada ou em ciclos. A princípio, está sendo discutida uma questão de indução do processo”, diz o diretor de concepções e orientações curriculares da Secretaria de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação), Carlos Artexes Simões. Segundo ele, 3,5% das crianças de até seis anos são reprovadas na escola.
Para Demerval Saviani, professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a proposta em tramitação no CNE pode tirar um pouco do que ele chamou de “confusão” dos nove anos no ensino fundamental. “A gente pode imaginar que essa medida, os ciclos de três anos, vem de algum modo tentar equacionar a questão do ensino fundamental de nove anos, começando aos seis”, afirmou. “O MEC tem tomado medidas que, às vezes, se superpõem e se contradizem em si. [Os nove anos] Criaram uma situação um pouco confusa. Não ficou definido o status do ultimo ano da educação infantil e o primeiro do ensino fundamental.”
Em São Paulo, já ocorre a chamada “progressão continuada”, em que o aluno só pode ser retido nos 5° e 9º anos do ensino fundamental e no 3º ano do ensino médio –mesmo assim, apenas uma vez. Ele também precisa cumprir uma frequencia mínima de 75% em todas as séries.
Rafael Targino
Em São Paulo
O CNE (Conselho Nacional de Educação) discute um projeto que quer acabar com a reprovação nos três primeiros anos do ensino fundamental, tornando-os um grande “ciclo” de alfabetização. O texto, que deve entrar na pauta do órgão em julho, pode provocar uma mudança no sistema educacional dividido em séries.
Para que o ciclo de três anos entre em vigor, seria necessário que estados e municípios –que têm autonomia para fazer a gestão de seus sistemas educacionais– mudassem a forma seriada de aprendizagem, no qual, no final de cada ano, é feita uma avaliação que pode provocar a reprovação do aluno. A norma que pode sair do CNE não tem o poder de determinar essa mudança e ainda precisaria ser homologada pelo ministro Fernando Haddad.
Segundo a presidente da Câmara de Educação Básica do CNE, Clélia Brandão, a proposta não significa aprovação automática. “Esse período de três anos é de acompanhamento. A criança tem uma maturidade cognitiva referente aos seus seis ou sete anos. Muitas vezes, a retenção constitui-se mais um desestímulo do que um estímulo. Nós temos que nos preocupar com a aprendizagem”, diz.
“Não dá pra você continuar organizando a educação básica da forma que ela vem sendo organizada. Essa forma restringe muito a possibilidade de o aluno aprender de uma forma diferente, porque está todo mundo dentro da série”, afirma Célia.
“A lei brasileira não pode fixar, dizer que a educação básica vai ser seriada ou em ciclos. A princípio, está sendo discutida uma questão de indução do processo”, diz o diretor de concepções e orientações curriculares da Secretaria de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação), Carlos Artexes Simões. Segundo ele, 3,5% das crianças de até seis anos são reprovadas na escola.
Para Demerval Saviani, professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a proposta em tramitação no CNE pode tirar um pouco do que ele chamou de “confusão” dos nove anos no ensino fundamental. “A gente pode imaginar que essa medida, os ciclos de três anos, vem de algum modo tentar equacionar a questão do ensino fundamental de nove anos, começando aos seis”, afirmou. “O MEC tem tomado medidas que, às vezes, se superpõem e se contradizem em si. [Os nove anos] Criaram uma situação um pouco confusa. Não ficou definido o status do ultimo ano da educação infantil e o primeiro do ensino fundamental.”
Em São Paulo, já ocorre a chamada “progressão continuada”, em que o aluno só pode ser retido nos 5° e 9º anos do ensino fundamental e no 3º ano do ensino médio –mesmo assim, apenas uma vez. Ele também precisa cumprir uma frequencia mínima de 75% em todas as séries.
domingo, 30 de maio de 2010
Tráfico de Pessoas na Copa do Mundo: O perigo realmente existe?
