Menina de 10 anos recebeu alta, (12/4/2010)
Diario de Pernambuco
Após ser submetida a aborto legal, menor estuprada por padrasto será acompanhada por médicos
A menina de dez anos que foi submetida a um procedimento de aborto legal no Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam) teve alta ontem. Ela deixou a unidade de saúde acompanhada pela mãe e por representantes do Conselho Tutelar de Jaboatão dos Guararapes. Ao longo da semana, ela deverá ficar de repouso e ser acompanhada por uma equipe médica. A garota estava internada na unidade de saúde desde a última sexta-feira, quando começou a receber a medicação para abortar. A finalização do procedimento foi feita no último sábado, quando os médicos do Cisam realizaram a curetagem. A garota foi para o Cisam depois de ser descoberto que ela havia engravidado em decorrência do estupro cometido pelo padrasto. Parte da equipe médica (com umas oito pessoas) que realizou o procedimento foi a mesma que fez o aborto na menina da cidade de Alagoinha, ano passado, e que havia sido excomungada pelo então arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho.
A diretora da unidade de saúde, Fátima Maia, disse que não houve nenhuma complicação e que a recuperação deve ser boa, por isso já recebeu alta. Ela só precisará ficar quieta para evitar hemorragia. Já recebeu os encaminhamentos para os outros médicos, pois durante um tempo precisará fazer exames e passar por consultas, ressaltou a médica. Mãe e filha estão abaladas e deverão continuar a ser acompanhadas por psicólogos.
Ainda não há uma definição se ela continuará morando na casa onde aconteceram os estupros. Uma equipe do Governo do Estado está dando suporte nesse sentido, mas nada foi decidido. Vou conversar com a mãe para saber o que ela pensa em fazer, contou o conselheiro tutelar Eduarte Santos.
Hoje, a delegada da Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA) Mariana Vilasboas vai ouvir o depoimento da irmã da vítima. A delegada quer esclarecer algumas dúvidas com relação à postura do padrasto. A minha expectativa é concluir o inquérito até, no máximo, sexta-feira, afirmou Mariana Vilasboas. O padrastro da criança, um homem de 44 anos, foi autuadoem flagrante na última quinta-feira, por estupro de incapaz e está preso no Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima.
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terça-feira, 13 de abril de 2010
VIOLÊNCIA/ENTREVISTA: 'Educação é o melhor instrumento contra a violência entre jovens'
Jacobo Waiselfisz: 'Educação é o melhor instrumento contra a violência entre jovens'
Por Cristina Falasco
São Paulo, 10 (AE) - O crescimento da violência no interior do Brasil e o aumento no número de jovens assassinados estão entre as questões mais preocupantes reveladas no "Mapa da Violência 2010 - Anatomia dos Homicídios no Brasil", divulgado em 30 de março, na capital paulista. Para o autor do estudo, o sociólogo argentino Julio Jacobo Waiselfisz, os dados mostram que "a história da violência homicida no País é a história do assassinato de sua juventude". O pesquisador aponta que só a educação pode promover a inclusão social e combater de maneira eficaz a violência entre jovens.
Radicado no Brasil há mais de 30 anos, Waiselfisz, que é diretor de pesquisas do Instituto Sangari, braço social da Sangari Brasil, já mapeou a violência no País em outros dez estudos: seis apenas sobre violência entre jovens, dois com foco nos municípios, um exclusivo sobre São Paulo e um sobre juventude e violência na América Latina. A seguir, trechos da entrevista concedida por ele, por e-mail, à reportagem:
O Mapa da Violência 2010 mostra que as taxas de homicídio estão caindo nas regiões metropolitanas, mas crescendo no interior do País. Quando começou a interiorização da violência?
JULIO JACOBO WAISELFISZ - A interiorização da violência é um fenômeno que começou a ser observado de meados para fins da década de 1990, quando os índices de aumento das taxas de homicídio nas capitais e grandes regiões metropolitanas estagnaram. Até aquele momento e desde que começaram a ser divulgados os dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, em 1979, os polos dinâmicos do crescimento dos homicídios radicavam-se nas grandes metrópoles. A partir de fins da década de 1990 e até 2003, esses índices estagnaram: nas capitais, em torno de 45 homicídios em 100 mil habitantes e, nas regiões metropolitanas, em torno de 49 também em 100 mil habitantes. A partir daquela data, as taxas de ambas as áreas regridem significativamente para 37 homicídios a cada grupo de 100 mil habitantes em 2007. Nesse ínterim, as taxas do interior não pararam de crescer, passando de 13,5 para 18,5 homicídios em 100 mil.
Quais as principais causas dessa mudança ?
WAISELFISZ - Vários fatores parecem explicar esse fenômeno da interiorização da violência. Um deles é o Fundo Nacional de Segurança, implementado em consequência do novo Plano Nacional de Segurança de 1999. Ele canalizou recursos para as metrópoles mais violentas do País, tornando mais eficientes as condições de enfrentamento da criminalidade nessas áreas. Outro fator foi um forte processo de desconcentração econômica, com migração de investimentos e demanda de mão de obra das metrópoles para o interior, ao oferecer incentivos fiscais e condições operacionais favoráveis. Mais dinheiro circulando no interior atrai a criminalidade.
Em 2007, a população jovem (15 a 24 anos) representava apenas 18,6% da população total do País. Apesar disso, concentrava 36,6% dos homicídios registrados nesse ano. Quais os principais indicadores da concentração de homicídios na juventude?
WAISELFISZ - Se dividirmos a população em dois grandes grupos - os jovens (15 a 24 anos de idade) e os não-jovens (aqueles com menos de 15 anos de idade e aqueles que ultrapassaram a faixa de 25 anos) - teríamos o seguinte panorama: os homicídios na faixa não-jovem permaneceram estagnados ou até caíram levemente ao longo dos anos. Efetivamente, em 1980, a taxa de homicídios entre os não-jovens foi de 21,2 homicídios em 100 mil não-jovens, que cai para 18,1 em 1990 e fica em 19,6 em 2007; já entre os jovens, essa taxa foi de 30 homicídios em 100 mil jovens em 1980, e pula para 38,8 em 1990 e para 50,1 em 2007. Esses dados evidenciam que a história da violência homicida no Brasil é a história do assassinato de sua juventude. Só nessa faixa se registram aumentos nos níveis de violência.
Qual o papel da educação no enfrentamento da violência juvenil?
WAISELFISZ - No Mapa da Violência ponderamos que existe uma diversidade de estudos no País que evidenciam de forma categórica que o maior fator de diferenciação e de inclusão social é a educação. Temos no País aproximadamente 35 milhões de jovens, dos quais a maioria faz o que se espera socialmente de um jovem: estuda, trabalha ou faz as duas coisas ao mesmo tempo. Mas temos 20% de nossos jovens que nem trabalham nem estudam. São jovens de famílias de baixa renda que, por falta de condições, abandonaram cedo seus estudos. Com esse déficit, fica difícil encontrar trabalho.