28.05.10 - MUNDO
Tatiana Félix ( Jornalista da Adital )
Enquanto as seleções de futebol e torcedores de todas as partes do
mundo se preparam para acompanhar os jogos da Copa do Mundo de Futebol
na África do Sul, entidades que atuam em prol dos direitos humanos
trabalham para alertar pessoas sobre os perigos da atuação das redes
de crime organizado, que aproveitam de ocasiões como esta para captar
mais vítimas.
Faltando apenas duas semanas para o início do evento na África, a
movimentação de pessoas já se intensifica, assim como o alerta. E o
tráfico de pessoas é o que mais tem preocupado organizações da
sociedade civil que acreditam que eventos esportivos mundiais pode ser
uma ocasião propícia para a atuação dos aliciadores.
O tráfico de seres humano se caracteriza, primeiramente, pela
enganação, com base em falsas promessas de trabalho. Em seguida, a
pessoa traficada se vê vítima de um esquema que a faz trabalhar até a
exaustão para pagar "dívidas" de transporte, alimentação e abrigo.
Este crime é considerado a escravidão dos tempos modernos, pois fere a
dignidade do ser humano, tirando a liberdade do indivíduo.
Desde o início do ano, a Rede de religiosas Um Grito pela Vida e a
Rede Internacional Thalita Khum, fazem campanha para alertar e
prevenir torcedores e população, sobre os perigos deste tipo de
tráfico. A preocupação se justifica justamente porque o crime atua de
forma obscura e silenciosa, fazendo cada vez mais vítimas.
Mas, uma especialista do Instituto de Estudos de Segurança da União
Europeia afirmou que não há motivo para preocupação. Segundo Chandre
Gould, não existe nenhum dado confiável que prove a existência ou
aumento do tráfico de pessoas em eventos esportivos.
Irmã Gabriella Bottani, integrante da Rede um Grito pela Vida, que
atua na prevenção e combate ao tráfico de pessoas, rebateu a
declaração da especialista e disse que "o que é certo é que dados
concretos não existem, porque ninguém tem". Mas, esclareceu que a
partir de avaliações dos casos atendidos, é possível identificar a
ocorrência do tráfico e a forma como o crime atua. Além disso, é
importante lembrar que muitas vítimas não denunciam, já que recebem
constantes ameaças.
Na última Copa, realizada na Alemanha em 2006, ainda não existia uma
observação mais aprofundada sobre o tema. No entanto, pela primeira
vez, será promovida uma investigação nas cidades-sede da Copa, para
avaliar se o evento desencadeia um aumento da oferta e da demanda na
área da prostituição, que em alguns casos, pode ter vítimas do
tráfico. A exploração sexual de mulheres e crianças é uma das
principais atividades do tráfico de seres humanos.
Para irmã Gabriella, mais importante do que saber os dados da
ocorrência deste delito ou se o crime vai aumentar ou não, é o
trabalho de prevenção. "É sempre positivo informar e alertar sobre um
crime em um evento de grande impacto como a Copa, para sensibilizar a
população", afirmou.
A Copa na África do Sul será a primeira oportunidade para observar se
existe de fato um aumento de casos de tráfico humano em eventos
esportivos mundiais. A investigação deve ser feita por uma
universidade de Joanesburgo, capital do país sede da Copa 2010.
http://www.adital.com.br/hotsite_trafico/noticia.asp?lang=PT&cod=48152
Repassado por:
Leide Manuela Santos
Winrock Internacional do Brasil
lsantos@winrock.org.br
(71) 32480701/99029583
Tatiana Félix ( Jornalista da Adital )
Enquanto as seleções de futebol e torcedores de todas as partes do
mundo se preparam para acompanhar os jogos da Copa do Mundo de Futebol
na África do Sul, entidades que atuam em prol dos direitos humanos
trabalham para alertar pessoas sobre os perigos da atuação das redes
de crime organizado, que aproveitam de ocasiões como esta para captar
mais vítimas.
Faltando apenas duas semanas para o início do evento na África, a
movimentação de pessoas já se intensifica, assim como o alerta. E o
tráfico de pessoas é o que mais tem preocupado organizações da
sociedade civil que acreditam que eventos esportivos mundiais pode ser
uma ocasião propícia para a atuação dos aliciadores.