E diante dessa falta de perspectivas, qualquer alternativa acaba sendo boa para o jovem, seja legal ou ilegal?
WAISELFISZ - Sim, e é esse o campo de recrutamento da criminalidade. Até os dias de hoje, não se inventou melhor instrumento de inclusão social do que a educação. Seguindo o caminho de muitos países do mundo, porque não tornar obrigatório também o ensino médio, tendo como meta sua universalização, como recentemente proposto e obtido com a educação fundamental?
E por que os jovens, de população negra, morrem mais?
WAISELFISZ - Entre 2002 e 2007, se as taxas de homicídio de negros aumentaram, passando de 30,0 para 32,1 homicídios em 100 mil negros, enquanto que as taxas de homicídio de brancos caíram significativamente, passando de 20,6 para 15,5 homicídios para cada 100 mil brancos. Esse duplo processo fez com que os índices de vitimização negra se elevassem de 45,8% para 107,6%. Os estudos indicam que os negros se localizam entre os grupos de menor renda e, por isso, não tem condições financeiras de recorrer a serviços privados de saúde, educação e segurança.
Como alterar o atual quadro de violência?
WAISELFISZ - As evidências demonstram que não temos de esperar que esses determinantes, principalmente os econômicos - combate à pobreza e às desigualdades econômicas - sejam superados para que a violência comece a recuar. Experiências com êxito no Brasil - como as dos municípios da Região Metropolitana de São Paulo: Diadema, Guarulhos, etc. - ou internacionais, como as de Cali, Medellín ou Bogotá, na Colômbia, ou Nova York, nos EUA, evidenciam esse fato. Essas localidades combateram a violência basicamente com medidas que vão da mobilização das instituições da sociedade civil, políticas de reordenamento urbano, estruturação de alternativas de cultura, lazer, esportes, entre outras.
Como o sr. analisa a violência como fator que afeta a escolaridade e a formação de crianças e adolescentes?
WAISELFISZ - Existe aqui um duplo processo. Por um lado, os déficits de escolaridade se convertem em fator de incentivo à violência, principalmente na juventude e, por outro, a violência representa fator impeditivo da inserção educacional das crianças, principalmente nos setores pobres da população. Diversos estudos sobre violência nas escolas evidenciam que a violência externa é incorporada nas escolas, que não permanece imune aos estímulos externos. Ambientes de temor, medo, apreensão, desconfiança são pouco propícios para o clima que os processos de aprendizagem exigem. Ainda mais se as escolas se localizam em áreas de violência criminal endêmica, as circunstâncias afetam diretamente a própria existência da escola, que tem que fechar suas portas de forma frequente para evitar risco para as crianças.
10/04/2010 16:31 - NG/GR/VIOLÊNCIA/ENTREVISTA
Por Cristina Falasco
São Paulo, 10 (AE) - O crescimento da violência no interior do Brasil e o aumento no número de jovens assassinados estão entre as questões mais preocupantes reveladas no "Mapa da Violência 2010 - Anatomia dos Homicídios no Brasil", divulgado em 30 de março, na capital paulista. Para o autor do estudo, o sociólogo argentino Julio Jacobo Waiselfisz, os dados mostram que "a história da violência homicida no País é a história do assassinato de sua juventude". O pesquisador aponta que só a educação pode promover a inclusão social e combater de maneira eficaz a violência entre jovens.
Radicado no Brasil há mais de 30 anos, Waiselfisz, que é diretor de pesquisas do Instituto Sangari, braço social da Sangari Brasil, já mapeou a violência no País em outros dez estudos: seis apenas sobre violência entre jovens, dois com foco nos municípios, um exclusivo sobre São Paulo e um sobre juventude e violência na América Latina. A seguir, trechos da entrevista concedida por ele, por e-mail, à reportagem:
O Mapa da Violência 2010 mostra que as taxas de homicídio estão caindo nas regiões metropolitanas, mas crescendo no interior do País. Quando começou a interiorização da violência?
JULIO JACOBO WAISELFISZ - A interiorização da violência é um fenômeno que começou a ser observado de meados para fins da década de 1990, quando os índices de aumento das taxas de homicídio nas capitais e grandes regiões metropolitanas estagnaram. Até aquele momento e desde que começaram a ser divulgados os dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, em 1979, os polos dinâmicos do crescimento dos homicídios radicavam-se nas grandes metrópoles. A partir de fins da década de 1990 e até 2003, esses índices estagnaram: nas capitais, em torno de 45 homicídios em 100 mil habitantes e, nas regiões metropolitanas, em torno de 49 também em 100 mil habitantes. A partir daquela data, as taxas de ambas as áreas regridem significativamente para 37 homicídios a cada grupo de 100 mil habitantes em 2007. Nesse ínterim, as taxas do interior não pararam de crescer, passando de 13,5 para 18,5 homicídios em 100 mil.
Quais as principais causas dessa mudança ?
WAISELFISZ - Vários fatores parecem explicar esse fenômeno da interiorização da violência. Um deles é o Fundo Nacional de Segurança, implementado em consequência do novo Plano Nacional de Segurança de 1999. Ele canalizou recursos para as metrópoles mais violentas do País, tornando mais eficientes as condições de enfrentamento da criminalidade nessas áreas. Outro fator foi um forte processo de desconcentração econômica, com migração de investimentos e demanda de mão de obra das metrópoles para o interior, ao oferecer incentivos fiscais e condições operacionais favoráveis. Mais dinheiro circulando no interior atrai a criminalidade.
Em 2007, a população jovem (15 a 24 anos) representava apenas 18,6% da população total do País. Apesar disso, concentrava 36,6% dos homicídios registrados nesse ano. Quais os principais indicadores da concentração de homicídios na juventude?
WAISELFISZ - Se dividirmos a população em dois grandes grupos - os jovens (15 a 24 anos de idade) e os não-jovens (aqueles com menos de 15 anos de idade e aqueles que ultrapassaram a faixa de 25 anos) - teríamos o seguinte panorama: os homicídios na faixa não-jovem permaneceram estagnados ou até caíram levemente ao longo dos anos. Efetivamente, em 1980, a taxa de homicídios entre os não-jovens foi de 21,2 homicídios em 100 mil não-jovens, que cai para 18,1 em 1990 e fica em 19,6 em 2007; já entre os jovens, essa taxa foi de 30 homicídios em 100 mil jovens em 1980, e pula para 38,8 em 1990 e para 50,1 em 2007. Esses dados evidenciam que a história da violência homicida no Brasil é a história do assassinato de sua juventude. Só nessa faixa se registram aumentos nos níveis de violência.
Qual o papel da educação no enfrentamento da violência juvenil?