O tráfico de seres humano se caracteriza, primeiramente, pela
enganação, com base em falsas promessas de trabalho. Em seguida, a
pessoa traficada se vê vítima de um esquema que a faz trabalhar até a
exaustão para pagar "dívidas" de transporte, alimentação e abrigo.
Este crime é considerado a escravidão dos tempos modernos, pois fere a
dignidade do ser humano, tirando a liberdade do indivíduo.
Desde o início do ano, a Rede de religiosas Um Grito pela Vida e a
Rede Internacional Thalita Khum, fazem campanha para alertar e
prevenir torcedores e população, sobre os perigos deste tipo de
tráfico. A preocupação se justifica justamente porque o crime atua de
forma obscura e silenciosa, fazendo cada vez mais vítimas.
Mas, uma especialista do Instituto de Estudos de Segurança da União
Europeia afirmou que não há motivo para preocupação. Segundo Chandre
Gould, não existe nenhum dado confiável que prove a existência ou
aumento do tráfico de pessoas em eventos esportivos.
Irmã Gabriella Bottani, integrante da Rede um Grito pela Vida, que
atua na prevenção e combate ao tráfico de pessoas, rebateu a
declaração da especialista e disse que "o que é certo é que dados
concretos não existem, porque ninguém tem". Mas, esclareceu que a
partir de avaliações dos casos atendidos, é possível identificar a
ocorrência do tráfico e a forma como o crime atua. Além disso, é
importante lembrar que muitas vítimas não denunciam, já que recebem
constantes ameaças.
Na última Copa, realizada na Alemanha em 2006, ainda não existia uma
observação mais aprofundada sobre o tema. No entanto, pela primeira
vez, será promovida uma investigação nas cidades-sede da Copa, para
avaliar se o evento desencadeia um aumento da oferta e da demanda na
área da prostituição, que em alguns casos, pode ter vítimas do
tráfico. A exploração sexual de mulheres e crianças é uma das
principais atividades do tráfico de seres humanos.
Para irmã Gabriella, mais importante do que saber os dados da
ocorrência deste delito ou se o crime vai aumentar ou não, é o
trabalho de prevenção. "É sempre positivo informar e alertar sobre um
crime em um evento de grande impacto como a Copa, para sensibilizar a
população", afirmou.
A Copa na África do Sul será a primeira oportunidade para observar se
existe de fato um aumento de casos de tráfico humano em eventos
esportivos mundiais. A investigação deve ser feita por uma
universidade de Joanesburgo, capital do país sede da Copa 2010.
http://www.adital.com.br/hotsite_trafico/noticia.asp?lang=PT&cod=48152
Repassado por:
Leide Manuela Santos
Winrock Internacional do Brasil
lsantos@winrock.org.br
(71) 32480701/99029583
sábado, 29 de maio de 2010
Sequestrada aos 7 meses, Maíra Luiza reencontra a família 15 anos depois ( Brasil )
A reportagem que segue abaixo, causou-me profunda comoção.
Chorei mesmo, ao ver a alegria da volta, do retorno ao lar e do completar.
Situação esta, que já presenciei muitas vezes em minha vida.
Não há palavras para expressar esta situação, a não ser relatar.
Uma coisa não podemos nos conformar.
É que esta pessoa que sequestrou fique impune.
Com certeza há condições de indentifica-la e fazê-la pagar pelo seu crime.
Onde ela está?
Com a palavra, nossas autoridades:
Ed
ELIDA OLIVEIRA DE SÃO PAULO
Ela foi sequestrada aos sete meses de vida. Chegou a ser adotada. Voltou para uma das várias casas de assistência social por onde passou. Fugiu 29 vezes. Morou nas ruas. Nesta semana, finalmente achou o que sempre queria: sua família.
Essa é a saga de Maíra Luiza Bueno, 15. A história começou em 1995, quando Maíra foi sequestrada em Piraquara (21 km de Curitiba). A avó Maria da Penha Paulino, hoje com 57 anos, diz que foi a vizinha que levou o bebê.