WAISELFISZ - No Mapa da Violência ponderamos que existe uma diversidade de estudos no País que evidenciam de forma categórica que o maior fator de diferenciação e de inclusão social é a educação. Temos no País aproximadamente 35 milhões de jovens, dos quais a maioria faz o que se espera socialmente de um jovem: estuda, trabalha ou faz as duas coisas ao mesmo tempo. Mas temos 20% de nossos jovens que nem trabalham nem estudam. São jovens de famílias de baixa renda que, por falta de condições, abandonaram cedo seus estudos. Com esse déficit, fica difícil encontrar trabalho.
E diante dessa falta de perspectivas, qualquer alternativa acaba sendo boa para o jovem, seja legal ou ilegal?
WAISELFISZ - Sim, e é esse o campo de recrutamento da criminalidade. Até os dias de hoje, não se inventou melhor instrumento de inclusão social do que a educação. Seguindo o caminho de muitos países do mundo, porque não tornar obrigatório também o ensino médio, tendo como meta sua universalização, como recentemente proposto e obtido com a educação fundamental?
E por que os jovens, de população negra, morrem mais?
WAISELFISZ - Entre 2002 e 2007, se as taxas de homicídio de negros aumentaram, passando de 30,0 para 32,1 homicídios em 100 mil negros, enquanto que as taxas de homicídio de brancos caíram significativamente, passando de 20,6 para 15,5 homicídios para cada 100 mil brancos. Esse duplo processo fez com que os índices de vitimização negra se elevassem de 45,8% para 107,6%. Os estudos indicam que os negros se localizam entre os grupos de menor renda e, por isso, não tem condições financeiras de recorrer a serviços privados de saúde, educação e segurança.
Como alterar o atual quadro de violência?
WAISELFISZ - As evidências demonstram que não temos de esperar que esses determinantes, principalmente os econômicos - combate à pobreza e às desigualdades econômicas - sejam superados para que a violência comece a recuar. Experiências com êxito no Brasil - como as dos municípios da Região Metropolitana de São Paulo: Diadema, Guarulhos, etc. - ou internacionais, como as de Cali, Medellín ou Bogotá, na Colômbia, ou Nova York, nos EUA, evidenciam esse fato. Essas localidades combateram a violência basicamente com medidas que vão da mobilização das instituições da sociedade civil, políticas de reordenamento urbano, estruturação de alternativas de cultura, lazer, esportes, entre outras.
Como o sr. analisa a violência como fator que afeta a escolaridade e a formação de crianças e adolescentes?
WAISELFISZ - Existe aqui um duplo processo. Por um lado, os déficits de escolaridade se convertem em fator de incentivo à violência, principalmente na juventude e, por outro, a violência representa fator impeditivo da inserção educacional das crianças, principalmente nos setores pobres da população. Diversos estudos sobre violência nas escolas evidenciam que a violência externa é incorporada nas escolas, que não permanece imune aos estímulos externos. Ambientes de temor, medo, apreensão, desconfiança são pouco propícios para o clima que os processos de aprendizagem exigem. Ainda mais se as escolas se localizam em áreas de violência criminal endêmica, as circunstâncias afetam diretamente a própria existência da escola, que tem que fechar suas portas de forma frequente para evitar risco para as crianças.
10/04/2010 16:31 - NG/GR/VIOLÊNCIA/ENTREVISTA
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Yumi Faraci poderia estar viva e cantando feliz, mas... infelizmente não está mais entre nós. Foi levada pela tragédia da Ilha Grande (Brasil)
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http://www.youtube.com/watch?v=vfuvGlK0X2U&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=vfuvGlK0X2U&feature=related
Tragédia no Rio de Janeiro ( Brasil) - Por que as autoridades não aprenderam com a tragédia da Llha Grande? Por que os morros foram ocupados sem nenhum critério? Como fica as ocupações de risco que ainda não foram atingidas pelos deslisamentos de terra no Rio e em outros Estados brasileiros? Quantas crianças foram mortas pelo descaso das autoridades que deveriam defendê-las?
Tragédia em Ilha Grande
01/01/2010 - 17:38 , atualizada às 16:25 04/01 - iG São Paulo
Deslizamento de terra na Praia do Bananal em Ilha Grande, no Rio de Janeiro, deixou mortos. Uma casa e parte da pousada Sankay foram soterradas.
08/04/2010 - 19h23
Cidade mais atingida por chuvas, Niterói (RJ) contabiliza mais de 100 mortes; total no Estado ultrapassa 180
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/04/08/cidade-mais-atingida-por-chuvas-niteroi-rj-contabiliza-100-mortes-total-no-estado-ultrapassa-170.jhtm
Do UOL Notícias*
No Rio de Janeiro e em São Paulo
Trabalho noturno de resgate no morro do Bumba, em Niterói (RJ)
Atualizada às 20h57
O Corpo de Bombeiros confirmou nesta quinta-feira (8) que 182 pessoas morreram vítimas das chuvas no Rio de Janeiro (veja mapa abaixo). Em Niterói, cidade mais atingida, o número de mortos ultrapassou cem no início da noite.
Tragédia no RJ
A situação mais grave está no morro do Bumba, em Niterói, onde 14 corpos de vítimas de um deslizamento na noite desta quarta foram encontrados. Equipes de resgate e prefeitura estimam que cerca de 200 pessoas moravam no local, onde existiam ao menos 50 casas, e podem estar soterradas.
Cerca de 300 homens, entre integrantes da Força Nacional de Segurança (FNS), policiais civis, bombeiros e policiais militares, trabalham nas operações de resgate no local. As buscas não têm prazo para terminar e, segundo o governador Sérgio Cabral (PMDB), devem durar cerca de duas semanas.
Você Manda: envie fotos ou vídeos da chuva no Rio
O subcomandante do Corpo de Bombeiros, coronel José Paulo Miranda, afirmou hoje (8) que será difícil resgatar alguém com vida. “Nós, bombeiros militares, dizemos sempre que trabalhamos pensando que vamos encontrar pessoas vivas. Nessa situação, nesse tipo de evento, é muito difícil isso. É um evento muito rápido, não há a menor condição das pessoas saírem com facilidade e há o problema do soterramento. Nós temos muito pouca esperança, a dificuldade é muito grande”, disse.
Área de lixão
O morro do Bumba, que hoje abriga moradias precárias, era ocupado por um antigo lixão. Em meio aos escombros é possível observar toneladas de lixo.
Choro, desespero e dezenas de soterrados em Niterói
“Essa é uma área de alta suscetibilidade. Isso aqui é um lixão que se encharca muito mais rapidamente em comparação com outros morros. O solo vai ficando ensopado e ocorre a formação de gás metano. Com tudo isso, o ângulo estável fica muito menor. A prefeitura deveria ter um cadastro desta área, que é de altíssimo risco", afirmou Adalberto da Silva, professor de geologia do Instituto de Geociências da UFF (Universidade Federal Fluminense).