Ela e a mãe, Andreia Amália Bueno, hoje com 36, trabalhavam como ambulantes no centro de Curitiba e sempre deixavam Maíra e a certidão de nascimento da criança com a vizinha, caso ela precisasse levá-la ao posto de saúde numa emergência.
Numa certa noite, ao voltar do trabalho, a avó encontrou a casa da vizinha fechada. Desconfiou que algo estava errado e confirmou os maus presságios depois: a mulher havia sumido com a neta, sem deixar notícias.
Três anos depois, Maíra foi abandonada --não se sabe por quem-- num abrigo em Presidente Prudente, no interior de SP e a 582 km de Piraquara. E foi adotada.
Mas a menina não se deu bem com a nova família. As discussões eram constantes e, aos 12 anos, Maíra foi parar em um abrigo. Na sua versão, fugiu. O abrigo diz que ela foi deixada pelos pais adotivos.
Rotina de Fugas
Maíra iniciou uma série de fugas --foram 29. Ela conta ter passado noites na rua, com fome e frio. Há dois anos, sua sorte começou a mudar. Uma ordem judicial determinou que ficasse no Centro de Referência da População Migrante de Rua, em Presidente Prudente.
A coordenadora do centro, Avelina Campos, e a educadora Edmeia Arenales passaram a investigar qual era, afinal, a família de Maíra. Cruzaram dados da certidão de nascimento dela com os de diversos bancos de dados.
O documento, que foi roubado pela sequestradora com a menina, facilitou o crime e o trânsito entre Estados, mas foi também o elo principal para o reencontro.
Campos e Arenales encontraram o nome da avó de Maíra cadastrado no programa Bolsa Família, em Campo Largo (PR), onde mora.
Acionaram a prefeitura da cidade, que indicou o conselheiro tutelar Jorge Luiz do Nascimento, 46, para continuar as buscas. Foi ele quem comprovou que se tratava de fato de avó e neta.
Maíra diz que não se lembrar de muita coisa. Sabe apenas que foi deixada no abrigo por uma loira que se dizia sua mãe e que prometia voltar para buscá-la.
O reencontro tão esperado aconteceu na manhã da última quarta-feira, no abrigo, em Presidente Prudente. Houve choro e abraços. "Foi emocionante", diz a menina. "Era a única que faltava para a nossa família ficar completa", afirma a avó.
Novo endereço
Desde ontem (28), Maíra tem um novo endereço. Mora em uma casa simples com avó, mãe (que não teve outros filhos), tios e primos em Campo Largo. A readaptação será acompanhada de perto por assistentes sociais da cidade.
"Era exatamente o que eu imaginava: uma família grande, com primos e um tio engraçado. Não existe amor maior do que o da família de verdade", diz Maíra.
Jonas Oliveira/Folhapress
Ao lado da avó, a adolescente que foi sequestrada há 15 anos no interior de São Paulo
Chorei mesmo, ao ver a alegria da volta, do retorno ao lar e do completar.
Situação esta, que já presenciei muitas vezes em minha vida.
Não há palavras para expressar esta situação, a não ser relatar.
Uma coisa não podemos nos conformar.
É que esta pessoa que sequestrou fique impune.
Com certeza há condições de indentifica-la e fazê-la pagar pelo seu crime.
Onde ela está?
Com a palavra, nossas autoridades:
Ed
ELIDA OLIVEIRA DE SÃO PAULO
Ela foi sequestrada aos sete meses de vida. Chegou a ser adotada. Voltou para uma das várias casas de assistência social por onde passou. Fugiu 29 vezes. Morou nas ruas. Nesta semana, finalmente achou o que sempre queria: sua família.
Essa é a saga de Maíra Luiza Bueno, 15. A história começou em 1995, quando Maíra foi sequestrada em Piraquara (21 km de Curitiba). A avó Maria da Penha Paulino, hoje com 57 anos, diz que foi a vizinha que levou o bebê.
Ela e a mãe, Andreia Amália Bueno, hoje com 36, trabalhavam como ambulantes no centro de Curitiba e sempre deixavam Maíra e a certidão de nascimento da criança com a vizinha, caso ela precisasse levá-la ao posto de saúde numa emergência.