A secretária Estadual do Ambiente do Rio, Marilene Ramos, afirmou que o deslizamento pode ter sido provocado por uma explosão ocorrida quando o gás metano do lixão entrou em contato com a atmosfera movendo a terra que já estava debilitada pelo acúmulo de água da chuva.
O prefeito de Niterói, Jorge Roberto da Silveira, visitou o morro do Bumba nesta quinta-feira e afirmou que não sabia que as casas da região tinham sido construídas sobre um lixão. "Fui prefeito pela primeira vez há 20 anos e não tinha conhecimento desse lixão. Estamos estudando as causas do desmoronamento e vendo as consequências para o entorno".
A Polícia Civil informou que abriu um inquérito para apurar eventual responsabilidade do poder público no deslizamento.
Tragédia estadual
O temporal que provocou a tragédia no Estado do Rio teve início no final da tarde de segunda-feira (5) e levou o caos à capital e à região metropolitana, que praticamente pararam na terça-feira. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), somente na terça-feira choveu mais do que o esperado para todo o mês de abril na região.
Segundo a Defesa Civil do Estado, o número de desabrigados em municípios das regiões metropolitana, Baixada Fluminense, Baixada Litorânea e Serrana mais atingidos pelas chuvas dos últimos dias é de 3.262, enquanto que o total de desalojados já soma 11.439 pessoas. Somente na capital, são cerca de 5.000 desabrigados.
Depoimentos
Centenas de pessoas estão no morro do Bumba à espera de notícias sobre parentes desaparecidos e amigos. Gisele Barbosa, 27, presenciou o deslizamento. "Parecia um filme de terror. As pessoas começavam a gritar e, em instantes, eram levadas pela terra. Gritavam, morriam. Gritavam, morriam", descreve ela, que não perdeu a mãe por sorte. "A casa dela desabou todinha. Mas ela tinha ido recarregar o celular naquela hora", comemora.
Felipe de Souza, 21, pizzaiolo, disse que o cenário no local é de terror. “Ouvi um barulho muito forte. Um estrondo. E vi todo mundo gritando 'sai, sai, sai'. Logo depois veio tudo abaixo. A situação é caótica. Tem muita gente soterrada ali.”
A aposentada Sueli Campos, também relatou o que viu. “Tava tudo escuro, as pessoas mal conseguiam andar. Meu marido se quebrou todo. Estou só com a roupa do corpo”, disse, aos prantos.
O vendedor Carlos Eduardo Moreira, 24, permanece, desolado, no local, à espera de um milagre. “Estão falando em 40, 60 casas, mas e as pessoas? Tem com certeza mais de 60 pessoas soterradas lá. A família inteira do meu vizinho foi embora junto com a lama. Só na casa dele tinha sete pessoas”.
Alerta
Na capital fluminense, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) voltou a recomendar hoje que as famílias deixem as áreas de risco e busquem abrigo em outros locais. Segundo a prefeitura, ainda há muitos riscos de deslizamento nas encostas da cidade.
Paes também alertou que os problemas no trânsito da capital do Estado devem continuar em razão de várias vias ainda estarem bloqueadas. "Por isso, pedimos de novo que as pessoas que não tiverem obrigação de sair que não o façam, e que busquem fazer carona solidária, auxiliando os vizinhos e desafogando o tráfego."
*Com informações de André Naddeo e Fábia Oliveira, do UOL Notícias em Niterói (RJ), da Agência Estado e Folha Online
01/01/2010 - 17:38 , atualizada às 16:25 04/01 - iG São Paulo
Deslizamento de terra na Praia do Bananal em Ilha Grande, no Rio de Janeiro, deixou mortos. Uma casa e parte da pousada Sankay foram soterradas.
08/04/2010 - 19h23
Cidade mais atingida por chuvas, Niterói (RJ) contabiliza mais de 100 mortes; total no Estado ultrapassa 180
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/04/08/cidade-mais-atingida-por-chuvas-niteroi-rj-contabiliza-100-mortes-total-no-estado-ultrapassa-170.jhtm
Do UOL Notícias*
No Rio de Janeiro e em São Paulo
Trabalho noturno de resgate no morro do Bumba, em Niterói (RJ)
Atualizada às 20h57
O Corpo de Bombeiros confirmou nesta quinta-feira (8) que 182 pessoas morreram vítimas das chuvas no Rio de Janeiro (veja mapa abaixo). Em Niterói, cidade mais atingida, o número de mortos ultrapassou cem no início da noite.
Tragédia no RJ
A situação mais grave está no morro do Bumba, em Niterói, onde 14 corpos de vítimas de um deslizamento na noite desta quarta foram encontrados. Equipes de resgate e prefeitura estimam que cerca de 200 pessoas moravam no local, onde existiam ao menos 50 casas, e podem estar soterradas.
Cerca de 300 homens, entre integrantes da Força Nacional de Segurança (FNS), policiais civis, bombeiros e policiais militares, trabalham nas operações de resgate no local. As buscas não têm prazo para terminar e, segundo o governador Sérgio Cabral (PMDB), devem durar cerca de duas semanas.
Você Manda: envie fotos ou vídeos da chuva no Rio
O subcomandante do Corpo de Bombeiros, coronel José Paulo Miranda, afirmou hoje (8) que será difícil resgatar alguém com vida. “Nós, bombeiros militares, dizemos sempre que trabalhamos pensando que vamos encontrar pessoas vivas. Nessa situação, nesse tipo de evento, é muito difícil isso. É um evento muito rápido, não há a menor condição das pessoas saírem com facilidade e há o problema do soterramento. Nós temos muito pouca esperança, a dificuldade é muito grande”, disse.
Área de lixão
O morro do Bumba, que hoje abriga moradias precárias, era ocupado por um antigo lixão. Em meio aos escombros é possível observar toneladas de lixo.
Choro, desespero e dezenas de soterrados em Niterói
“Essa é uma área de alta suscetibilidade. Isso aqui é um lixão que se encharca muito mais rapidamente em comparação com outros morros. O solo vai ficando ensopado e ocorre a formação de gás metano. Com tudo isso, o ângulo estável fica muito menor. A prefeitura deveria ter um cadastro desta área, que é de altíssimo risco", afirmou Adalberto da Silva, professor de geologia do Instituto de Geociências da UFF (Universidade Federal Fluminense).
A secretária Estadual do Ambiente do Rio, Marilene Ramos, afirmou que o deslizamento pode ter sido provocado por uma explosão ocorrida quando o gás metano do lixão entrou em contato com a atmosfera movendo a terra que já estava debilitada pelo acúmulo de água da chuva.
O prefeito de Niterói, Jorge Roberto da Silveira, visitou o morro do Bumba nesta quinta-feira e afirmou que não sabia que as casas da região tinham sido construídas sobre um lixão. "Fui prefeito pela primeira vez há 20 anos e não tinha conhecimento desse lixão. Estamos estudando as causas do desmoronamento e vendo as consequências para o entorno".
A Polícia Civil informou que abriu um inquérito para apurar eventual responsabilidade do poder público no deslizamento.
Tragédia estadual
O temporal que provocou a tragédia no Estado do Rio teve início no final da tarde de segunda-feira (5) e levou o caos à capital e à região metropolitana, que praticamente pararam na terça-feira. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), somente na terça-feira choveu mais do que o esperado para todo o mês de abril na região.
Segundo a Defesa Civil do Estado, o número de desabrigados em municípios das regiões metropolitana, Baixada Fluminense, Baixada Litorânea e Serrana mais atingidos pelas chuvas dos últimos dias é de 3.262, enquanto que o total de desalojados já soma 11.439 pessoas. Somente na capital, são cerca de 5.000 desabrigados.
Depoimentos
Centenas de pessoas estão no morro do Bumba à espera de notícias sobre parentes desaparecidos e amigos. Gisele Barbosa, 27, presenciou o deslizamento. "Parecia um filme de terror. As pessoas começavam a gritar e, em instantes, eram levadas pela terra. Gritavam, morriam. Gritavam, morriam", descreve ela, que não perdeu a mãe por sorte. "A casa dela desabou todinha. Mas ela tinha ido recarregar o celular naquela hora", comemora.
Felipe de Souza, 21, pizzaiolo, disse que o cenário no local é de terror. “Ouvi um barulho muito forte. Um estrondo. E vi todo mundo gritando 'sai, sai, sai'. Logo depois veio tudo abaixo. A situação é caótica. Tem muita gente soterrada ali.”
A aposentada Sueli Campos, também relatou o que viu. “Tava tudo escuro, as pessoas mal conseguiam andar. Meu marido se quebrou todo. Estou só com a roupa do corpo”, disse, aos prantos.
O vendedor Carlos Eduardo Moreira, 24, permanece, desolado, no local, à espera de um milagre. “Estão falando em 40, 60 casas, mas e as pessoas? Tem com certeza mais de 60 pessoas soterradas lá. A família inteira do meu vizinho foi embora junto com a lama. Só na casa dele tinha sete pessoas”.
Alerta
Na capital fluminense, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) voltou a recomendar hoje que as famílias deixem as áreas de risco e busquem abrigo em outros locais. Segundo a prefeitura, ainda há muitos riscos de deslizamento nas encostas da cidade.
Paes também alertou que os problemas no trânsito da capital do Estado devem continuar em razão de várias vias ainda estarem bloqueadas. "Por isso, pedimos de novo que as pessoas que não tiverem obrigação de sair que não o façam, e que busquem fazer carona solidária, auxiliando os vizinhos e desafogando o tráfego."
*Com informações de André Naddeo e Fábia Oliveira, do UOL Notícias em Niterói (RJ), da Agência Estado e Folha Online
Silêncio em respeito as vitimas da tragédia do Rio de Janeiro(Brasil) em Abril de 2010
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
Os comentários de Rosely Sayão exige uma postura de coragem urgente dos pais em relação aos seus filhos: Crianças usam pulseira, mas sem significado sexual
07/12/2009 - 19h18
da Folha Online
Quanto mais pulseiras, mais popular a pessoa se torna no grupo. O material colorido de plástico, visto entre as entre as crianças e adolescentes como brinquedos ou mero acessório da moda, tem gerado polêmica nas escolas. Sites e jornais divulga que cada cor tem um significado, todos relacionados ao contato físico ou ao sexo.
Usar a pulseira amarela, por exemplo, representa um simples abraço; a roxa, beijo com a língua; a verde, sexo oral a ser praticado pelo menino; a azul, pela menina. Quem não usa as pulseiras é excluído do grupo e quem usa as cores preto e dourado é mais respeitado, segundo os sites.
Rosely Sayão, psicóloga, consultora em educação e colunista da Folha, diz que os pais devem averiguar se os filhos têm noção desse simbolismo. Segundo ela, não é o acessório que vai fazer as crianças iniciarem a vida sexual precocemente.
"Não é por causa do acessório que eles [os adolescentes] vão praticar o sexo. Eles vão tentar, e precocemente, porque esse é o tom do mundo. Elas estão hiperestimuladas pelas nossas publicidades e pelos comportamentos dos adultos. Nós é que estamos promovendo isso entre as crianças e adolescentes", diz Sayão.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u663060.shtml
da Folha Online
Quanto mais pulseiras, mais popular a pessoa se torna no grupo. O material colorido de plástico, visto entre as entre as crianças e adolescentes como brinquedos ou mero acessório da moda, tem gerado polêmica nas escolas. Sites e jornais divulga que cada cor tem um significado, todos relacionados ao contato físico ou ao sexo.
Usar a pulseira amarela, por exemplo, representa um simples abraço; a roxa, beijo com a língua; a verde, sexo oral a ser praticado pelo menino; a azul, pela menina. Quem não usa as pulseiras é excluído do grupo e quem usa as cores preto e dourado é mais respeitado, segundo os sites.
Rosely Sayão, psicóloga, consultora em educação e colunista da Folha, diz que os pais devem averiguar se os filhos têm noção desse simbolismo. Segundo ela, não é o acessório que vai fazer as crianças iniciarem a vida sexual precocemente.
"Não é por causa do acessório que eles [os adolescentes] vão praticar o sexo. Eles vão tentar, e precocemente, porque esse é o tom do mundo. Elas estão hiperestimuladas pelas nossas publicidades e pelos comportamentos dos adultos. Nós é que estamos promovendo isso entre as crianças e adolescentes", diz Sayão.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u663060.shtml
Quando o modismo mata é necessario medidas urgentes: Cidades decidem proibir o uso das "pulseiras do sexo" em escolas. E os pais o que decidem?
07/04/2010 - 09h51
da Agência Folha, em Curitiba
da Agência Folha em Manaus
Pelo menos três cidades já proibiram o uso das "pulseiras do sexo" entre alunos das escolas da rede municipal. Na maior delas, em Manaus, a Secretaria Municipal de Educação decidiu ontem (6) o veto dos adereços de plástico nas 450 instituições de ensino após a morte de duas jovens que usavam o produto.
Navegantes (SC) proíbe uso de "pulseiras do sexo" em escolas
Crianças usam pulseira, mas sem significado sexual
Crianças ignoram significado adulto de "pulseiras do sexo"
A polêmica em torno do uso das pulseiras se intensificou na semana passada, quando foi divulgado o caso de uma menina de 13 anos que teria sido estuprada em Londrina (379 km de Curitiba) por causa do produto.
Cidades decidem proibir uso das "pulseirinhas do sexo" nas escola
Na cidade paranaense, a polícia apura se ela foi violentada por incentivo do "jogo das pulseiras". Nele, quem arrebenta o acessório recebe uma retribuição sexual da dona do adereço que varia de acordo com a cor do produto --se for roxa, vale beijo de língua; preta, sexo, entre outras possibilidades.