Numa certa noite, ao voltar do trabalho, a avó encontrou a casa da vizinha fechada. Desconfiou que algo estava errado e confirmou os maus presságios depois: a mulher havia sumido com a neta, sem deixar notícias.
Três anos depois, Maíra foi abandonada --não se sabe por quem-- num abrigo em Presidente Prudente, no interior de SP e a 582 km de Piraquara. E foi adotada.
Mas a menina não se deu bem com a nova família. As discussões eram constantes e, aos 12 anos, Maíra foi parar em um abrigo. Na sua versão, fugiu. O abrigo diz que ela foi deixada pelos pais adotivos.
Rotina de Fugas
Maíra iniciou uma série de fugas --foram 29. Ela conta ter passado noites na rua, com fome e frio. Há dois anos, sua sorte começou a mudar. Uma ordem judicial determinou que ficasse no Centro de Referência da População Migrante de Rua, em Presidente Prudente.
A coordenadora do centro, Avelina Campos, e a educadora Edmeia Arenales passaram a investigar qual era, afinal, a família de Maíra. Cruzaram dados da certidão de nascimento dela com os de diversos bancos de dados.
O documento, que foi roubado pela sequestradora com a menina, facilitou o crime e o trânsito entre Estados, mas foi também o elo principal para o reencontro.
Campos e Arenales encontraram o nome da avó de Maíra cadastrado no programa Bolsa Família, em Campo Largo (PR), onde mora.
Acionaram a prefeitura da cidade, que indicou o conselheiro tutelar Jorge Luiz do Nascimento, 46, para continuar as buscas. Foi ele quem comprovou que se tratava de fato de avó e neta.
Maíra diz que não se lembrar de muita coisa. Sabe apenas que foi deixada no abrigo por uma loira que se dizia sua mãe e que prometia voltar para buscá-la.
O reencontro tão esperado aconteceu na manhã da última quarta-feira, no abrigo, em Presidente Prudente. Houve choro e abraços. "Foi emocionante", diz a menina. "Era a única que faltava para a nossa família ficar completa", afirma a avó.
Novo endereço
Desde ontem (28), Maíra tem um novo endereço. Mora em uma casa simples com avó, mãe (que não teve outros filhos), tios e primos em Campo Largo. A readaptação será acompanhada de perto por assistentes sociais da cidade.
"Era exatamente o que eu imaginava: uma família grande, com primos e um tio engraçado. Não existe amor maior do que o da família de verdade", diz Maíra.
Jonas Oliveira/Folhapress
Ao lado da avó, a adolescente que foi sequestrada há 15 anos no interior de São Paulo
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Pai mata o filho, esfaqueia a filha, e tenta suicídio em MG (Brasil)
A Matéria publicada pela folha abaixo, relata mais uma tragédia do cotidiano brasileiro.
Sempre as crianças acabam sendo o alvo dos conflitos de seus pais.
Quando não, da distração deles.
O que importa é que nossas crianças sempre foram depositários de problemas gerados pelos adultos.
Não há mais espaço para estas tragédias aqui no Brasil, estamos cansados.
É policial matando crianças e depois fazendo a averiguação, é pai matando seus filhos por ciúmes da mulher e pais matando seus filhos jogando de prédios.
Até onde? Meu Deus até onde?
Não há condições de continuarmos pagando altos impostos e nada sendo feito, não há condições de continuarmos a acreditar em promessas de candidatos.
Por que temos que votar nestas pessoas?
Que democracia é esta que algema seus eleitores, obrigando-os a votar nos candidatos que os partidos julgam estar qualificados para dirigir o país?
Como é esta direção, se não fazem o melhor para a população?
Que droga é esta de democracia brasileira?
Esta democracia apenas está focando o bem dos ricos, está gerando analfabetismos, falta de pessoal qualificado para preencherem as vagas de trabalho das empresas, péssima educação, saúde pobre para os pobres e má distribuição das riquezas deste gigante Brasil.
Acredito que se um presidente não focar estes alvos, deveria ser retirado do poder e realizada novas eleições até aparecer um presidente realmente focado no bem da população brasileira.