Em Manaus, a polícia também investiga a relação de três casos com o uso das pulseiras. Em dois deles, jovens que usavam os adereços foram mortas.
Ao proibir as pulseiras nas escolas municipais de Manaus, onde estudam 240 mil alunos, o secretário de Educação, Vicente Nogueira, disse que a decisão foi uma precaução. Segundo ele, nenhum caso de agressão contra meninas foi registrado dentro das escolas da rede. "Não queremos [porém] que os diretores das escolas transformem isso (a proibição) num cavalo de batalha, mas que faça disso um momento de orientação", afirmou.
Em Maringá (426 km de Curitiba), a decisão foi inspirada após a suspeita de estupro da vizinha Londrina. Lá, a medida atinge 43 escolas da rede municipal de ensino.
De acordo com a assessoria da pasta, circulares foram enviadas aos pais dos alunos. Os comunicados pedem que os pais ajudem na fiscalização da medida. Se o aluno insistir em usar os adereços dentro da escola, os pais serão chamados para convencer os filhos a retirar a pulseira.
Já na cidade de Navegantes (95 km de Florianópolis), o uso da pulseira influenciou na criação de uma lei específica sobre o assunto. O prefeito Roberto Carlos de Souza (PSDB) sancionou a lei no início do mês passado. Ela proíbe o uso da pulseira nas 47 escolas da rede.
A nova legislação determina que os educadores se reúnam com os pais para ajudar na fiscalização e orientação sobre o comportamento sexual de crianças e adolescentes. Além das mortes registradas em Manaus, há outros casos de violência sexual que teriam relação com as pulseiras. Nos últimos 23 dias, conselhos tutelares da cidade registraram 14 casos de agressão e tentativa de violência contra meninas que usavam os adereços.
da Agência Folha, em Curitiba
da Agência Folha em Manaus
Pelo menos três cidades já proibiram o uso das "pulseiras do sexo" entre alunos das escolas da rede municipal. Na maior delas, em Manaus, a Secretaria Municipal de Educação decidiu ontem (6) o veto dos adereços de plástico nas 450 instituições de ensino após a morte de duas jovens que usavam o produto.
Navegantes (SC) proíbe uso de "pulseiras do sexo" em escolas
Crianças usam pulseira, mas sem significado sexual
Crianças ignoram significado adulto de "pulseiras do sexo"
A polêmica em torno do uso das pulseiras se intensificou na semana passada, quando foi divulgado o caso de uma menina de 13 anos que teria sido estuprada em Londrina (379 km de Curitiba) por causa do produto.
Cidades decidem proibir uso das "pulseirinhas do sexo" nas escola
Na cidade paranaense, a polícia apura se ela foi violentada por incentivo do "jogo das pulseiras". Nele, quem arrebenta o acessório recebe uma retribuição sexual da dona do adereço que varia de acordo com a cor do produto --se for roxa, vale beijo de língua; preta, sexo, entre outras possibilidades.
Em Manaus, a polícia também investiga a relação de três casos com o uso das pulseiras. Em dois deles, jovens que usavam os adereços foram mortas.
Ao proibir as pulseiras nas escolas municipais de Manaus, onde estudam 240 mil alunos, o secretário de Educação, Vicente Nogueira, disse que a decisão foi uma precaução. Segundo ele, nenhum caso de agressão contra meninas foi registrado dentro das escolas da rede. "Não queremos [porém] que os diretores das escolas transformem isso (a proibição) num cavalo de batalha, mas que faça disso um momento de orientação", afirmou.
Em Maringá (426 km de Curitiba), a decisão foi inspirada após a suspeita de estupro da vizinha Londrina. Lá, a medida atinge 43 escolas da rede municipal de ensino.
De acordo com a assessoria da pasta, circulares foram enviadas aos pais dos alunos. Os comunicados pedem que os pais ajudem na fiscalização da medida. Se o aluno insistir em usar os adereços dentro da escola, os pais serão chamados para convencer os filhos a retirar a pulseira.
Já na cidade de Navegantes (95 km de Florianópolis), o uso da pulseira influenciou na criação de uma lei específica sobre o assunto. O prefeito Roberto Carlos de Souza (PSDB) sancionou a lei no início do mês passado. Ela proíbe o uso da pulseira nas 47 escolas da rede.
A nova legislação determina que os educadores se reúnam com os pais para ajudar na fiscalização e orientação sobre o comportamento sexual de crianças e adolescentes. Além das mortes registradas em Manaus, há outros casos de violência sexual que teriam relação com as pulseiras. Nos últimos 23 dias, conselhos tutelares da cidade registraram 14 casos de agressão e tentativa de violência contra meninas que usavam os adereços.
sábado, 3 de abril de 2010
Prática de sexting coloca crianças em perigo
Qua, 05 de Agosto de 2009 17:16 Administrador
LONDRES (Reuters) - Cada vez mais adolescentes britânicos vêm trocando fotos sexualmente explícitas via celular, o que os expõe a intimidação e agressões de seus colegas.
A prática, conhecida como "sexting", também resultou na difusão de imagens íntimas de menores de idade em sites utilizados por pedófilos, sem que os remetentes das fotos soubessem disso, de acordo com o Child Exploitation and Online Protection Center (CEOP), do Reino Unido. "Estamos recebendo cada vez mais denúncias do público, tanto vindas de pais quanto de filhos preocupados com esse tipo de situação", disse Helena Penn, diretora de educação do CEOP, uma agência de fiscalização e repressão conectada à polícia britânica.
"Temos cada vez mais crianças produzindo imagens sexuais delas mesmas e com isso o desenvolvimento normal da curiosidade sexual das crianças se transforma perigosamente em propriedade pública", disse Penn.
Ela afirmou que os avanços na tecnologia dos celulares, entre os quais o Bluetooth, e a capacidade de publicar fotos ou vídeos na internet com o apertar de um botão estão tornando a prática mais comum.
"Caso um relacionamento se rompa ou alguém encontre o celular em questão, a imagem poderia terminar em um site, em um serviço de redes sociais como o Facebook ou sob o controle da pessoa errada, como já aconteceu em muitos casos, e assim cair em uma rede de pedofilia", explicou.
Uma pesquisa entre dois mil jovens divulgada na terça-feira (04/08) pela Beatbullying, uma organização de assistência às crianças, constatou que mais de um terço dos jovens entre 11 e 18 anos recebeu fotos ou mensagens de texto sexualmente explícitos.
A pesquisa constatou, igualmente, que 70% das crianças sabiam quem lhes enviou essas mensagens.
Emma-Jane Cross, CEO da Beatbullying, afirmou que é importante que pais e escolas compreendam a ascensão do fenômeno, que é bem documentado nos Estados Unidos e Austrália, mas comparativamente desconhecido no Reino Unido, por exemplo.
As meninas estão especialmente vulneráveis, afirmou a organização, e há provas de que são pressionadas a tirar e distribuir fotos íntimas por seus namorados.
LONDRES (Reuters) - Cada vez mais adolescentes britânicos vêm trocando fotos sexualmente explícitas via celular, o que os expõe a intimidação e agressões de seus colegas.
A prática, conhecida como "sexting", também resultou na difusão de imagens íntimas de menores de idade em sites utilizados por pedófilos, sem que os remetentes das fotos soubessem disso, de acordo com o Child Exploitation and Online Protection Center (CEOP), do Reino Unido. "Estamos recebendo cada vez mais denúncias do público, tanto vindas de pais quanto de filhos preocupados com esse tipo de situação", disse Helena Penn, diretora de educação do CEOP, uma agência de fiscalização e repressão conectada à polícia britânica.
"Temos cada vez mais crianças produzindo imagens sexuais delas mesmas e com isso o desenvolvimento normal da curiosidade sexual das crianças se transforma perigosamente em propriedade pública", disse Penn.
Ela afirmou que os avanços na tecnologia dos celulares, entre os quais o Bluetooth, e a capacidade de publicar fotos ou vídeos na internet com o apertar de um botão estão tornando a prática mais comum.
"Caso um relacionamento se rompa ou alguém encontre o celular em questão, a imagem poderia terminar em um site, em um serviço de redes sociais como o Facebook ou sob o controle da pessoa errada, como já aconteceu em muitos casos, e assim cair em uma rede de pedofilia", explicou.
Uma pesquisa entre dois mil jovens divulgada na terça-feira (04/08) pela Beatbullying, uma organização de assistência às crianças, constatou que mais de um terço dos jovens entre 11 e 18 anos recebeu fotos ou mensagens de texto sexualmente explícitos.
A pesquisa constatou, igualmente, que 70% das crianças sabiam quem lhes enviou essas mensagens.
Emma-Jane Cross, CEO da Beatbullying, afirmou que é importante que pais e escolas compreendam a ascensão do fenômeno, que é bem documentado nos Estados Unidos e Austrália, mas comparativamente desconhecido no Reino Unido, por exemplo.
As meninas estão especialmente vulneráveis, afirmou a organização, e há provas de que são pressionadas a tirar e distribuir fotos íntimas por seus namorados.
Atenção Jornalista, Não fiquem desatualizados - VIOLÊNCIA SEXUAL: GUIA ONLINE PARA JORNALISTAS
VIOLÊNCIA SEXUAL
A ANDI, em parceria com a SEDH, criou um guia de referência para profissionais da área de comunicação que enfrentam o desafio de escrever sobre a violência sexual sofrida por meninos e meninas em todo o Brasil. A intenção é oferecer orientações aos jornalistas de todos os meios e qualificar a atuação na cobertura do tema.
Acsse o link: http://violenciasexual.andi.org.br/
A ANDI, em parceria com a SEDH, criou um guia de referência para profissionais da área de comunicação que enfrentam o desafio de escrever sobre a violência sexual sofrida por meninos e meninas em todo o Brasil. A intenção é oferecer orientações aos jornalistas de todos os meios e qualificar a atuação na cobertura do tema.
Acsse o link: http://violenciasexual.andi.org.br/
15 bebês morrem asfixiados por dia no Brasil
Comunicação Portal Social
Todos os dias 15 recém-nascidos morrem com asfixia no Brasil. Isso significa uma morte em cada mil nascidos vivos. Seis deles são bebês considerados de baixo risco. O dado é de um estudo inédito, feito por pesquisadores do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria.
A asfixia ocorre quando há falta de oxigenação no cérebro e nos órgãos do bebê. Ela pode levar à morte ou deixar graves sequelas. Em grande parte dos casos, pode ser evitada, com um bom acompanhamento no pré-natal para avaliar a saúde da gestante e o desenvolvimento do feto e com atenção no parto, monitorando o bebê.
Fonte: Andi - http://www.andi.org.br/
Todos os dias 15 recém-nascidos morrem com asfixia no Brasil. Isso significa uma morte em cada mil nascidos vivos. Seis deles são bebês considerados de baixo risco. O dado é de um estudo inédito, feito por pesquisadores do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria.
A asfixia ocorre quando há falta de oxigenação no cérebro e nos órgãos do bebê. Ela pode levar à morte ou deixar graves sequelas. Em grande parte dos casos, pode ser evitada, com um bom acompanhamento no pré-natal para avaliar a saúde da gestante e o desenvolvimento do feto e com atenção no parto, monitorando o bebê.
Fonte: Andi - http://www.andi.org.br/
sexta-feira, 2 de abril de 2010
O QUE É ABUSO SEXUAL?
É forçar uma pessoa a uma situação sexual da qual ela não quer fazer parte, mesmo que não haja penetração (como acariciar orgãos genitais). Dependendo das circunstâncias, o ato pode ser enquadrado em mais de um artigo da Código Penal. No caso de vítimas menores de idade, as penas são maiores, estupro de menor de idade, por exemplo, pode levar a no mínimo oito anos de denteção.
Fonte: Lélio Ferraz de Siqueira Neto, coordenador da área de infância e juventude do Centro de Apoio Civil do Ministério Público de São Paulo. Código Penal.
79 é a média de denúncias recebidas por dia em janeiro de 2010 pelo Disque 100.
fonte: Dique Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos.
62% das 202 mil vítimas ( crianças e adolescentes) atendidas entre maio de 2003 e janeiro de 2010 eram do sexo feminino.
94% é a porcentagem de casos em que o abusador é alguém que desfruta de convivência com a criança, como familiares, amigos ou vizinhos.
fonte: ONG Cecria( Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes).
Fonte: Lélio Ferraz de Siqueira Neto, coordenador da área de infância e juventude do Centro de Apoio Civil do Ministério Público de São Paulo. Código Penal.
79 é a média de denúncias recebidas por dia em janeiro de 2010 pelo Disque 100.
fonte: Dique Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos.
62% das 202 mil vítimas ( crianças e adolescentes) atendidas entre maio de 2003 e janeiro de 2010 eram do sexo feminino.
94% é a porcentagem de casos em que o abusador é alguém que desfruta de convivência com a criança, como familiares, amigos ou vizinhos.
fonte: ONG Cecria( Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes).
Abuso sexual em casa, os pais dizem: Antes eu do que qualquer outra pessoa.
A MAIORIA DOS ABUSOS SEXUAIS COMETIDOS CONTRA MENORES DE IDADE, ACONTECE EM CASA.
O perigo está mais perto do que podemos imaginar.
Recentemente um casal de "amigos" de uma família, violentou e abusou sexualmente de seus filhos.
O casal de pedófilos se aproximou da família, com o objetivo definido de abusar de seus filhos e tornaram-se tão íntimos que ficavam com as crianças para que seus pais pudessem ter alguns momentos de namoro, ir ao cinema, ao restaurante, etc.
Vivemos num mundo em que as pessoas tornaram-se loucas e obsecadas pelas seus próprios desejos.