Assim teremos uma proteção mais qualificada para nossas crianças que deve ser o presente e não só o futuro desta nação.
Ed
25/05/2003 - 17h26
da Folha Online
Um menino de 5 anos foi morto na manhã de hoje pelo próprio pai, com um golpe de faca no peito, no município de Guaraciama, em Minas Gerais.
Segundo informações da Polícia militar, José dos Reis Freitas Godinho, não aceitava a separação de sua mulher. Embriagado, quando a viu conversando com outro homem tentou agredi-la com uma faca, mas ela conseguiu fugir.
Ao chegar em casa, ele usou a faca para esfaquear seu filho, E.L.G., que morreu na hora. Em seguida esfaqueou também sua filha, H.L.G., 4, também no peito e tentou suicídio esfaqueando o próprio abdômen com várias vezes.
Tanto Godinho como a filha foram socorridos ao hospital do município de Bocaiuva, e em seguida foram transferidos para o hospital de Montes Claros. O agressor está em estado grave, mas recebeu voz de prisão em flagrante e está sob escolta militar.
H.L.G. também está em estado grave.
Sempre as crianças acabam sendo o alvo dos conflitos de seus pais.
Quando não, da distração deles.
O que importa é que nossas crianças sempre foram depositários de problemas gerados pelos adultos.
Não há mais espaço para estas tragédias aqui no Brasil, estamos cansados.
É policial matando crianças e depois fazendo a averiguação, é pai matando seus filhos por ciúmes da mulher e pais matando seus filhos jogando de prédios.
Até onde? Meu Deus até onde?
Não há condições de continuarmos pagando altos impostos e nada sendo feito, não há condições de continuarmos a acreditar em promessas de candidatos.
Por que temos que votar nestas pessoas?
Que democracia é esta que algema seus eleitores, obrigando-os a votar nos candidatos que os partidos julgam estar qualificados para dirigir o país?
Como é esta direção, se não fazem o melhor para a população?
Que droga é esta de democracia brasileira?
Esta democracia apenas está focando o bem dos ricos, está gerando analfabetismos, falta de pessoal qualificado para preencherem as vagas de trabalho das empresas, péssima educação, saúde pobre para os pobres e má distribuição das riquezas deste gigante Brasil.
Acredito que se um presidente não focar estes alvos, deveria ser retirado do poder e realizada novas eleições até aparecer um presidente realmente focado no bem da população brasileira.
Assim teremos uma proteção mais qualificada para nossas crianças que deve ser o presente e não só o futuro desta nação.
Ed
25/05/2003 - 17h26
da Folha Online
Um menino de 5 anos foi morto na manhã de hoje pelo próprio pai, com um golpe de faca no peito, no município de Guaraciama, em Minas Gerais.
Segundo informações da Polícia militar, José dos Reis Freitas Godinho, não aceitava a separação de sua mulher. Embriagado, quando a viu conversando com outro homem tentou agredi-la com uma faca, mas ela conseguiu fugir.
Ao chegar em casa, ele usou a faca para esfaquear seu filho, E.L.G., que morreu na hora. Em seguida esfaqueou também sua filha, H.L.G., 4, também no peito e tentou suicídio esfaqueando o próprio abdômen com várias vezes.
Tanto Godinho como a filha foram socorridos ao hospital do município de Bocaiuva, e em seguida foram transferidos para o hospital de Montes Claros. O agressor está em estado grave, mas recebeu voz de prisão em flagrante e está sob escolta militar.
H.L.G. também está em estado grave.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Bebê de um mês sofre abuso sexual em Belém/PA (Brasil)
A cada dia fico mais convencido que o Brasil além de ser o "País dos impostos" é também a "País da pedofilia".
É impressionante como estamos testemunhando mais e mais casos de pessoas próximas à família, sendo os protagonistas de horríveis e covardes atos contra uma criança indefesa neste nosso Brasil.
O que fazer?
Temos que agir no rigor da lei sim, mas também buscarmos saber por que essas pessoas cometem estes atos.
Temos que buscar a cura ou um tratamento e não só jogarmos elas nas selas, para depois soltá-las para que voltem a praticar os mesmos atos.