Casos como este acontece com muitas pessoas e temos que tomar o máximo de cuidado para que nossos amigos fiquem bem a nossa vista e nunca deixá-los a sós com nossos filhos.
Ed
Outro exemplo mais terrível é o fato de que, segundo o reporter Diogo Bército da Folhapress, o pai Carlos, estuprava suas duas filhas por dez anos seguidos.
Estuprava Joana, hoje com 15 anos, tomava banho e então estuprava Marta, 20 anos.
Essa história violenta, que se prolongou porque as filhas eram ameaçadas de morte.
O pai foi processado e foi condenado a 54 anos de prisão.
É dentro de casa e não na rua, que é cometida a maior parte dos abusos sexuais contra menores de idade.
E o agressor, longe de ser desconhecido, costuma fazer parte da família ou ser próximo dela.
Segundo levantamento da ONG - Centro de Referência da Criança e do adolescente( ligada a ordem dos advogados do Brasil), 33% dos casos de abuso, o abusador é o pai ou mãe da vítima e em 14%, é o padrasto.
Nessas situações, o parentesco muitas vezes é usado como justificativa pelo criminoso. "Os pais se sentem no direito de abusar, usando o argumento "antes eu do que outra pessoa", explica Marcia Salgado, dirigente da Delegacia da Mulher.
Os jovens estão vulneráveis em relação as pessoas que deveriam protegê-los, diz Carmen Lutti, presidente da ONG Movimento em Defesa da Criança e do Adolescente e são obrigados a viver divididos entre os sentimentos de medo e de afeto em relação aos pais.
Nestes casos o estupro passa até mesmo a fazer parte da rotina da casa. Para evitar engravidar as filhas, por exemplo, Carlos controlava os ciclos menstruias das filhas com remédios.
Apesar do cuidado, o abuso foi descoberto pela mãe de ambas justamente quando Marta abortou um filho do próprio pai. Foi quando a denúncia foi feita à polícia.
A longa duração de situações como essa se dá por uma série de fatores que, juntos, calam a vítima.
Além de serem ameaçados de morte, esses jovens dependem do salário dos pais e tentam preservar o amor da mãe pelo marido. Por sua vez quando se dá conta do abuso, a mãe enfrenta dilemas semelhantes e pode preferir fazer vista grossa para manter o parceiro e o sustento.
Nos depoimentos de Suzana, 14 anos e abusada pelo pai, o dilema aparece na oposição entre indignação e medo. Em determinado momento, ela diz a psicóloga querer arrancar a própria pele, de nojo. Depois, demonstra receio de tirar dos irmãos o pai que eles amam. Pesa também nos jovens a sensação de terem sido de alguma maneira responsáveis pelo abuso. Principalmente nos casos em que, depois de algum tempo, a vítima deixou de oferecer resistência.
"O que esses jovens não percebem é que não houve permissão , eles foram impulsionados para essa situação", alerta Marli de Oliveira, da ONG Liga Solidária, que tem pólo de prevenção à violência doméstica. Para a lei, a violência é presumida quando a vítima do estupro tem menos de 14 anos.
Em todos os casos, a denúncia é necessária:
Disque denúncia: 181 ou 100
Polícia Militar: 190
O perigo está mais perto do que podemos imaginar.
Recentemente um casal de "amigos" de uma família, violentou e abusou sexualmente de seus filhos.
O casal de pedófilos se aproximou da família, com o objetivo definido de abusar de seus filhos e tornaram-se tão íntimos que ficavam com as crianças para que seus pais pudessem ter alguns momentos de namoro, ir ao cinema, ao restaurante, etc.
Vivemos num mundo em que as pessoas tornaram-se loucas e obsecadas pelas seus próprios desejos.
Casos como este acontece com muitas pessoas e temos que tomar o máximo de cuidado para que nossos amigos fiquem bem a nossa vista e nunca deixá-los a sós com nossos filhos.
Ed
Outro exemplo mais terrível é o fato de que, segundo o reporter Diogo Bército da Folhapress, o pai Carlos, estuprava suas duas filhas por dez anos seguidos.
Estuprava Joana, hoje com 15 anos, tomava banho e então estuprava Marta, 20 anos.
Essa história violenta, que se prolongou porque as filhas eram ameaçadas de morte.
O pai foi processado e foi condenado a 54 anos de prisão.
É dentro de casa e não na rua, que é cometida a maior parte dos abusos sexuais contra menores de idade.
E o agressor, longe de ser desconhecido, costuma fazer parte da família ou ser próximo dela.
Segundo levantamento da ONG - Centro de Referência da Criança e do adolescente( ligada a ordem dos advogados do Brasil), 33% dos casos de abuso, o abusador é o pai ou mãe da vítima e em 14%, é o padrasto.
Nessas situações, o parentesco muitas vezes é usado como justificativa pelo criminoso. "Os pais se sentem no direito de abusar, usando o argumento "antes eu do que outra pessoa", explica Marcia Salgado, dirigente da Delegacia da Mulher.
Os jovens estão vulneráveis em relação as pessoas que deveriam protegê-los, diz Carmen Lutti, presidente da ONG Movimento em Defesa da Criança e do Adolescente e são obrigados a viver divididos entre os sentimentos de medo e de afeto em relação aos pais.
Nestes casos o estupro passa até mesmo a fazer parte da rotina da casa. Para evitar engravidar as filhas, por exemplo, Carlos controlava os ciclos menstruias das filhas com remédios.
Apesar do cuidado, o abuso foi descoberto pela mãe de ambas justamente quando Marta abortou um filho do próprio pai. Foi quando a denúncia foi feita à polícia.
A longa duração de situações como essa se dá por uma série de fatores que, juntos, calam a vítima.
Além de serem ameaçados de morte, esses jovens dependem do salário dos pais e tentam preservar o amor da mãe pelo marido. Por sua vez quando se dá conta do abuso, a mãe enfrenta dilemas semelhantes e pode preferir fazer vista grossa para manter o parceiro e o sustento.
Nos depoimentos de Suzana, 14 anos e abusada pelo pai, o dilema aparece na oposição entre indignação e medo. Em determinado momento, ela diz a psicóloga querer arrancar a própria pele, de nojo. Depois, demonstra receio de tirar dos irmãos o pai que eles amam. Pesa também nos jovens a sensação de terem sido de alguma maneira responsáveis pelo abuso. Principalmente nos casos em que, depois de algum tempo, a vítima deixou de oferecer resistência.
"O que esses jovens não percebem é que não houve permissão , eles foram impulsionados para essa situação", alerta Marli de Oliveira, da ONG Liga Solidária, que tem pólo de prevenção à violência doméstica. Para a lei, a violência é presumida quando a vítima do estupro tem menos de 14 anos.
Em todos os casos, a denúncia é necessária:
Disque denúncia: 181 ou 100
Polícia Militar: 190
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