Não adianta fazermos discursos sem elaborarmos propostas que realmente busquem soluções para esta maldita doença.
Acredito que no Brasil, isso faz parte da cultura do povo, alimentada pelo medo e incapacidade de auto-sustento por parte das mães ou companheiras de homens cuja vida também foi massacrada pela falta de educação que deveria ter recebido em sua casa e na escola que estudou, se é que chegou a ter um lar ou frequentou alguma escola.
Algo sério precisa ser feito, talvez uma campanha publicitária mais agressiva despertando a população á agir através do conhecimento de que este ato é crime e deve ser denunciado pelo disque 100.
O que fazer? Vejam a matéria publicada pelo R7 e o vídeo também logo abaixo.
Alguém poderia aproveitar o campo de documentários deste Blog, para manifestar suas opiniões e sugestões.
Está aberto para quem desejar.
Ed
Suspeito está foragido, mas é procurado pela polícia e por populares, que querem linchá-lo
Um bebê de um mês foi estuprado supostamente por um homem de 42 anos em Belém (PA). O suspeito pelo crime está foragido. A mulher dele, que também é avó da menina que sofreu o abuso sexual, disse não saber onde o marido está e afirma que ele já foi acusado por um outro caso de pedofilia em 2009. Os dois estavam casados há dez anos.
A criança estuprada foi socorrida e precisou passar por uma operação. O quadro de saúde dela é considerado estável pelo médicos. A polícia ouviu testemunhas e deve pedir a prisão preventiva do suspeito. Mas moradores da região onde o crime ocorreu, revoltados com o abuso, também procuram o homem e já o ameaçaram de linchamento.
Assista ao vídeo:
http://noticias.r7.com/rio-e-cidades/noticias/bebe-de-um-mes-sofre-abuso-sexual-em-belem-20100525.html
Fonte: R7
É impressionante como estamos testemunhando mais e mais casos de pessoas próximas à família, sendo os protagonistas de horríveis e covardes atos contra uma criança indefesa neste nosso Brasil.
O que fazer?
Temos que agir no rigor da lei sim, mas também buscarmos saber por que essas pessoas cometem estes atos.
Temos que buscar a cura ou um tratamento e não só jogarmos elas nas selas, para depois soltá-las para que voltem a praticar os mesmos atos.
Não adianta fazermos discursos sem elaborarmos propostas que realmente busquem soluções para esta maldita doença.
Acredito que no Brasil, isso faz parte da cultura do povo, alimentada pelo medo e incapacidade de auto-sustento por parte das mães ou companheiras de homens cuja vida também foi massacrada pela falta de educação que deveria ter recebido em sua casa e na escola que estudou, se é que chegou a ter um lar ou frequentou alguma escola.
Algo sério precisa ser feito, talvez uma campanha publicitária mais agressiva despertando a população á agir através do conhecimento de que este ato é crime e deve ser denunciado pelo disque 100.
O que fazer? Vejam a matéria publicada pelo R7 e o vídeo também logo abaixo.
Alguém poderia aproveitar o campo de documentários deste Blog, para manifestar suas opiniões e sugestões.
Está aberto para quem desejar.
Ed
Suspeito está foragido, mas é procurado pela polícia e por populares, que querem linchá-lo
Um bebê de um mês foi estuprado supostamente por um homem de 42 anos em Belém (PA). O suspeito pelo crime está foragido. A mulher dele, que também é avó da menina que sofreu o abuso sexual, disse não saber onde o marido está e afirma que ele já foi acusado por um outro caso de pedofilia em 2009. Os dois estavam casados há dez anos.
A criança estuprada foi socorrida e precisou passar por uma operação. O quadro de saúde dela é considerado estável pelo médicos. A polícia ouviu testemunhas e deve pedir a prisão preventiva do suspeito. Mas moradores da região onde o crime ocorreu, revoltados com o abuso, também procuram o homem e já o ameaçaram de linchamento.
Assista ao vídeo:
http://noticias.r7.com/rio-e-cidades/noticias/bebe-de-um-mes-sofre-abuso-sexual-em-belem-20100525.html
Fonte: R7
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